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Meditar e Rezar com a Beata Alexandrina

Temas de Reflexão

2012-01-01 — Adoração ao Santíssimo Sacramento

2012-01-01

I - Pequena História

Conforme nos ensina a Igreja, a adoração do Santíssimo Sacramento, embora não seja o fim primeiro da Eucaristia, não deixa de ser uma riqueza e um dom de toda a liturgia ocidental.

Na Igreja primitiva, segundo Act 2,42, os membros da comunidade de Jerusalém eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do e às orações., partilhando os bens materiais, construindo uma comunidade fraterna, celebrando, deste modo a Agape, ou seja, a Eucaristia. Esta comunidade era tão perfeita que ela se torna modelo, símbolo, da comunidade escatológica.

            A celebração da Eucaristia foi-se aperfeiçoando, e, já nos meados do séc II, S. Justino, na Apologia primeira, diz que terminada a celebração eucarística, os diáconos levavam parte do vinho e do pão “eucaristizados” àqueles que não puderam tomar parte na assembleia.

            Todavia, foi a partir do séc. XII que, se desenvolveu e aperfeiçoou, o culto da adoração do Santíssimo Sacramento. Além da fé professada na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia em que o pão e o vinho se transubstanciam no Corpo e Sangue de Cristo, os cristãos sempre tiveram uma adoração profunda nas espécies consagradas, após a celebração da Missa, passando por várias modalidades até chegar ao Sacrário. Foi desta forma que a Igreja, local da celebração, se torna Casa de Oração.

            No entanto foi a partir do concílio de Trento, a meados do séc XVI, na Contra Reforma, que as reservas eucarísticas começam a ter um lugar de preponderância nas Igrejas e Catedrais. Por outro lado, a renovação litúrgica que o concílio Vaticano II introduz nos livros litúrgicos, favoreceu as diversas formas de culto eucarístico descritas na Introdução Geral do Missal Romano.

            Como é sabido, a devoção do povo pela presença real de Cristo no Pão e no Cálice, na celebração da Eucaristia, levou a que na Idade Média, depois da consagração, se erguesse, mostrando a hóstia e o cálice consagrada. Assim, surgiu e se desenvolveu, fora da celebração da Eucaristia, a adoração ao Santíssimo Sacramento, uma Hóstia consagrada, colocada no ostensório, ter-se-á dado em 1394, tendo como protagonista S. Doroteia.

II - A Beata Alexandrina e a devoção à Eucaristia

            Quem conhece, minimamente, a vida da Beata Alexandrina, sabe do amor profundo que corria na sua alma pela devoção ao Santíssimo Sacramento. Esta devoção vai concretizar-se, de uma maneira muito entusiástica, na devoção dos Sacrários. Quando, aos sete anos faz a sua Primeira Comunhão, na Igreja matriz da Póvoa de Varzim, ao comungar, de joelhos, fitou a Hóstia Branca, imagem que, para sempre ficou gravada na sua alma. A sua vida ficou sempre unida a Jesus Cristo.

            Ainda pequenina, quando voltou à sua terra, gostava muito de ir à sua Igreja de Balasar para rezar, não deixando algum dia sem rezar a estação ao Santíssimo Sacramento dizendo… “ Dou-Vos graças, Eterno Pai, por me haverdes deixado a Jesus no Santíssimo Sacramento. Dou-Vos graças, meu Jesus e, por último, peço - Vos a Vossa bênção! Sela louvado em cada momento o Santíssimo e Diviníssimo Sacramento da Eucaristia”.

            Tal era o amor a Jesus Cristo na Eucaristia que por volta dos doze anos, quando comungava no meio das suas companheiras, ao dar graças, sentia tão grande humilhação que se julgava a mais indigna de todas.

            Na sua autobiografia, a Beata Alexandrina diz que ao celebrar a devoção do mês de Maio, no final cantava o “ Tantum Ergo” como se estivesse na Igreja a receber a bênção de Nosso Senhor. Atendendo a que não tinha o Santíssimo Sacramento nem um sacerdote para dar a bênção, pedia a Nosso Senhor que ma desse do Céu e de todos os Sacrários. Eram momentos felizes!

            Porém, onde a Beata Alexandrina viveu e mostrou o seu profundo amor e gratidão aos Sacrários, tema que há-de ser desenvolvido.

            Em 1934, em prece ardente e fervorosa, rezava a Beata alexandrina: “ Meu Jesus, estou doente, não posso ir visitar – Vos às vossas Igrejas, mas, meu querido Paizinho do Céu, estou a cumprir a minha missão que Vós destinastes para mim. Seja feita a Vossa santíssima vontade em todas as coisas. Vós sabeis que os meus desejos são estar na Vossa presença em adoração ao Santíssimo Sacramento. Mas, já que não posso, mando-Vos o meu coração e a minha inteligência para aprender todas as vossas lições, o meu pensamento para que só em Vós pense, o meu amor para que só a Vós ame, só a Vós busque, só por Vós suspire, só Vós, meu Jesus, em tudo e por tudo. Vós no Sacrário, preso e abandonado, e eu, meu Jesus, no leito presa também…”. Esta última frase é verdadeiramente de alguém que entra no âmago da presença real de Jesus Cristo na Eucaristia e no Santíssimo Sacramento. Só apenas mais uma oração, datada de 1934: “Queria, ó meu Jesus, na Vossa presença estar dia e noite, a toda a hora, unida a Vós estar e não Vos deixar, meu Jesus, sozinho no Sacramento, nem um momento me ausentar, mas dar - Vos o que possuo e tudo a Vós pertence: o meu coração, o meu corpo com todos os sentidos. E toda a minha riqueza”.

            A terminar esta segunda parte, queria apenas recordar o que a Beata Alexandrina desejou para a sua campa: “Quero ser enterrada, se puder, de rosto virado para o sacrário da nossa Igreja. Assim como na vida ansiei estar junto de Jesus Sacramentado e voltar-me para o sacrário o maior número de vezes possível, quero, depois da minha morte, continuar a velar o meu sacrário e manter-me voltada para ele. Sei que, com os olhos do meu corpo, não vejo a Jesus, mas quero ficar assim para melhor provar o amor que tenho à Divina Eucaristia.

III - Recomendações do Papa Bento VXI

            Não queria terminar, sem que, numa terceira parte, ainda que muito ao de leve, fazer uma referência à Exortação Apostólica Pós – Sinodal, de Bento XVI, Sacramentum Caritatis, Sacramento da Caridade, datada de 22 de Fevereiro de 2007.

            Toda a Exortação é dedicada à Eucaristia. Depois de uma breve Introdução, a Primeira Parte é dedicada à Eucaristia, Mistério Acreditado, a Segunda Parte à Eucaristia, Mistério Celebrado, a Terceira Parte à Eucaristia, Mistério Vivido.

            Precisamente, na Segunda Parte, Eucaristia Mistério Celebrado, Sua Santidade, o Papa Bento XVI fala da Adoração e piedade eucarística em quatro números: A relação intrínseca entre celebração e adoração (n. 66); a prática da adoração eucarística 8n. 67); Formas de devoção eucarística (n 68); o lugar do sacrário na Igreja (n 69).

            Relativamente à relação entre celebração e adoração, Bento XVI recorda, com emoção, a adoração eucarística na Basílica de S. Pedro efectuada por todos os Bispos que fizeram parte da Assembleia sinodal. Diz o Papa que este momento de adoração não se limitou apenas às palavras mas também denotou a relação intrínseca entre a celebração eucarística e a adoração. Esta chamada de atenção é da máxima importância para todo o Povo de Deus, até porque se torna necessário estreitar a relação entre a celebração da eucaristia e a adoração. Já S. Agostinho dizia que ninguém comia a Carne de Jesus Cristo, referindo-se à Comunhão, sem antes a adorar. Deste modo, a adoração eucarística é tão somente o prolongamento visível da celebração eucarística. Diz o Papa que receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d’Aquele que comungamos.

            No que se refere à prática da adoração eucarística, Bento XVI, juntamente com a Assembleia sinodal, recomenda, vivamente, a todos os pastores da igreja, como a todo o Povo de Deus, a prática da adoração eucarística tanto pessoal como comunitária. Para tal é preciso uma catequese específica, afim de explicar aos fiéis a importância deste acto de culto para maior vivência da própria celebração litúrgica.

            O Papa pede mesmo a que nos centros mais populosos haja igreja ou capelas reservadas propositadamente para adoração perpétua. Que as crianças da Primeira Comunhão sejam iniciadas com enlevo no culto da presença de Jesus Cristo na Eucaristia. Ao terminar este número, Bento XVI, depois de agradecer aos institutos de vida consagrada o tempo que dão à adoração eucarística, pedindo ás associações de fiéis, nomeadamente às confrarias, que se tornem fermento de contemplação para toda a Igreja e um apelo à centralidade de Jesus Cristo na vida dos indivíduos e da Comunidade.

            Finalmente, quando fala das formas de devoção, Bento XVI, além de convidar todos os fiéis a encontrarem, pessoalmente, tempo para cada um demonstrar em oração diante do Sacramento do Altar, sente dever de convidar as próprias paróquias e demais grupos eclesiais a promoverem momentos de adoração comunitária. O Papa chama a atenção para o modo como devem ser preparadas as procissões eucarísticas, sobretudo da procissão na solenidade do Corpo de Deus, a devoção das Quarenta Horas bem como os congressos eucarísticos.

            Terminando, Bento VXI, ao falar do lugar do sacrário na Igreja,  afirma que é necessário que o lugar onde são conservadas as espécies eucarísticas seja fácil de inviduar por qualquer pessoa que entre na Igreja, graças, nomeadamente, à lâmpada do Santíssimo perenemente acesa. Tudo isto deve acontecer sempre segundo as normas da Instrução Geral do Missal Romano.

                                                           Mons.  Manuel Ferreira de Araújo

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