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Meditar e Rezar com a Beata Alexandrina

Temas de Reflexão

2013-12-03 — Creio no Amor Trinitário

2013-12-03

Creio na Trindade Santa, Pai, Filho e Espírito Santo, Família Divina, comunhão plena de amor e de total e perfeita unidade, em um só Deus, amor divino, que é fonte de todo o dom e de toda a graça.

 

Creio na Trindade Santa, fonte de toda a vida e de toda a beleza, criadora do mundo e do homem feito à sua imagem e semelhança, Trindade que é modelo de toda a comunhão, de toda a família, de toda a união e de toda a paz.

 

Creio na Trindade Santa, que desde o dia do baptismo habita o santuário de cada cristão, o sacrário divino do nosso ser, a catedral que é cada baptizado e aí é fonte de vida divina, de graça e de santidade.

 

Creio na Trindade Santa, que deseja conquistar nosso amor, nossa intimidade, deseja nosso coração e nossa amizade, deseja a mais profunda intimidade com cada um de nós até à plenitude da união mística.

 

Creio na Trindade Santa, que está presente como fonte divina em tudo o que é beleza, que é verdade, que é amor, e nos quer fazer crescer na construção de um mundo mais justo, mais fraterno, mais pacífico.

 

Creio na Trindade Santa, que é família e que está no seio da família humana, na família de crentes que é a Igreja, na família que é cada lar, como “igreja doméstica”, e deseja estabelecer a beleza do amor, da comunhão e da divina harmonia.

 

Creio na Trindade Santa, louvo-A, adoro-A, bendigo cada Pessoa, rejubilo de alegria pois acredito no seu amor e na sua presença, na sua acção silenciosa e misteriosa, que me envolve e me cristifica.

 

Creio na Trindade Santa, que age na Igreja, em cada sacramento, de modo eminente na Eucaristia, sacramento do amor, em que o Pai nos oferece o Pão Vivo, Jesus Se dá a Si mesmo, o Espírito consagra e converte o dom do pão e do vinho.

 

Creio na Trindade Santa, e desejo lembrar-me d’Ela sempre que me benzo e invoco a Trindade, sempre que rezo o “glória”, sempre que olho os outros templos da mesma Trindade, sempre que me encanto com a beleza que veio da fonte trinitária.

 

Creio na Trindade Santa, e desejo muito que Ela seja mais amada por todos, mais adorada e respeitada, mais o centro das vidas e dos corações de todos, mais lembrada ao longo do dia, em louvor perene, em hino permanente de glória.

 

Creio na Trindade Santa, e desejo ser apóstolo do amor trinitário, ser testemunha viva da comunhão trinitária, sentir-me sempre enviado pelo amor do Pai e  do Filho e do Espírito Santo para realizar o ministério apostólico.

 

Creio na Trindade Santa, para a Qual caminho e que me espera além da morte para partilhar comigo sua vida e seu amor e me fazer entrar na festa divina que nunca mais terá fim, no Céu que é a comunhão plena do amor trinitário.

                                                          P. Dário Pedroso, S.J.

2013-09-24 — Alexandrina e a Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria

2013-09-24

No ano de 1935, Alexandrina já contava com 3 anos de amizade com um sacerdote jesuíta – Pe. Mariano Pinho. Ele era o seu guia espiritual, auxílio no seu caminho de fé.

A de 30 de julho de 1935, Jesus fala assim a Alexandrina:

«Manda dizer ao teu Pai espiritual (o Pe. Mariano Pinho) que em prova do amor que dedicas à Minha Mãe Santíssima, quero que seja feito todos os anos um Ato de Consagração do mundo inteiro num dos dias das suas festas escolhidas por ti: ou Assunção, Purificação ou Anunciação, pedindo a esta Virgem sem mancha de pecado, que envergonhe e confunda os impuros, para que eles arrecuem no caminho e não Me ofendam. Assim como pedi a santa Margarida Maria para ser o mundo consagrado ao Meu Divino Coração assim o peço a ti para que seja consagrado a Ela com uma festa solene.»

Um ano depois, o Pe. Mariano Pinho escreve para Roma, para o Papa Pio XI, falando deste mesmo pedido. A carta chega até ao Secretário do Santo Padre, o Cardeal Pacelli.

Em 1937, a Santa Sé solicitou informações sobre o caso de Balasar ao Arcebispo de Braga, através da Nunciatura de Lisboa. Esta encarrega o Provincial dos Jesuítas, o Pe. Paulo Durão, S.J., de escolher uma pessoa que pudesse examinar de perto a Alexandrina. O Provincial escolheu o Pe. António Durão, S.J., seu irmão.

Depois da visita a Alexandrina, reconheceram as suas virtudes, mas lamentaram não haver um sinal que provasse que esse pedido vinha de Deus.

Em novembro desse ano, Jesus diz Alexandrina: «Minha filha, Eu venho buscar-te em breve, mas não quero vir sem que antes seja feita a Consagração do mundo a Minha Mãe Santíssima. Ela é por teu intermédio glorificada, e maior será também a tua glorificação.»

Em 1938, Jesus pediu a Alexandrina que dissesse ao seu diretor espiritual:«Diz-lhe (ao Pe. Mariano Pinho) que escreva ao Santo Padre, Eu que quero a Consagração do mundo à Minha Imaculada Mãe. Mas quero que todo o mundo saiba a razão porque Lhe é consagrado. (…) Só por ela poderá ser salvo. E se ele fizer penitência e se converter! Ela é a Minha Rainha, a Rainha do Céu e da Terra.»

No mês de junho de 1938, o Pe. Mariano Pinho pregou os Exercícios Espirituais ao Episcopado Português, em Fátima. Deste modo, contribuiu para que Bispos fizessem o pedido da Consagração ao Papa Pio XI.

No dia 3 de outubro desse ano, Alexandrina começa a viver todas as sextas-feiras, a Paixão de Jesus, visível.

Como resposta às comunicações do Pe. Mariano Pinho, o Santo Ofício ordenou que se fizesse uma nova investigação à Alexandrina. Ficou encarregado de a realizar o Cónego Manuel Pereira Vilar, reitor do Seminário de Braga.

O Cónego Vilar assistiu à Paixão, no dia 13 de janeiro de 1939. Este fenómeno extraordinário vem como o “sinal” esperado. Nesse dia, durante a Paixão, Jesus afirma que era aquela a prova esperada e que Alexandrina deveria viver a Paixão até que o Santo Padre se decidisse a realizar a Consagração a Maria. O Cónego Vilar mudou-se para Roma e lá, dedicou-se a esta causa.

Dois meses, depois, morre o Papa Pio XI.  O Cardeal Pacelli é eleito Pio XII.

Poucos dias depois, Jesus revela a Alexandrina que seria este Papa a realizar a Consagração: «Digo-lhe como é lindo no princípio do reinado dele absoluto no mundo ficar na História a Consagração do Universo à Vossa Imaculada Mãe?»

Nesse ano de 1939, dá-se início à II Guerra Mundial que durará até 1945. Neste flagelo, Jesus pede frequentemente a Alexandrina que lhe ofereça sacrifícios em reparação da maldade humana e que se apresse a Consagração.

Uns anos atrás, já Jesus convidava Alexandrina: «E no meio de tantos algozes queres, minha querida filha, participar comigo de toda a minha Paixão? Oh! Não me dês uma negativa! Ajuda-me na redenção do género humano!»

Alexandrina correspondia generosamente: “Está bem Jesus, tudo o que quiseres dizer, mas salvai as almas.”

Em dezembro de 1939, Jesus diz a Alexandrina: «O Coração da Minha Bendita Mãe está tão ferido com as blasfémias que contra Ela se proferem! Tudo o que fere o Seu Santíssimo Coração vem ferir o Meu e tudo o que fere o Meu vai ferir o dela. Estão tão unidos os Nossos Divinos Corações! É por isso que a Consagração do mundo Lhe há-de dar muita honra e glória. Ao ele lhe ser consagrado, hão-de ser abatidas e humilhadas aquelas línguas malditas, blasfemas, impuras, que se moverem para a blasfemar. Coragem, Minha filha, que dentro em pouco tudo será realizado e depois verás no Céu a glória que Lhe foi dada.»

Jesus insistia na Consagração. Em 1941, a Alemanha já tinha conquistado vários países da Europa. O mundo estava em guerra! Disse Jesus a Alexandrina em maio de 1941: «Diz ao teu Paizinho que lhe pede Jesus e Maria que escreva ao Papa para que Ele consagre o mundo ao Imaculado Coração da Virgem Mãe. Toda a Humanidade está a agonizar debaixo do peso da justiça do Eterno Pai. Só Ela o poderá salvar.»

O Pe. Mariano Pinho, por intermédio da Madre Vigária das Irmãs de S. José de Cluny, animou diversas Congregações religiosas portuguesas e estrangeiras para que fizessem chegar ao Papa o pedido da Consagração do mundo, por ocasião do seu jubileu episcopal. Animou também os Primazes de Espanha, Colômbia e Inglaterra para que apoiassem o pedido junto de Sua Santidade. Além disso, na sua qualidade de Diretor Nacional das Congregações Marianas, o P. Pinho dirigiu com o mesmo fim uma súplica a Santa Sé.

Pio XII pediu informações através do Secretário de Estado - Luis Maglione. Entretanto, os bispos reunidos em Fátima voltam a escrever ao Santo Padre Pio XII sugerindo os 25 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima, como a ocasião ideal para Consagração mundial a Maria. 

A março de 1942, Alexandrina deixa de viver a Paixão de Jesus. Recordando o que Jesus lhe dissera à 3 anos atrás, ela teria de viver a Paixão até que o Santo Padre se decidisse realizar a Consagração do mundo a Maria. Tudo indica que esse momento tinha chegado.

Nas vésperas da Consagração, diz Jesus a Alexandrina: «Depressa, depressa a Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. [...] Depressa, depressa, consagre-se o mundo à Rainha dele. Então virá a paz, raiará o sol em toda a humanidade. Jesus não falta ao que promete.”

São conhecidos os pedidos vindos de várias partes dirigidas ao Santo Padre… mas não teria Alexandrina e o seu diretor espiritual um papel especial?

Para alguns estudiosos sim!

 

FINALMENTE A CONSAGRAÇÃO….

No dia 31 de outubro de 1942, o Papa Pio XII consagra a Igreja e o género humano ao Coração Imaculado de Maria, em Roma.

Num dia de sábado, pelas 19h00 no Vaticano, o Santo Padre dirige uma Radiomensagem em língua portuguesa para Fátima, na presença de 500 mil peregrinos. O Papa associou-se às celebrações dos 25 anos das aparições de Fátima aproveitando o facto de também ele celebrar neste ano os 25 anos da sua ordenação episcopal.

O Santo Padre começou por felicitar os presentes, louvando a Deus e a Virgem Santa Maria. A sua mensagem foi dividida em três partes: Gratidão, Confiança e Súplica.

GRATIDÃO à “Virgem Senhora, Rainha e Mãe da sua Terra de S. Maria”, que vinha favorecendo Portugal, pois gozava de paz em plena guerra mundial. O Papa Pio XII declarou que Portugal vinha dando graças a Maria, fazendo menção das celebrações marianas em Fátima e à Cruzada Eucarística das Crianças.

CONFIANÇA – O Santo Padre continuou afirmando que era justo confiar em Maria, garantindo uma maior proteção. Frisou também que era necessário esforço “por não desmerecer o singular favor da Virgem Mãe, antes, como bons filhos, agradecidos e amantes, conciliem cada vez mais o seu materno carinho

Ainda disse: “Feliz do povo cujo Senhor é Deus, cuja Rainha é a Mãe de Deus! Ela intercederá e Deus abençoará o seu povo com a paz, compendio de todos os bens…”

SÚPLICA – O Santo Padre animou à oração referindo-se à guerra mundial e exclamou: “Rainha do Santíssimo Rosário, auxílio dos cristãos, refúgio do género humano, vencedora de todas as grandes batalhas de Deus! Ao vosso trono súplices nos prostramos, seguros de conseguir misericórdia e de encontrar graça e auxílio oportuno nas presentes calamidades, não pelos nossos méritos, de que não presumimos, mas unicamente pela imensa bondade do vosso Coração materno. (…)

A Vós, ao vosso Coração Imaculado, nesta hora trágica da história humana, confiamos, entregamos, consagramos não só a Santa Igreja, corpo místico de vosso Jesus, que pena e sangra em tantas partes e por tantos modos atribulada, mas também todo o mundo, dilacerado por exiciais discórdias, abrasado em incêndios de ódio, vítima de suas próprias iniquidades.”

Pio XII finalizou a Mensagem com uma bênção apostólica.

 

NOVAS CONSAGRAÇÕES

Depois da primeira consagração ao Coração Imaculado de Maria, realizaram-se novas consagrações:

No mesmo ano de 1942, em dezembro, o Papa Pio XII renovou a consagração.

Paulo VI renovou-a em 21 de Novembro de 1964, no encerramento da Terceira Sessão do Concílio Ecuménico Vaticano II.

João Paulo II renovou a consagração:

A 7 de Junho de 1981, na clínica onde se encontrava internado, em Roma; 

A 8 de Dezembro de 1981, em Roma;

No dia 13 de maio de 1982, o Papa João Paulo II vem em peregrinação a Fátima agradecer, um ano depois do atentado à sua vida e, de joelhos, consagra a Igreja, os Homens e os Povos ao Imaculado Coração de Maria.

Dois anos depois, no dia 25 de março de 1984, na Praça de S. Pedro, no Vaticano, diante da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, João Paulo II faz, uma vez mais, a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, em união com todos os Bispos do Mundo.

Foi feita nova consagração, em Roma, na Praça de S. Pedro, no dia 8 de Outubro de 2000, por João Paulo II, aquando do Jubileu dos Bispos e na presença da Imagem de Nossa Senhora da Capelinha das Aparições.

Dia 13 de outubro de 2013, o Santo Padre Francisco consagra o mundo ao Imaculado Coração de Maria.

 

“Ao vosso Coração nos acolhemos, Santa Mãe de Deus!”

 

                                                                                  P. Manuel Neiva

                                                                                  Margarida Costa

2013-06-17 — Alexandrina e a Igreja

2013-06-17

A Beata Alexandrina é um verdadeiro exemplo de alguém que acreditou na Igreja. Como adolescente e jovem foi catequista e cantora. Foi uma grande missionária. Pertenceu a vários movimentos da Igreja. Muito ajudou os pobres e as Missões. Sempre viveu em unidade com a sua Paróquia e a Igreja Universal. O Santo Padre e os sacerdotes eram privilegiados no seu coração e oração.

Mas o grande exemplo da sua fé e amor à Igreja está na obediência e respeito pelos seus superiores hierárquicos. Apesar do muito que sofreu por certas atitudes da hierarquia, Alexandrina revelou grande humildade, obediência e respeito pela Igreja. A fidelidade de Alexandrina à Igreja só revela a sua santidade.

Apresentamos alguns textos de Alexandrina referentes à Igreja.

 

Jesus a Alexandrina

«Nada temas. Dias de sol brilhante e resplendoroso se aproximam, sol que nunca mais se escurecerá, brilho que nunca mais desaparecerá. A causa é minha, o triunfo é certo. Será esta Minha causa destruída quando, destruída para sempre for a Minha igreja, a Minha doutrina.

Descansa, Minha filhinha, descansa em Meus divinos braços.»

(Sentimentos da Alma; 26/01/1945)

Jesus a Alexandrina:

«Coragem, Minha filha, é Jesus que te pede, coragem, coragem. Assemelho-te a Mim. Eu também fui perseguido. Em todos os tempos a minha igreja e tudo aquilo que é meu foram perseguidos também. Como não há-de ser perseguida agora a minha causa mais rica, a missão mais difícil.»

(Sentimentos da Alma; 02/12/1944)

«Repete, Minha filha, flor mimosa e pura, a tua mensagem ao Papa. Sou Eu que peço: quero que ele brade, brade, brade ao mundo como Pai de todos, Pai escolhido por mim, que lhe peça para não Me ofender, que haja emenda de vida. Que mande os seus Bispos e todos os que governam a convidarem os fiéis ao amor, à penitência. Que fechem as portas dos vícios, que oponham barreiras aos caminhos da perdição. Pede, pede, ó mensageira de Jesus.»

(Sentimentos da Alma; 22/06/1945)

Alexandrina:

«Ainda na Póvoa de Varzim, lembro-me que tinha muito respeito pelos sacerdotes. Quando estava sentada à porta da rua, só ou com a minha irmã e primas, levantava-me sempre à sua passagem, e eles correspondiam tirando o chapéu, se era de longe, ou dando-me a bênção se passavam junto de mim. Observei algumas vezes que várias pessoas reparavam nisto e eu gostava e até chegava a sentar-me, propositadamente, para ter ocasião de me levantar no momento em que passavam por mim, só para ter o gosto de mostrar a minha dedicação e respeito pelos ministros do Senhor.»

                                                                                                                   (Autobiografia)

 

Por amor de Jesus e para muita consolação da querida Mãezinha do Céu, vou sofrer tudo pelos sacerdotes, para que eles sejam o que Jesus quer: cumpridores dos seus deveres e muito santos.»

                                                                                                       (Florinha de 1936)

 

Pela ocasião do pedido da consagração:

«(Jesus) Ofereço-Vos os meus sofrimentos por Vosso Amor e para o Santo Padre?

(Alexandrina) Pois sim, meu Jesus. Até logo.»

                                                                                                     (Êxtases; 22/10/1938)

 

Durante a II Guerra Mundial:

«Mãezinha, compadece-te mundo atribulado, compadece-Te do mundo em guerra, compadece-te do Coração do Santo Padre em dor! Ele sofre por ver sofrer todos os filhos que são teus! Mãezinha, Mãezinha, pede, pede e manda e a paz virá ao mundo!»

                                                                                                         (Êxtases; 21/11/1941)

 

No dia 29 de Maio de 1947, o segundo director espiritual da Alexandrina tomou nota das seguintes palavras que ela dirigiu a uns rapazes agrupados à volta da sua cama: «Dai valor às palavras dos sacerdotes, apóstolos da Igreja; à palavra das mães, dos professores!».

 

A professora D. Maria Cândida L. Reis, depois de ter falado, com edificação, das muitas virtudes da Serva de Deus, disse ainda: «Notei que a Alexandrina obedeceu sempre prontamente às leis da Igreja e às ordens dos bispos».

 

«Art.° 88 — Acatou sempre e com o maior respeito e sujeição qualquer disposição da Autoridade Eclesiástica, mesmo à custa de enorme martírio, e apesar de algumas vezes lhe ter sido comunicada com dureza.» (Processo informativo diocesano)

Padre Manuel Neiva

2013-06-07 — A Beata Alexandrina e o Mês de Maria

2013-06-07

São três as grande devoções da Beata Alexandrina, como aliás acontece no Minho, em Portugal e em toda a Igreja Católica: devoção ao SS.mo Sacramento, devoção a Nossa Senhora e devoção às Almas do Purgatório.

É de todos sabido que a Beata Alexandrina tinha especial e forte devoção por Nossa Senhora, realçando o mês de Maria, o mês de Maio, o mês das flores, o mês da Primavera, o mês das grandes sementeiras do milho.

Todos os anos, di-lo na sua Autobiografia, no mês de Maio, fazia o mês da Mãezinha. Era assim que se referia a Nossa Senhora. Começava por colocar uma imagem de Nosso Senhora. Começava por colocar uma imagem de Nossa Senhora no seu quarto. Esta imagem era emprestada. Para não se distrair e estar mais atenta, gostava de o fazer sozinha, no seu quarto de sofrimento, de oração, de reparação e louvor a Deus. Como é que celebrava o mês de Maria? É ela própria que o diz: meditava, cantava, rezava, chegando mesmo a chorar algumas vezes. Qual o motivo que a levava a chorar? É também ela que o diz: para que a Mãe do Céu a libertasse da grande tribulação por que estava a passar. Usa quatro verbos que são muito significativos:

a)    Meditava os mistérios de Deus e a vivência profunda da Fé de Maria, Nossa Senhora, sem nunca esquecer a sua vocação cristã de filha de Deus e chamamento ao sofrimento reparador;

b)    Cantava, pois desde muito jovem gostava de cantar as glórias de Deus, o que a levou a pertencer ao grupo coral da sua paróquia, onde também aprendeu, com mais ardor e entusiasmo, a cantar as maravilhas da SS.ma Trindade, Nossa Senhora, Anjos e Santos;

c)    Rezava, como alma de eleição, a Beata Alexandrina sempre foi uma criança, uma jovem, uma mulher de oração, dizendo ela mesma, que conforme ia crescendo, aumentava nela o desejo de oração;

d)    Chorava, pela sua dor física, retida num leito de sofrimento, não admirando, por isso, que pedisse a Deus e a Nossa Senhora, que a libertassem dessa tribulação, do sofrimento. Porém, o seu sofrimento não era apenas a dor física, mas também a dor moral causada pelo pecado dos jovens, homens e mulheres que tanto ofendem a Deus. Foi por esta causa que o sofrimento se tornou reparador, rezado pela conversão dos pecadores.

Além de meditar, cantar, rezar e chorar, durante todo o mês de Maria, sempre fez parte da sua vida a devoção ao SS.mo Sacramento. Ela nem queria receber a bênção do Santíssimo! Como, porém, não havia porém quem lhe proporcionasse esta bênção, ela mesma, depois de cantar o “Tantum Ergo”, pedia a Nosso Senhor que lhe desse uma bênção do Céu e de todos os sacrários.

            Com a Beata Alexandrina aprendamos a meditar, a cantar e a rezar as maravilhas operadas por Deus Pai em Seu Filho Jesus Cristo na acção do Espírito e em Maria, Nossa Senhora, Mãe de Deus, Mãe da Igreja e nossa Mãe.

Manuel Ferreira de Araújo

2013-05-24 — Creio no Amor que Gera a Igreja

2013-05-24

Creio na Igreja, nascida no Cenáculo, em Quinta-Feira Santa, no sacramento do amor, que é a Eucaristia, e no sacramento da Ordem que Jesus instituiu para perpetuar a sua vida, o seu dom e o seu amor na comunhão do seu Corpo Místico.

 

Creio na Igreja, nascida do lado aberto de Cristo, no símbolo da água e do sangue, o Baptismo e a Eucaristia, Qual Esposa santa que nasce do Coração trespassado do Esposo que dá a vida por Ela.

 

Creio na Igreja, nascida do Amor que é o Espírito Santo, descido em línguas de fogo, em dia de Pentecostes, Amor que continua a animá-la, a vivificá-la através dos sacramentos, dos seus dons, dos carismas.

 

Creio na Igreja, que o amor quer unir e quer que viva em comunhão plena, apesar das legítimas diferenças, modos de pensar distintos, culturas e gostos diversos, mas sempre Igreja una pelo amor do Esposo e pela acção do Espírito.

 

Creio na Igreja, católica porque universal, feita de milhões de baptizados de todas as raças, cores, línguas, culturas, mas unida pelo mesmo dom do Pai, pelo mesmo Jesus, pelo Espírito e pela Eucaristia, que faz a unidade de todos.

 

Creio na Igreja, santa apesar de constituída por homens e mulheres pecadores, Esposa amada de Jesus, Corpo Místico do Qual Ele é a Cabeça, santa porque animada sem cessar pelo Espírito Santo, amor de santidade.

 

Creio na Igreja, que, gerada pelo amor e alimentada pela Eucaristia, tende a ser cada vez mais comunhão de vidas, de carismas, de corações, de mentalidades, não desistindo de construir sempre mais unidade e mais comunhão.

 

Creio na Igreja, que também é hierárquica, que tem os poderes que Jesus lhe conferiu, que age segundo os critérios do Espírito e para quem a autoridade é serviço para a comunhão mais plena e para a santidade mais total.

 

Creio na Igreja, Mãe e Mestra, que em nome de Jesus ensina e evangeliza, santifica e ora, cuida do rebanho do Senhor, é missionária na sua mais profunda essência e quer dar testemunho vivo do amor de Jesus, Bom Pastor e Bom Samaritano.

 

Creio na Igreja, que quer ser cada vez mais serva humilde da humanidade, que quer continuar a servir como Jesus, a fazer o bem, a cuidar dos mais pobres, mais doentes, mais desfavorecidos, mais carenciados.

 

Creio na Igreja, apesar dos pecados dos seus membros, mesmo dos que estão constituídos em autoridade e receberam o ministério do amor sacerdotal e episcopal, creio apesar do mau testemunho que muitos damos.

 

Creio na Igreja, amo-A como Mãe, aprecio o seu esforço de dom e de amor, de evangelização e de renovação, de serviço dedicado, na busca crescente da Verdade suprema, no meio de dores e sofrimentos, da oferta de muitos mártires.

P. Dário Pedroso, S.J.

2013-03-23 — A Beata Alexandrina viveu na Fé

2013-03-23

Neste Ano da Fé torna-se cada vez mais vantajoso refletir sobre este tema. S. Paulo em 2Tim. 2, 12 diz-nos: “Mas não me envergonho, pois sem bem em quem acreditei e estou persuadido de que Ele tem poder para guardar, até aquele dia, o bem que me foi confiado”. “Sei em quem acreditei” é uma expressão cheia de fé que S. Paulo depositou em Deus. Para que tal acontecesse, foi preciso um grande aprofundamento na Palavra de Deus, revelada em seu filho Jesus Cristo.

A Beata Alexandrina, pela sua educação cristã, pela sua formação religiosa, pelo seu amor à igreja, também soube em quem acreditou, pois, em toda a sua vida terrena ela acreditou e confiou em Deus Pai, em Deus Filho e em Deus Espirito Santo. Ela acreditou e viveu intimamente unida à Santíssima Trindade.

A sua fé era alimentada e aprofundada na Palavra de Deus, na Eucaristia, na devoção aos Sacrários, na devoção a Nossa Senhora e no amor profundo à  Cruz de Jesus Cristo, na oração e na prática das obras de misericórdia espirituais e corporais.

S. Tiago na sua carta fala na unidade e inerência que deve existir entre a fé e as obras. Neste sentido, diz-nos o apóstolo S. Tiago (2,18): “Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé”. Como ele diz: a fé sem obras está completamente morta.

Acontece, porém, que a Beata Alexandrina possuía não apenas uma fé bem alicerçada na Palavra revelada por Deus como também uma fé concretizada na vida, na solidariedade, no amor ao próximo, nas obras de caridade.

Na sua Autobiografia, ele dedica umas palavras de muito carinho e amor aos pobrezinhos, doentinhos e velhinhos. Estava sempre pronta a dar roupa aos que não tinham com que se vestir. Assistia à morte dos moribundos, rezando por eles, ajudando a vesti-los depois de mortos, ficando com os doridos a fazer-lhes companhia a consola-los.

Dava muitas esmolas aos pobres, chegando mesmo a chorar pelos mais necessitados. Diz a Beata Alexandrina que uma das suas maiores alegrias era privar-se dos alimentos em favor dos famintos. Ainda que relativamente jovem, dava sempre às pessoas os bons conselhos, sobretudo quando caiu de cama, evitando, deste modo a prática de crimes e desgraças. Era conforto para muitas pessoas que viam nela uma verdadeira confidente.

A Beata Alexandrina viveu a sua fé, e é bom que se diga, não só desde que acamou, mas durante toda a sua vida. A sua fé é exemplo e testemunho para os crentes dos nossos dias.

Termina a Beata Alexandrina dizendo que está muito agradecida a Nosso Senhor pelo bem que fez, pois tal não foi devido à virtude mas à graça de Deus.

Mons. Manuel Ferreira Araújo

2013-03-18 — Creio no Amor de Jesus Eucaristia

2013-03-18

Creio no amor de Jesus Eucaristia, que, como Único e Eterno Sacerdote, instituiu este sacramento em Quinta-Feira Santa, sendo o novo Cordeiro Pascal e dando-Se em alimento aos seus Apóstolos.

 

Creio no amor de Jesus Eucaristia, que fica presente no altar, na celebração eucarística, pelo poder do Espírito, que converte pão em Corpo e vinho em Sangue, e Se faz alimento celeste do banquete divino.

 

Creio no amor de Jesus Eucaristia, que vem a nós em alimento divino, que quer permanecer em nós e que nós permaneçamos com Ele, que quer ser em nós fonte de vida, semente de imortalidade e de ressurreição.

 

Creio no amor de Jesus Eucaristia, que é Rei e Senhor em cada hóstia consagrada, em humildade e despojamento, silencioso e pobre, para nos ensinar os caminhos da santidade e ajudar a viver em atitude evangélica.

 

Creio no amor de Jesus Eucaristia, que em cada celebração renova o seu mistério pascal, a sua entrega e oferta, a sua imolação e o seu holocausto, para ser a vida das nossas vidas e fonte de misericórdia e santidade.

 

Creio no amor de Jesus Eucaristia, que está presente em milhões de sacrários e nos atrai a Si, que tem sede de nós, do nosso amor, da nossa presença, da nossa amizade e nos quer em comunhão com Ele.

 

Creio no amor de Jesus Eucaristia, que é Pão Vivo que dá força divina para resistir ao mal e ao pecado, para levar a cruz de cada dia, para ter energia para amar a dor e saber oferecê-la com Ele.

 

Creio no amor de Jesus Eucaristia, que é Médico Divino, que tem poder e graça para nos curar os males da alma e do corpo, nos cristificar e divinizar, ser fonte da nossa conversão e santidade.

 

Creio no amor de Jesus Eucaristia, no Qual encontramos o amor trinitário, pois é o Pai que nos dá o verdadeiro Pão descido do Céu e o Espírito consagra os dons do pão e vinho e os converte em Corpo e Sangue do Verbo Encarnado.

 

Creio no amor de Jesus Eucaristia, fruto bendito do ventre sagrado da Virgem puríssima Santa Maria, carne de sua carne e sangue de seu sangue, verdadeira dádiva de Maria, a Senhora do Santíssimo Sacramento, a Mãe do Pão do Céu.

 

Creio no amor de Jesus Eucaristia, e quero louvá-Lo, bendizê-Lo e glorificá-Lo, quero consolá-Lo e fazer-Lhe companhia, quero desagravar os pecados cometidos contra Ele, quero ser lâmpada viva junto de milhões de sacrários.

 

                                                                        P. Dário Pedroso, S.J.

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Agenda
2016-2017
Ano Mariano - Fé Contemplada
8 e 9 de julho 2017
Festa do Senhor da Cruz
14 de setembro
Exaltação da Santa Cruz
13 de outubro 2017
62.º aniversário da morte da Beata Alexandrina
31 de outubro
Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria
Localização

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ContactosMoradaHorários

Tel. Igreja: (00351) 252 951 601

Tel. Fundação: (00351) 252 951 264 

Tlm Fundação: (000351) 963 649 183

E-mail: fundacao@alexandrinadebalasar.com

Rua Alexandrina Maria da Costa, 21

4570-017 Balasar PVZ

GPS     41º 24' 17'' N    8º 37' 31'' W

Receção da Igreja:

segunda feira a sábado

09h00-12h30 e 14h00-18h00

domingo

09h00 às 12h45 e 14h30 às 18h00 

                                      

Casa da Alexandrina:

Inverno

09h00-12h00 e 14h00-18h00

Verão

Semana - 09h00 às 12h00 e 14h00 às 16h00

Domingo e Dia Santo - 08h00 às 19h00