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Infância e Juventude

Jesus a Alexandrina:

«Escolhi-te para Mim ainda no ventre de tua mãe para que dentro em pouco (e bem depressa chegou) te pudesse chamar Minha esposa.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 16/09/1937)

 

Alexandrina Maria da Costa nasceu no dia 30 de março de 1904, no lugar de Gresufes, na freguesia de Balasar, concelho de Póvoa de Varzim, distrito do Porto, arquidiocese de Braga.

 

Alexandrina apresenta-se na sua Autobiografia:

«Eu chamo-me Alexandrina Maria da Costa, nasci na freguesia de Balasar, concelho de Póvoa de Varzim, distrito do Porto, a 30 de março de 1904, numa quarta-feira de trevas, e fui batizada a 2 de abril do mesmo ano, era, então sábado de Aleluia.»  

(Autobiografia; pág.1)

 

Alexandina era filha de António Gonçalves Xavier e de Maria Ana da Costa. A sua irmã mais velha chamava-se Deolinda Maria da Costa.

Amor à Oração

Aos quatro anos de idade, Alexandrina já demonstrava carinho pela oração:

«À medida que ia crescendo, ia aumentando em mim o desejo da oração. Tudo queria aprender. Ainda conservo as devoções que aprendi na minha infância, como:

“Lembrai-Vos, ó puríssima Virgem Maria...”, “Ó Senhora minha, ó minha Mãe...”, o ofere­cimento das obras do dia: “Ofereço-Vos, ó meu Deus...”, a oração do Anjo da Guarda, oração a São José, e várias jaculatórias.»

(Autobiografia; pág.5)

Amor aos pobrezinhos, doentinhos e velhinhos

Alexandrina recorda as suas boas obras aos mais pobres, ainda na sua infância:

 

«Era muito amiga dos velhinhos, pobrezinhos e enfermos e, quando sabia que algum não tinha roupinha para se cobrir, pedia à minha mãe e ia levar-lha, ficando por vezes a fazer-lhe companhia. Assisti à morte de alguns, rezando o que sabia e, por fim, ajudava a vestir os defuntos, o que me custava imenso; fazia-o por caridade: não tinha coração para deixar sozinha a família dos mortos e, por serem pobrezinhos, fazia-o com muito gosto.

Dava esmolas aos pobres e sentia grande alegria em fazer obras de caridade. Algumas vezes chorava com pena deles e por não lhes poder valer em todas as suas necessidades. A minha maior satisfação era dar-lhes daquilo que tinha para comer, privando-me assim do meu alimento. Quantas vezes fiz isto!... Apesar de muito criança, ainda dei muitas vezes conselhos a pessoas de bastante idade, evitando que praticassem até cri­mes horrendos, e de tudo guardava absoluto segredo. Vinham ter comigo e faziam-me conversas que não eram próprias da minha idade; e eu confortava-as e dizia-lhes o que entendia. Presenciei e soube de vários casos que, por caridade, não contei.

Quanto me julgo reconhecida a Nosso Senhor por ter proce­dido assim: era a Sua graça, e não a minha virtude!».

(Autobiografia; pág.9/10)

Escola

Aos 7 anos, Alexandrina e a sua irmã mudaram-se para a cidade mais próxima para frequentar a escola primária:

«Em janeiro de 1911, fui com minha irmã Deolinda para a Póvoa de Varzim, para frequentarmos a escola. Não quero pensar quanto sofri com a separação da minha família. Chorei muito, e durante muito tempo. Distraíam-me, acariciavam-me, faziam-me todas as vontades e, depois de al­gum tempo, resignei-me.

Continuei a ser muito traquinas; agarrava-me aos “americanos” e deixava-me ir um pouco e depois atirava-me ao chão e caía; atravessava a rua quando eles iam a passar, sendo preciso o condutor acusar-me à patroa (senhora com quem vivia na Póvoa de Varzim). Muitas vezes fugia de casa e ia apanhar sargaço para a praia, metendo-me ao mar, como fazem as pescadeiras; trazia-o para casa e dava-o à patroa que o vendia depois aos lavradores. Com isso afligia-se a patroa, pois fazia isto às escondidas, embora rapidamente».

(Autobiografia; pág.4/5)

Dedicação pela encarregada de educação

Alexandrina sentia muito carinho pela senhora que a acolheu (e à sua irmã) e cedo viveu a alegria do perdão:

«Lembro-me de ir acompanhar a minha patroa a Laúndos, cumprir uma promessa a Nossa Senhora da Saúde. Connosco foi uma filha dela e a minha irmã. Esta ajudava-a pegando-lhe na mão, porque ia de joelhos, e eu ia à frente dela e arrumava-lhe todas as pedrinhas que encontrava no caminho. A filha, que era mais velha do que nós, foi para a brincadeira.

Era muito dedicada à mulherzinha e quando me davam qualquer coisa boa, como fruta, doces, etc., repartia com ela, que ficava toda satisfeita. Eu procedia assim, porque o meu coração assim o pedia, apesar de ser muito má.

Uma ocasião, a minha irmã pediu-lhe licença para ir estudar a casa de uma colega que morava perto de nós, e eu também queria ir. Como não me deixasse, chorei, e por fim chamei-lhe “poveira”; estava zangada. Não me castigou mas disse-me que não podia confessar-me sem lhe pedir perdão. Minha irmã disse-me o mesmo. Isto fez-me muita repugnân­cia e, como quisesse confessar-me e comungar, venci o meu orgulho. Pus-me de joelhos e, de mãos erguidas, pedi-lhe perdão. Ela comoveu-se até às lágrimas e perdoou-me. Senti uma grande alegria, por já poder ir no dia seguinte confessar-me e receber a Jesus.»

(Autobiografia; pág.6)

Devoção a Maria

Das várias memórias, Alexandrina expressa a sua devoção a Maria e o seu amor à contemplação da Criação Divina:

«Quando ia a passeio com a patroa, para o campo, acompa­nhada com outras meninas, fugia do convívio delas e ia apa­nhar flores que desfolhava para fazer tapetes na igreja de Nossa Senhora das Dores. Era em maio e toda me comprazia em ver o altar da Mãezinha adornado de rosas e cravos e de respirar o perfume dessas flores. Algumas vezes oferecia à Mãezinha muitas flores que minha mãe propositadamente me levava».

(Autobiografia; pág.5/6)

Primeiras contemplações

Alexandrina:

«Pelos nove anos, quando me levantava cedo para ir tra­balhar nos campos e quando me encontrava sozinha, punha-me a contemplar a natureza: o romper da aurora, o nascer do sol, o gorjeio das avezinhas, o murmúrio das águas entravam em mim numa contemplação profunda, que quase me esquecia de que vivia no mundo. Chegava a deter os meus passos e ficava embebida neste pensamento: o poder de Deus! E, quando me encontrava à beira-mar, oh! Como me perdia diante daquela grandeza infinita! À noite, ao contemplar o céu e as es­trelas, parecia esconder-me mais ainda para admirar as belezas do Criador! Quantas vezes no meu jardinzinho, onde hoje é o meu quarto, fitava o céu, escutando o murmúrio das águas, e ia con­templando cada vez mais este abismo das grandezas Divinas. Tenho pena não saber aproveitar tudo, para começar nesta idade as minhas meditações.»

(Autobiografia; pág.8)

Primeira Comunhão

Enquanto Alexandrina vivia na Póvoa de Varzim (1911), deu-se a sua Primeira Comunhão, um momento especial e de referência para a sua vida:

«Foi na Póvoa de Varzim que fiz a minha primeira Co­munhão, com sete anos de idade. Foi o Sr. Padre Álvaro Matos que me perguntou a doutrina, me confessou e me deu pela primeira vez a Sagrada Comunhão. Como prémio recebi um lindo terço e uma estampazinha.

Quando comunguei, estava de joelhos, apesar de pe­quenina, e fitei a Sagrada Hóstia que ia receber de tal maneira que me ficou tão gravada na alma, parecendo-me unir a Jesus para nunca mais me separar d’Ele. Parece que me prendeu o coração. A alegria que eu sentia era inexplicável. A todos dava a boa nova. A encarregada da minha educação levava-me a comungar diariamente.»

(Autobiografia; pág.5)

Crisma

No mesmo ano, recebe também o Sacramento da Confirmação, na cidade vizinha de Vila do Conde:

«Foi em Vila do Conde onde recebi o Sacramento da Confirmação, ministrado pelo Exm.o e Revm.o Sr. Bispo do Porto.

Lembro-me muito bem desta cerimónia, e recebi-o com toda a consolação. No momento em que fui crismada, não sei o que senti em mim; pareceu-me ser uma graça sobrenatural que me transformou e uniu cada vez mais a Nosso Senhor. Sobre isto queria exprimir-me melhor, mas não sei.»

(Autobiografia; pág.5)

Regresso a Balasar

Em 1912, Alexandrina e a sua irmã Deolinda regressam a Balasar:

«Passados dezoito meses como minha irmã fizesse exame, viemos embora. Minha mãe queria que eu con­tinuasse a estudar, mas sozinha não quis ficar; fiquei a saber pouco. Voltámos ao lugar onde nascemos (Gresufes) e aí estivemos quatro meses; depois fomos para perto da igreja, numa casa de minha mãe. (Calvário

(Autobiografia; pág.5)

 

Casa onde Alexandrina viveu com a sua mãe Maria Ana e a irmã Deolinda

desde 1912 até 1955, no lugar do Calvário

 

Alexandrina e a Paróquia

Alexandrina ocupa-se agora em tarefas domésticas e no trabalho do campo. Na sua paróquia, trabalha ativamente como catequista, membro do grupo coral, tinha alegria em ajudar os seus amigos e amava a oração.

«Foi aos doze anos que me deram o cargo de catequista e cantora; trabalhava com muito gosto, tanto num cargo como noutro, mas pelo canto posso dizer que tinha uma paixão louca.»

(Autobiografia; pág.12)

Atitude face a comportamentos

Ainda jovem, Alexandrina preservava os bons modos nas conversas e no seu comportamento:

«Não gostava de ouvir conversas maliciosas e, embora não compreendesse o sentido delas, chegava a dizer que me retira­va se não falassem doutra forma. Também me indignava toda quando presenciava cenas indecentes entre pessoas adultas. Tinha medo de perder a minha inocência e receio de que Nosso Senhor desse algum castigo.»

(Autobiografia; pág.9)

Doença

Aos 14 anos, Alexandrina começou a trabalhar para um vizinho em condições pouco benéficas para a sua saúde. Surgiram os primeiros problemas de saúde:

«Dos doze aos catorze anos vivi com regular saúde. Minha mãe pôs-me a servir na casa de um vizinho mas, ao justar-me, tirou certas condições, como: confessar-me todos os meses, passar as tardes dos domingos em casa, para ir à igreja e estar sob o domínio dela, não andar de noite, etc. A combinação foi de cinco meses, mas não estive até ao fim. O patrão era um perfeito carrasco; chamava-me nomes, obrigava-me a trabalhar mais do que as forças que tinha. Tinha mau génio e pouca paciência...»

(Autobiografia; pág. 11)

 

«Uma vez, andava a apanhar hera numa carvalheira, para dar ao gado, e caí dela abaixo ficando algum tempo sem me poder mexer e sem respirar, levantando-me pouco depois para continuar o mesmo serviço.»

(Autobiografia; pág. 13)

Salto da janela

Entretanto, dá-se um acontecimento marcante na vida e na saúde de Alexandrina: o salto da janela da sua casa para defender a sua pureza:

«Uma ocasião, estando eu, minha irmã e uma pequena mais velha do que nós, a trabalhar na costura, avistámos três homens: o que tinha sido meu patrão, outro casado e um terceiro solteiro. Minha irmã, percebendo alguma coisa e vendo-os seguir o nosso caminho, mandou-me fechar a porta da sala. Instantes depois, sentimos que eles subiam as escadas que davam para a sala e bateram à porta. Falou-lhes minha irmã. O que tinha sido meu patrão mandou abrir a porta mas, como não tivessem lá obra, não lhe abrimos a porta. O meu antigo patrão conhecia bem a casa, e subiu por umas escadas pelo interior da habitação e os outros ficaram à porta onde tinham batido. Ele, não poden­do entrar pelo interior por um alçapão que estava fechado e resguardado por uma máquina de costura, pegou num maço e deu fortes pancadas nas tábuas até rebentar o alçapão, tentando passar por aí. Minha irmã, ao ver isto, abriu a porta da sala para fugir, e conseguiu escapar-se, apesar de a prenderem pela roupa. A outra peque­na foi a segunda a fugir, mas essa ficou presa e eu, ao ver tudo isto, saltei pela janela que estava aberta e que deitava para o quintal. 

Janela da qual Alexandrina saltou para fugir, aos 14 anos 

 

Sofri um grande abalo, porque a janela distava do chão quatro metros: quis levantar-me logo, mas não podia, com uma forte dor na barriga. Com o salto caiu-me um anel, que usava, sem dar por ela. Cheia de coragem, peguei num pau e entrei pela porta do quintal para o eirado onde estava a minha irmã a discutir com os dois casados. A outra pequena estava na sala com o solteiro. Eu aproximei-me deles e chamei-lhes “cães”, e disse que ou deixavam vir a pequena, ou então gritava contra eles. Aceitaram a proposta e deixaram-na sair.

Foi nesta altura que dei falta do anel e disse-lhes de novo:

“Seus cães, por vossa causa perdi o meu anel!”

Um deles, que trazia os dedos cheios de anéis, disse-me:

“Escolhe daqui um.”

Mas eu, toda zangada, res­pondi:

“Não quero!”

Não lhes demos mais confiança; eles retiraram-se e nós continuámos a trabalhar. De tudo isto não contámos a nin­guém, mas a minha mãe veio a saber tudo. Pouco depois, comecei a sofrer mais e toda a gente dizia que foi do salto que dei. Os médicos também afirmavam que muito concorreria para a minha doença.»

(Autobiografia; pág. 13/14)

Sofrimentos físicos e morais

Por volta dos catorze anos, Alexandrina começa um período de sofrimentos no corpo e também no espírito, devido a falsos julgamentos:

«Aos catorze anos e quatro meses deixei o trabalho para sempre, embora há meses trabalhasse com muito custo. Prin­cipiei a consultar médicos, coisa que me custava imenso. Eles tratavam-me de várias doenças; a princípio tudo corria bem e todos tinham pena de mim e eu só sentia o desgosto dos meus males. Isto durou bem pouco tempo. As minhas melhores amigas, pessoas de família e até o próprio pároco revoltavam-se contra mim. Chegavam a fazer caçoada de mim, do meu modo de andar, da posição que tinha na igreja..., mas eu não podia estar doutra forma.

O Sr. Abade dizia-me que eu não comia porque não queria, e se morresse que ia para o inferno. Quando me ia confessar dizia-me também que o maior pecado era o de não comer. Estas palavras fizeram-me sofrer muito sozinha; com Nosso Senhor é que eu desabafava.

Quando ia de casa para a igreja, e desta para casa, olhava os montes em volta e pensava fugir e refugiar-me onde mais ninguém me visse, mas Nosso Senhor nunca me deixava fazer isto. Chorei tanto, tanto ao ver-me na situação em que me encontrava... Não me recordo bem do tempo que durou este sofrimento, mas sei que não chegou a um ano.»

(Autobiografia; pág. 14)

Acama

Desde o seu acamamento, Alexandrina passou a ser assistida pela sua irmã:

«Aos dezanove anos acamei e, desta vez, não tive, como da outra, quem me dissesse:

“Deixa passar algum tempo, que ainda virás a levantar-te.”

Nesta altura, o médico do Porto, Sr. Dr. João de Almeida, informou minha mãe de que temia que eu entrevasse.

A partir desta ocasião, comecei a ter por enfermeira minha irmã, porque minha mãe ocupava-se em serviços do campo e minha irmã costurava. Tive momentos de desânimo, mas nunca desespero. Nada no mundo me prendia, só tinha saudades do meu jardinzinho, porque amava muito as flores. Algumas vezes fui vê-lo, matar essas saudades, ao colo de minha irmã.

Tinha muitas saudades de Jesus, da nossa igreja e, quando havia festas do Sagrado Coração de Jesus ou Missas cantadas, eu chorava amargamente. Como era cantora, entristecia-me muito por ver ir a minha irmã, que também cantava, e eu ficar. Quantas vezes ela me dizia:

“Se lá pudesses estar deitadinha, eu levava-te ao colo!”

 

Chorava ela por ir e eu ficar, e chorava eu por a ver a sair e não poder acompanhá-la, mas conformava-me sempre com a vontade de Nosso Senhor. A pouco e pouco, fui-me habituando à cama e fui perdendo todas as saudades.

Nos primeiros anos, fazia por me distrair e até pedia que jogassem às cartas comigo, outras vezes jogava eu sozinha. Tenho pena de não ter pensado desde o princípio como penso agora, de viver só unidinha ao meu Jesus.

Cheguei a fazer algumas promessas para ser curada, como: cortar rente o meu cabelo (que era para mim um grande sacrifício), dar todo o meu ouro e vestir-me de luto toda a minha vida; ir de joelhos desde a nossa casa até à igreja. Minha mãe, irmã e primas fizeram também grandes promessas. Por fim, compreendi que a vontade de Nosso Senhor era que estivesse doente. Deixei de pedir a minha cura. No decorrer dos anos estive várias vezes às portas da morte; preparava-me com os últimos Sacramentos e esperava a hora da morte resignada. Na medicina não tinha outro alívio senão uns pedacinhos de morfina que me injetavam.»

(Autobiografia; pág. 16/17)

Desejos de ser curada

Alexandrina:

«Como me falassem dos milagres de Fátima e sabendo eu, em 1928, que várias pessoas iam à Cova da Iria, nasceram em mim desejos de ir também. O médico assistente e o meu Pároco não me deixaram, dizendo que era impossível ir para tão longe, se eu mal consentia que me tocassem na cama. O Sr. Abade dizia-me que pedisse daqui a minha cura e que, depois, iria a Nossa Senhora de Fátima agradecer tão grande graça. O médico prometeu passar o atestado, se o milagre se desse.

Nesse ano, o Sr. Abade foi a Fátima, e perguntou-me o que queria de lá. Pedi-lhe que me trouxesse uma medalhinha, mas ele ofereceu-me um terço, uma medalha, o “Manual do Pere­grino” e alguma água de Fátima. Sua Reverência aconselhou-me a fazer uma novena a Nossa Senhora e a beber a água de Fátima com o fim de ser curada. Não fiz uma, mas muitas. Cantava muito, e dizia às pessoas vizinhas que me visitavam: se um dia me vissem pelo caminho e me ouvissem cantar, era eu que ia agradecer a Nossa Senhora o benefício que recebia. Pensava que seria curada, mas enganei-me; era a minha grande confiança na Mãezinha e em Jesus que assim me fazia falar. Pensava: se for curada, vou logo para religiosa; pois tinha medo de viver no mundo. Nem sequer visitava a minha família. Queria ser missionária, para bati­zar pretinhos e salvar almas a Jesus.

Como não consegui nada, morreram os meus desejos de ser curada, e para sempre, sentindo cada vez mais ânsias de amor ao sofrimento e de só pensar em Jesus»

(Autobiografia; pág. 18/19)

Novo rumo de vida

Alexandrina, com o tempo, foi aceitando a sua condição de doente, tomando uma rotina quotidiana de oração e oferecendo-se como vítima:

«Sem saber como, ofereci-me a Nosso Senhor como vítima e, vinha, desde há muito tempo, a pedir o amor ao sofrimento. Nosso Senhor concedeu-me tanto, tanto esta graça, que hoje não trocaria a dor por tudo quanto há no mundo. Com este amor à dor, toda me consolava em oferecer a Jesus todos os meus sofri­mentos. A consolação de Jesus e a salvação das almas era o que mais me preocupava.

Com a perda das forças físicas, fui deixando todas as dis­trações do mundo e, com o amor que tinha à oração — por­que só a orar me sentia bem — habituei-me a viver em união íntima com Nosso Senhor. Quando recebia visitas que me distraíam um pouco, ficava toda desgostosa e triste por não me ter lembrado de Jesus durante esse tempo.»

(Autobiografia; pág. 19)

 

 

Alexandrina encontra a sua vocação de vítima pelos pecadores e para reparação divina, por amor:

«Pela manhãzinha, principiava a fazer as minhas orações, co­meçando pelo sinal da Cruz e logo me lembrava de Jesus Sacramentado, fazendo a Comunhão espiritual e dizendo esta jaculatória:

“Sagrado Coração de Jesus, este dia é para Vós.”

Repetia-a por três vezes.  Depois continuava:

“A Vossa benção, Jesus! Eu quero ser santa! Ó meu Jesus, abençoai a Vossa filhinha que quer ser santa.”

Dizia também:

“Louvado seja Nosso Senhor... As Três Pessoas da Santís­sima Trindade me abençoem, assim como S. José, Maria Santíssima e todos os Anjos,  Santos e Santas do Céu! Que as bençãos do Céu desçam sobre mim e nada terei que temer. Serei santa: são esses os meus mais ardentes desejos.”

Rezava três “Gloria Patri”. Depois oferecia as obras do dia assim:

“Ofereço-Vos, ó meu Deus, em união...” Pai-Nosso, Avé-Maria e Glória ao Pai... Sagrado Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei...” e o Credo.

Depois continuava:

“Ó meu Jesus, eu me uno em espírito, neste momento, e desde este momento para sempre, a todas as Santas Missas que de dia e de noite se celebram na Terra. Jesus, imolai-me con­Vosco a cada momento no altar do sacrifício; oferecei-me conVosco ao Eterno Pai pelas mesmas intenções por que Vós mesmo Vos ofereceis."»  

(Autobiografia; pág. 21)

 

 

Alexandrina dedicava grande parte da sua oração a Jesus Eucaristia, o seu grande e eterno amor:

«Ó meu querido Jesus, eu me uno em espírito, neste mo­mento e desde este momento para sempre, a todas as Santas Hóstias da Terra, em cada lugar onde habitais sacramentado. (…)»

(Autobiografia; pág. 40)

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