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Movimentos

A intensa vida espiritual de Alexandrina fê-la trabalhar e contribuir muito para a sua paróquia - Balasar - e também associar-se a diversos movimentos. Os seus carismas eram variados mas todos tinham como finalidade trabalhar para a própia salvação e a dos irmãos: 

 

Alexandrina e a Paróquia

Desde tenra idade, Alexandrina contribuiu para a sua querida paróquia: Balasar. Ainda jovem, foi catequista e membro do grupo coral da freguesia. Mais tarde, impossibilitada de continuar esses ministérios, ajudou muito a sua paróquia de diversas formas.

 

 

CATEQUISTA E CANTORA

 

«Foi aos doze anos que me deram o cargo de catequista e cantora; trabalhava com muito gosto, tanto num cargo como noutro, mas pelo canto posso dizer que tinha uma paixão louca.»

(Autobiografia; pág.12)

 

 

«O quartinho dela, por ocasião das primeiras Comunhões, transformava-se numa aula de catequese. Estendia-se uma manta no chão, para as crianças se sentarem, e ela explicava-lhes a doutrina.

Quando ela não compreendia alguma coisa, antes de ensinar procurava perguntar a quem soubesse, pois queria que as crianças tivessem ideias claras sobre as verdades da fé.»

(Deolinda cit. in Pasquale, H.; “Eis a Alexandrina”; pág. 103/104)

 

Igreja paroquial de Balasar antes da restauração (1978)

 

CARIDADE

 

«Desde muito nova, demonstrou imensa caridade para com os pobrezinhos: dava-lhes comida, roupas e esmolas em dinheiro; tratava dos documentos para evitar casamentos pecaminosos; ajudava casais novos, conforme as suas disponibilidades, para que, à míngua de recursos financeiros, não fossem cometer faltas contra a santidade do matrimónio. [...]

Enquanto diligenciava por internar crianças desvalidas – e foram muitas – em casas de caridade, completava o seu gesto preparando enxovais para as mesmas, pagando parte da pensão, etc., porque achava justo que tais casas fossem auxiliadas. Foram inúmeras as famílias da freguesia da Alexandrina contempladas pela sua caridade.»

(Calovi, Pe. Heitor; “A serva de Deus Alexandrina Maria da Costa;

Posições e Artigos para o Processo Informativo Diocesano"; art. 54)

 

 

ANIMAÇÃO APOSTÓLICA

 

«A sua fé levou-a a propagandar associações eucarísticas, missionárias e de piedade, a favorecer a propaganda dos bons livros [...]. Procurou muitas vezes os meios para que na freguesia não faltassem pregações extraordinárias - como retiros, missões, tríduos – para avivar a fé no povo.»

(Calovi, Pe. Heitor; “A serva de Deus Alexandrina Maria da Costa;

Posições e Artigos para o Processo Informativo Diocesano"; art. 38)

 

 

DEDICAÇÃO

«Prestava-se, mesmo doente, no seu quartinho, para os ensaios do canto da igreja. Interessava-se em que não faltassem flores nos altares e, para isso, dispôs que uma parte do pequenino quintal familiar fosse utilizada para o cultivo das mesmas. Igualmente tomou à sua conta o asseio da roupa da igreja paroquial. Os melhores paramentos foram doados por ela.»

(Calovi, Pe. Heitor; “A serva de Deus Alexandrina Maria da Costa;

Posições e Artigos para o Processo Informativo Diocesano"; art. 73)

 

 

AMOR AOS SEUS CONTERRÂNEOS

«Disse-me ainda o P. Leopoldino (pároco de Balasar) que a Alexandrina era, na missão de pároco de Balasar, o seu braço direito. Por vezes, várias pessoas andavam desencaminhadas dos bons costumes e, tendo-lhe ele pedido que as chamasse e as aconselhasse, a Alexandrina conseguira com os seus conselhos que essas pessoas se emendassem e corrigissem.»

(Dr. Dias de Azevedo cit. in Pasquale, H.; “Eis a Alexandrina”; pág. 105/106)

 

 

«O fim que ela tinha em promover com tanto empenho o decoro da sua igreja paroquial era, antes de mais nada, um ato de adoração para com Nosso Senhor que tudo merece, e favorecer a piedade na freguesia, “porque — dizia a Alexandrina — se eu quero que todo o mundo se salve, quanto mais os da minha paróquia.”»

(Deolinda cit. in Pasquale, H.; “Eis a Alexandrina”; pág. 301)

 

 

«Esta participação na vida paroquial brotava das profundezas da alma da Alexandrina. Era, sobretudo, união de alma com todas as outras almas, e, por esta união, compartilhava de todo e qualquer problema de cada um dos componentes da grande família.

Recorde-se que, por ocasião de tríduos e missões, a Alexandrina nunca deixou, de mandar chamar o confessor nas vésperas ou no primeiro dia da pregação, para se unir à família paroquial na participação dos benefícios espirituais e para edificação dos paroquianos.

Ainda hoje, mais de dez anos passados sobre a sua morte, os conterrâneos lembram com emoção as palavras que, já quase no fim da vida, ela dirigiu a todos os paroquianos:

“Oro por todos, mas sobretudo por vós... Vós me procurareis e não me encontrareis mais aqui. Mas espero por vós lá no Céu. Espero por todos. E quero ser o tapete por onde passareis à vossa entrada para lá.”».

(Humberto Pasquale cit. in Pasquale, H.; “Eis a Alexandrina”; pág. 105)

I Congresso Eucarístico Nacional

 

O Pe. Abílio Gomes Costa, natural de Padim de Graça, Braga, foi um sacerdote ativo na propagação da Adoração Eucarística, promovendo vários Congressos Eucarísticos.

Veja a sua oração aqui.

 

 

Em 1942, o arcebispo D. Manuel Vieira de Matos organizou o I Congresso Eucarístico Nacional, com a grande ajuda do Pe. Abílio Gomes Costa. Neste Congresso, que decorreu em Braga, de 2 a 7 de julho de 1924, esteve presente a Beata Alexandrina. Nesta altura, um ano antes de acamar definitivamente, todas as deslocações resultavam num grande sofrimento para Alexandrina. Não obstante, participou neste Congresso Eucarístico, expressando assim a sua grande devoção ao Jesus Eucaristia, que se tornou na mais importante de todas as mensagens da sua vida.

 

 

Numa carta ao Pe. Mariano Pinho, Alexandrina fala de uma visão terrível que teve e faz referência ao I Congresso Eucarístico Nacional. Estiveram presentes em Braga milhares de pessoas:

 

«Na noite de 17 para 18, quando todos dormiam, estava eu a contas com minhas orações, figurou-se-me quase um caminho e por um lado uma barreira feia. A muita distância vi como que um portal e à entrada um vulto preto de cada lado, e ouvi dizer assim: isto é tudo meu. Passados momentos, vi, a par da minha cama um abismo tão fundo e tamanho! Ai, o que eu via lá dentro! Coisas tão feias! Não era gente o que eu via; não sei explicar o que era. O que sei dizer é que era uma multidão tamanha, tamanha e tão unida, muito mais unida do que a gente na Missa campal no Congresso Nacional em Braga.»

(17/01/1935; Cartas ao Padre Mariano Pinho; 07/02/1935)

Salesiana Cooperadora

ASSOCIAÇÃO DOS SALESIANOS COOPERADORES

A Associação dos Salesianos Cooperadores foi fundada por S. João Bosco em 1876, e constitui o terceiro ramo da Família Salesiana. É constituída por leigos empenhados na educação e salvação dos jovens.

 

 

ALEXANDRINA, SALESIANA COOPERADORA

 

Diploma de Salesiana Cooperadora de Alexandrina Maria (não Maria Alexandrina)

e Deolinda Maria (não Maria Deolinda, sua irmã)

 

    

Em 1942, Alexandrina ficou privada do seu querido diretor espiritual, o Pe. Mariano Pinho. Deus envia-lhe o Pe. Humberto Pasquale, salesiano de Dom Bosco. Em 1944, Alexandrina entra para a Associação dos Salesianos Cooperadoras.

«O diploma de Cooperadora dado à Alexandrina no ano de 1944 e que ela “quis colocado em lugar onde pudesse tê-lo sempre sob o seu olhar”, foi-lhe dado unicamente a fim de que pudesse gozar de todas as indulgências anexas e, com a sua dor e oração colaborasse, unida aos Salesianos, na salvação das almas, sobretudo juvenis, e para que rezasse e sofresse pela santificação dos Cooperadores de todo o mundo».

(Pe. Humberto Pasquale cit. in Pasquele, H. “Alexandrina”; pág. 281; 1.ª edição)

 

Ela fazia questão de o ter bem à vista para se lembrar da obra salesiana e da sua missão, por quem tanto rezou. Alexandrina orientou muitas crianças para instituições e para escolas, para que podessem crescer com mais condições e ter um futuro digno. Às crianças e aos jovens tinha sempre uma palavra particular, tendo mesmo acompanhado a vivência vocacional de muitos.

 

Ela mesmo afirmou ao Pe. Humberto:

«Sinto uma grande união com os Salesianos e com os Cooperadores do mundo inteiro. Quantas vezes olho para o meu diploma e ofereço os meus sofrimentos unida a todos eles, para salvação da juventude.

Amo a Congregação; amo-a muito e nunca mais a esquecerei nem na Terra nem no Céu».

(Pe. Humberto Pasquale cit. in Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág. 283/284; 1.ª edição)

 

 

«Em 1945, ao Salesiano (Pe. Humberto Pasquale) que a dirigia em substituição do seu primeiro Diretor, ausente havia três anos, disse ela, vendo-lhe no breviário uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora:

“Que linda Mãezinha! Gosto tanto do título de Auxílio dos Cristãos!”

O religioso, julgando dar-lhe gosto, ofereceu-lhe uma artística estátua em madeira e, assim, Nossa Senhora Auxiliadora tomou o lugar da outra estátua de gesso. Sem dificuldade, a Alexandrina a trocou pela sua, embora esta lhe recordasse “muitas coisas bastante queridas.”»

(Pe. Humberto Pasquale cit. in Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág. 22; 1.ª edição)

 

 

Os Salesianos, em reconhecimento e amizade, ofereceram-lhe uma açucena branca de cetim, confecionada no Carmelo de Fátima, para lhe ser colocada nas mãos depois da sua morte.

 

No Natal de 1944, os Salesianos ofereceram a Alexandrina um grupo estatuário da Sagrada Família, acompanhando o presente com a seguinte poesia:

 

«Uma vez,

E quem sabe quantos anos já lá vão!

Uma vez,

Três peregrinos da Judeia,

havia dias, andavam

de casa em casa,

de aldeia em aldeia,

pedindo humildemente

Um bocado de pão

E um pobre lar...

Mas para eles

Não havia nem asilo nem pão,

Nem teto amigo,

Nem coração aberto para dar...

Nada!...

Após longa caminhada,

Chegaram, exaustos e esgotados

A Balasar.

A gemer e a chorar

Peregrino pequenino...

Disse-lhe então a Mãe:

“Vem. voltemos para a gruta,

(O burrinho e o boi te aquecerão)

E os Anjinhos em coro

O «nana» te cantarão...”

“Oh, não, mãezinha, não,

Este ano o meu Natal

Será em Balasar...

Defesa e paz aqui encontraremos,

Que eu sei...

Olhe... uma casinha branca,

É aquela! Tanta flor perfumada

É verdura fresca a entrada,

vinde CoMigo, aqui há tudo:

Teto, pão e tanto amor...

Entremos!”

A porta então se abriu

E sorrindo a Deolinda surgiu

No rosto espelhando

Uma imensa dor

«Oh Família Santa», logo

disse ela:

“Vinde, esta casa é vossa

E tudo é vosso nela,

bem o sabeis!...”

Mas o esperto do Menino

Mais não esperou,

Ao quartinho piedoso voou,

Onde imóvel jazia

A sua Alexandrina.

Fitou-a e longamente lhe sorriu.

“Ó querido Menino.

Ó doce Peregrino!”

A doentinha exclamou:

"Diz-me cá:

Quem é que tu és?"

“Oh, Alexandrina, vê,

Eu sou o Salvador,

Sou Jesus...

O Jesus de Alexandrina!

E tu, minha amada...

Tu com dores e cruzes

De alma peregrina

Aqui pregada.

Quem és?...”

“Eu? Oh, Amor!

Já o sabes:

Sou Alexandrina de Jesus,

A Alexandrina do Teu Divino Coração!”»

(Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág. 291 a 293; 1.ª edição)

Filha de Maria

UNIÃO DAS FILHAS DE MARIA

 

A União das Filhas de Maria pretendia formar religiosamente as jovens e incutir-lhes uma boa vida espiritual com amor a Nossa Senhora.

Em Portugal, as Filhas de Maria tiveram grande projeção, com presença significativa em Balasar.

 

Cada Filha de Maria recebia um diploma, uma fita azul com medalha e cobria-se com um lenço branco, para melhor se identificar nas celebrações e eventos públicos. Recebia-a também um manual com os seus deveres como comparecer nas reuniões mensais, orações do dia, etc.

 

Diploma de Filha de Maria, de Alexandrina

 

ALEXANDRINA, FILHA DE MARIA

 

No dia 18 de outubro de 1933, Alexandrina é admitida na Pia União das Filhas de Maria, com 33 anos de idade. Uma vez que estava acamada (desde 1925), foi admitida de acordo com os direitos e deveres correspondentes às jovens gravemente doentes. Importante era manifestar o desejo de ser admitida.

 

Alexandrina mantinha o seu diploma bem à vista para se lembrar que era Filha de Maria, a quem carinhosamente chamava “Mãezinha”.

Um dos seus direitos de Filha de Maria era a celebração da Eucaristia no seu quarto. É por essa razão que existe um pequeno altar no seu quarto.

 

Nas cerimónias fúnebres, Alexandrina estava vestida com o traje de Filha de Maria, como já havia pedido de longa data. Escreve na sua Autobiografia:

«Os meus desejos são que o meu enterro seja pobrezinho. Quero que o meu caixão seja de forma a não ser muito bom, nem muito fraco, para não chamar a atenção de ninguém. Quero ir vestida de branco, como “Filha de Maria”, mas muito modesta.»

(Autobiografia, pág. 64)

 

 

Eis um testemunho acerca do mesmo desejo, que demonstra o amor que Alexandrina tinha à pureza e discrição, como uma verdadeira Filha de Maria:

«Quando cheguei junto da Alexandrina — que me mandara chamar porque ia morrer — ela disse-me para tratar do seu vestido de Filha de Maria para levar consigo para o túmulo. Tinha a preocupação de que fosse bem branquinho; não queria luxo nem grandezas, mas queria-o branquinho, bem subidinho e com as mangas compridas.»

(Irene Gomes cit. in Pasquale, H.; “Eis a Alexandrina”; pág. 341)

Maria dos Sacrários-Calvários

MARIAS DOS SACRÁRIOS-CALVÁRIOS

 

A Associação das Marias dos Sacrários-Calvários foi fundada pelo Beato Manuel González García (1877-1940), bispo de Málaga. Esta obra tinha com finalidade reparar Jesus Eucaristia, em especial Jesus nos Sacrários mais abandonados ou pouco frequentados.

 

 

ALEXANDRINA, MARIA DOS SACRÁRIOS-CALVÁRIOS

 

Alexandrina, desde muito jovem, gostava de visitar Jesus no Sacrário. Esta devoção tornou-se um verdadeiro amor.

 

Um dos privilégios de pertencer a esta Associação era a possibilidade de participar na Eucaristia em sua casa, em caso de necessidade. Este direito encheu-a de alegria e teve a Missa em sua casa, pela primeira vez, a 20 de novembro de 1933.

 

Numa carta ao seu diretor espiritual, expressa a sua saudade e desejo de assistir à Eucaristia:

«Senhor Padre Pinho, perguntava-me na última carta se eu era Maria dos Sacrários-Calvários. Sim, sou.

Se queria a Missa... Já há muito que tenho grandes saudades disso. Quando soube que era Vossa Reverência que vinha fazer o tríduo, apesar de ainda o não conhecer pessoalmente, falei à minha irmã para lhe fazer esse pedido, mas por acanhamento e para lhe não exigir o sacrifício de pregar em jejum, não o fizemos. Quando soube que sempre pregava em jejum, fiquei com pena.

Agora se isso se puder conseguir, para mim era uma grande alegria, que me não é possível explicar-lhe. Mas apesar dessa ale­gria, custa-me imenso o grande sacrifício que vai fazer em ter de vir em jejum, estando umas manhãs tão frias.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 06/11/1933)

 

Oratório das Marias dos Sacrários Calvários,

no quarto de Alexandrina

 

 

 

Escreve na sua Autobiografia, depois da graça:

«Em vinte de novembro de 1933, tive a graça de ter pela primeira vez o Santo Sacrifício da Missa no meu quarto. Principiou Nosso Senhor a aumentar-me com os Seus miminhos, para também aumentar o peso da minha cruz.»

(Autobiografia; 20/11/1933)

Liamista (LIAM)

LIGA INTENSIFICADORA DA AÇÃO MISIONÁRIA (LIAM)

 

O desejo de se tornar missionária estava vivo em Alexandrina. Nos seus primeiros anos de acamada, ela prometia entregar-se à missão, se fosse curada.

Na sua Autobiografia, escreve:

«Pensava que seria curada, mas enganei-me; era a minha grande confiança na Mãezinha e em Jesus que assim me fazia falar. Pensava: se for curada, vou logo para religiosa; pois tinha medo de viver no mundo. Nem sequer visitava a minha família. Queria ser missionária, para batizar pretinhos e salvar almas a Jesus.»

(Autobiografia; 18/19)

 

 

ALEXANDRINA, LIAMISTA

 

Mais tarde, o convívio com os sacerdotes espiritanos fortaleceram este desejo de contribuir para as missões e, assim, passou a pertencer à Liga Intensificadora da Ação Missionária. Ela foi a tesoureira espiritual do Núcleo de Balasar.

 

Emblema da LIAM usado pela Alexandrina

 

 

 

O Pe. Olavo Martins, sacerdote espiritano, conta como tudo começou: 

«Recorda que, com o P. José Felício, fez em Balasar uma Missão. Começou a falar com ela e percebeu que era Deus quem falava pela sua boca. Pedimos-lhe que aceitasse pertencer à LIAM. Ela aceitou e, entre as suas relíquias, lá está o emblema da LIAM. Ele foi confessor durante vários anos. O Pe. Olavo sempre lhe pediu para rezar pelas missões e pelos missionários. A Alexandrina era uma pessoa muito séria e muito profunda.»

(http://www.espiritanos.org/liam/artigo.asp?ID=1170; acedido a 13/03/2012)

 

 

Afirma o Pe. José Felício, CSSp:

«Quanto carinho dispensava às missões e à salvação dos infiéis! Foi no seu próprio quarto que, praticamente, se fundou o núcleo da LIAM, de que ela logo ficou tesoureira espiritual».

(Pe. José Felício, CSSp cit. in Pasquale, H.; “Eis a Alexandrina”; pág. 222)

 

 

Deolinda, a sua irmã, declara:

«A Alexandrina era tesoureira espiritual da LIAM e ajudava a formação de um missionário com uma cota mensal. Ajudava a propaganda missionária na venda de agendas, calendários, almanaques, sorteios, etc. [...]

Só Deus sabe o dinheiro que a Alexandrina enviou a religiosos missionários — como os Padres do Espírito Santo e o Seminário das Missões de Cucujães — com a venda de material, de agendas, etc.»

(Deolinda cit. in Pasquale, H.; “Eis a Alexandrina”; pág. 129 e 221)

 

 

Quando Alexandrina morreu, o jornal «Ação Missionária», órgão da LIAM, publicou uma notícia realçando o contributo da sua liamista, em particular como tesoureira espiritual do núcleo de Balasar.

Segue um pequeno excerto:

«Encontra-se de luto a LIAM e de modo especial o nosso fervoroso e apostólico núcleo de Balasar.

A morte, não como foice, mas como chave, abriu as portas da Eternidade à nossa Tesoureira Espiritual – Alexandrina Maria da Costa. Desde à muito, este precioso elemento da liga de Balasar, vinha sendo, pela oração e pelo sofrimento, grande apóstola na sua pequena esfera de ação: o centro e a vida da LIAM e de muitas obras naquela terra.»

(Notícia cit. in Veríssimo, J.; “Beata Alexandrina – Irmã Missionária"; págs.111/112)

 

 

VIDA MISSIONÁRIA

 

«Tinha desejos de ser religiosa missionária, mas Nosso Senhor reservou-lhe outro campo de apostolado: foi missionária pela oração, pelo sofrimento, pelo amor e mesmo pela palavra. Catequista desde pequena, continuou, com verdadeiro heroísmo e sem respeitos humanos, a ensinar, a aconselhar toda a casta de pessoas. Mesmo nas cartas, nas breves frases escritas com tanto sofrimento no verso dos santinhos, a preocupação era sempre a mesma: levar almas a Jesus.»

(Calovi, Pe. Heitor; “A serva de Deus Alexandrina Maria da Costa;

Posições e Artigos para o Processo Informativo Diocesano; art. 37")

 

 

A 21 de agosto de 1953, recebe de Jesus o doce título de Missionária. Era no colóquio, após os sofrimentos da Paixão:

«Filhinha, filhinha, miminho celeste, toda a tua vida lhes fala. Toda a tua vida é uma pregação contínua. O teu sorriso forçado, os teus gemidos, todo o teu sofrimento resignado fala aos seus corações, cativa-os, atrai-os e eles vêm a Mim. És a missionária de Jesus e esta missão sublime continua com mais pompa, com mais brilho, quando estiveres no Céu. Jesus não falta, Jesus não falta. Eu quero que uma vez lá, muitos, todos os pecadores sejam entregues à tua proteção.»

(Sentimentos da Alma; 21/08/1953, sexta feira)

 

 

No seu quartinho, tinha sempre um prato para que quisesse dar donativos para as missões; oferecia os seus sofrimentos e orações também pelas missões; conduzia muitos jovens a Congregações de carisma missionário. Sem sair de casa, tornou-se uma missionária de alma e coração.

 

Alexandrina Maria da Costa foi a primeira Liamista a ser beatificada.

Obra do Amor Divino

OBRA DO AMOR DIVINO

 

O Pe. Alberto Gomes fundou, em 1921, a Obra do Amor Divino. O fim desta Obra é compensar o amor devido a Deus e que os Homens ingratamente Lhe negam e levar a Redenção do Calvário, a toda a Humanidade, promovendo a conversão dos pecadores, a preserverança dos justos, a salvação dos moribundos e o alívio das Almas do Purgatório.

 

 

ALEXANDRINA E A OBRA DO AMOR DIVINO

 

Em 1942, o Pe. Alberto Gomes tornou-se o confessor ordinário da Alexandrina o que proporcionou que, pouco tempo depois, Alexandrina se torna-se membro da Obra do Amor Divino. Assim, gozava de todas as graças e privilégios de que a Obra oferecia.

 

No colóquio de 11 de dezembro de 1952, Jesus confirma a Alexandrina a necessidade de reparação:

«...Faz que Eu seja amado, com todo o amor. Faz que Eu seja reparado com a reparação heroica, generosa. Coragem! Vai em paz.»

(Sentimentos da Alma; 07/12/1952)

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