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Fenómenos Extraordinários

Desde que consagrou inteiramente a Deus, Alexandrina passou a viver a vida mística que o Senhor concede a determinadas almas. Eis alguns dos fenómenos extraordinários vividos por Alexandrina:

 

Mortes Místicas

Alexandrina passou por duas mortes místicas, morte que não é física mas espiritual. A alma passa a viver de uma forma mais pura e divina, como um diamante esculpido.

 

Explica o seu segundo Diretor espiritual:

«Feridas pelo fogo do amor Divino, estas almas consomem-se no desejo de soltar o voo e de unir-se a Jesus Cristo (Filip. 1, 23) mas, não conseguindo morrer no corpo, morrem no espírito, sofrendo a prodigiosa morte mística, que opera já sobre a Terra uma total renovação e uma ressurreição superior a toda a palavra humana. É este o limite extremo da união de conformação na qual as almas, não tendo outro querer senão o querer de Deus, começam a viver como dignas esposas do Verbo.»

(Pe. Humberto Pasquale cit. in Pasquale H.; “Alexandrina”; pág. 114; 1.ª edição)

 

 

A primeira morte mística de Alexandrina deu-se em de 1936, no dia da Solenidade da Santíssima Trindade.

Tendo Jesus lhe falado que iria morrer, Alexandrina pensava que era chegada a sua hora de deixar o mundo:

«Penso se chegará em breve o dia para mim há tanto tempo desejado, em que Nosso Senhor se digne vir-me buscar para o Céu.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 26/03/1936)

 

 

Escrevendo ao seu primeiro Diretor:

«Não sei se o meu Paizinho (Pe. Mariano Pinho) se lembra de o ano passado, no dia da Santíssima Trindade, Nosso Senhor me dizer:

“Não assistes a esta festa, mas assistirás a todas as outras, por toda a eternidade.” A minha ideia é se nesse dia já estarei no Céu, mas não sei os desígnios de Nosso Senhor.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 14/05/1936)

 

«Em 1935, Nosso Senhor preveniu-me de que iria morrer antes da festa da Santíssima Trindade de 1936. Como não conhecia outra morte, pensava que era deixar este mundo e partir para a eternidade. Nesse tempo, tudo eram mimos, consolações e alegrias espirituais. À medida que se ia aproximando o dia da Santíssima Trindade, aumentava a minha alegria e contentamento. Ia passar no Céu a festa dos meus tão queridos Amores, como lhes chamava: Pai, Filho e Espírito Santo.

Os males do corpo iam aumentando, e tudo dava sinal da minha partida. Dois dias antes, Nosso Senhor disse-me que morreria das 3h às 3,5 da manhã e que mandasse vir o meu Pai espiritual. Assim o fiz. Ele chegou ao cair da tarde e passou a noite junto de mim. Preparei-me para morrer. Sua Reverência fez comigo um ato de inteira resignação e conformidade com a vontade de Deus. Pedi perdão à minha família, a cantar de alegria, assim:

 

Feliz, oh, feliz

Se eu tal conseguia,

Morrer a cantar

O nome de Maria!

 

Feliz quem mil vezes,

Na longa agonia,

Com amor repete

O nome de Maria.

 

A aflição ia aumentando, à hora marcada por Nosso Senhor, não sei o que senti, deixando de ouvir o que se passava à volta de mim. O meu Pai espiritual e a minha família rezaram o ofício da agonia, acenderam uma vela benzida, meteram-ma nas mãos, mas eu já não dei por isso, e assim estive algum tempo. Julgavam-me já quase morta e choravam por mim. Nessa altura, já ouvi os choros dos meus; principiei a respirar, e pouco a pouco, reanimei-me, mas, ainda debaixo do mesmo estado, pensei: “estais a chorar e eu sempre morro.” Estava sempre a ver quando aparecia na presença de Nosso Senhor. Não tinha pena por deixar o mundo e os meus entes queridos. Quando via que ia melhorar e que não se cumpriam as palavras de Jesus, caiu sobe mim uma tristeza que não se pode calcular e um peso esmagador.

Eram horas do meu Diretor espiritual se retirar, não tendo tempo para me dizer umas palavrinhas de conforto. Passei a festa da Santíssima Trindade como uma moribunda e dentro de mim tudo era morte. As lágrimas corriam-me, as dúvidas eram quase insuportáveis, porque não só me tinha enganado no que dizia respeito a este dia, isto é, à morte, como também em tudo quanto Nosso Senhor me tinha dito antes deste dia. Nos dois primeiros dias a seguir, parecia-me que todo o mundo estava morto. Não havia sol, nem lua, nem dia para mim. Era quase insuportável o meu viver. Aproximavam-se de mim a Deolinda e a Çãozinha, únicas pessoas que sabiam do caso, e diziam:

“Não falas para nós? Não te ris?”

Eu respondia-lhes:

“Retirai-vos de mim! Já não sou a mesma! Jamais me vereis rir; não haverá sol que me alumie!" – e chorava. Debaixo da maior dor e amargura, falava-lhes de tal forma que elas não tinham mais que me dizer.

Estavam as duas a combinar em ir uma delas ter com o meu Diretor espiritual, quando de repente apareceu o Sr. Dr. Oliveira Dias, que vinha em nome do meu Pai espiritual confortar a minha alma. Sua Reverência tinha-lhe contado tudo e, como não pudesse vir pessoalmente, pois estava em pregação, compreendendo bem o meu sofrimento, tratou de me aliviar.

Sua Reverência, o Sr. Dr. Oliveira Dias, esclareceu-me o caso, contando-me várias passagens que se tinham dado com alguns santos, e desde então fiquei a saber que se tratava da morte mística, da qual nunca tinha ouvido falar. O Sr. Dr. Oliveira Dias pareceu-me um anjo que veio do Céu serenar a tempestade da minha alma. Continuei a viver muito atribulada, pois Jesus pareceu morrer também, ficando alguns meses sem ouvir a Sua Divina voz. Quando aumentava a agonia da alma, recordava os casos que me tinham sido contados e animava-me com o que dizia o meu Pai espiritual.»

(Autobiografia; pág. 40 a 42)

 

 

 

A segunda morte mística deu-se a partir de 27 de março de 1942 e prolongou-se no tempo. Deus quis operar um grande trabalho de purificação em Alexandrina para que cumprisse a sua missão.

 

A Alexandrina experimenta não só essa morte mística, mas as consequências: a sepultura, o cemitério onde vai sendo toda reduzida a pó pelos vermes, etc...

 

Eis a descrição de Alexandrina:

«Senti a minha alma desprender-se da Terra e subir mais alto, ficando a vivificar o meu corpo, que ficou cá em baixo, como que uma corrente elétrica que servia de união entre os dois.»

(Sentimentos da Alma; ?/02/1944)

 

 

«Morri, morri para o mundo, morri para tudo. Deu último suspiro aquele pequeno sopro de vida que já há muito vinha a agonizar, desaparecendo de toda a força que o arrastava pelo cemitério imenso.»

(Sentimentos da Alma; 24/10/1944)

 

 

Em 27 de julho de 1942, Alexandrina exclama:

«Na Terra não tenho vida, nem nada que me satisfaça! Só no Céu, só no Céu!... Só o Céu será a minha vida, só no Céu serão satisfeitas as minhas ânsias!»

(Sentimentos da Alma; 27/07/1942)

 

 

«Não sei que estado é agora o da minha alma. Parece que me sinto entre o Purgatório e o Céu; na maior parte do tempo não sinto nem grande dor, nem grande gozo. Contudo, em alguns momentos, ai de mim, Jesus, vejo-me em cima do abismo; sem nada ter que me sustente, lá vou a cair nele. E logo vindes Vós livrar-me de tão grande horror, amparais-me, desviais-me dele!»

(Sentimentos da Alma; 20/09/1942)

 

 

«A minha respiração é mais tardia, parece-me demorar dias e dias; e assim vou perdendo a vida. Estou como uma luz que se apaga para nunca mais se acender. Os meus olhos parecem-me que perderam a luz da terra, não posso viver a vida humana. Mas com tudo isto, confio em Vós.»

(Sentimentos de Alma; 13/05/1943)

 

 

«No dia de Cristo-Rei, senti-me como se morresse o meu corpo e o meu espírito, e acabasse por completo a minha existência no mundo. É indescritível a dor que isto me causou. Mas mais ainda: sentia-me no Purgatório! Que dor, meu Deus, que dor!»

(Sentimentos da Alma; 31/10/1943 – transformação da alma)

 

 

«”Vives no Purgatório, a barreira que te separa. Fui Eu que assim o permito. Agora já não estás no mundo, vives como se não vivesses. O teu tormento é inigualável. Nunca o dei a nenhuma alma. Queres consolar-Me assim, Minha filha? Queres continuar nesta dor?”

“Tudo, meu Jesus, tudo que Vós quiserdes. O meu anseio é não viver sem Vos dar consolação um momento só, meu Jesus. Viver para Vos consolar, viver para Vos salvar as almas, é a minha aspiração.”

“Coragem, então, filhinha. Se soubesses quanto bem vai fazer às almas, quando souberem o tormento que te foi dado! O teu espírito morreu para o mundo; a tua vida é a vida das almas do Purgatório, mas não estás a sofrer só por ti. Depressa, depressa a dar a conhecer ao mundo quanto elas sofrem; depressa, depressa as almas Minhas amadas a libertá-las.”»

(Sentimentos da Alma; 04/12/1943)

 

 

«Tudo desconhecia, nada compreendia. A maior parte desde dia passei-a sem sentir nem vida nem morte, nem tempo nem eternidade. Parecia-me não existir, portanto nada me esperava.»

(Sentimentos da Alma; 31/10/1944)

Manifestações

A Enciclopédia Católica Popular indica-nos o que se entende pelas fenómenos místicos extraordinários:

«Fenómenos de ordem cognoscitiva. São:

Visões, que incluem as chamadas *aparições, as perceções imaginativas e comunicações de verdades inefáveis;

Locuções ou palavras transmissoras de verdades ou desejos, percetíveis ao nível do ouvido, da imaginação ou do intelecto, com frequência acompanhando as visões;

*Revelações particulares (ver aqui) , que estão normalmente na base do *carisma profético; e ainda outros menos importantes.»

 

Alexandrina fala de uma das manifestações, a da Sagrada Família:

«Enquanto que eu assim falava a Jesus, de repente, como caídos do Céu, ficaram à minha frente a Mãezinha e S. José. A Mãezinha vestia azul e branco; S. José, com cores mais escuras sustentava na mão esquerda uma grande açucena; não só tinha flor, mas a folhagem verde e viçosa; parecia correr-lhe a água pelo pé.»

(Sentimentos da Alma; 19/03/1948)

 

    

Amor e Fogo

«A alma mística é uma criatura que é elevada pela graça à perceção experimental das realidades divinas, conhecidas pela fé e amadas com caridade perfeita. Os dons do Espírito Santo, especialmente o dom do Entendimento e o da Sabedoria, afinam a mente e o coração e o espírito humano, de modo que, vivendo no corpo e sobre a Terra, adquire, por assim dizer, uma especial sensibilidade em ordem às coisas Divinas.»

(Pe. Humberto cit. in Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág. 120; 1.ª edição)

 

 

«Jesus abriu o Seu Divino Lado, uniu os Nossos Corações e para isso tirou o d’Ele de dentro do peito, pelo tubo fez passar a gotinha do Sangue e como uma seta de fogo penetrou o meu coração uns raios de amor. Senti-me arder.

“Ó meu Jesus, que fogo que me queima.”

“Deixa-te queimar, consome-te nessas chamas, são a força da cruz, são o amor ao martírio. Tem coragem!»

(Sentimentos da Alma; 10/1948)

 

 

«De longe a longe, quando reparo neste viver tão despreocupada acende-se um fogo e levantam-se em mim umas ânsias de amor e união a Jesus, que não as posso suportar.»

(Sentimentos da Alma; 10/12/1948)

 

 

«Fiquei inclinada sobre o peito de Jesus. As chamas, o fogo do Seu Divino Coração era tanto, que parecia incendiar-me todo o corpo. Recebe, recebe o amor do teu Jesus, do Esposo das virgens, das virgens que não querem outro Esposo a não ser Jesus.»

(Sentimentos da Alma; 24/12/1948)

Duas Almas

No trabalho espiritual de Alexandrina realizado pelo Senhor, surge o sentimento de ter “duas almas”.

 

Explica Alexandrina:

«Sinto que tenho duas almas, uma que sofre e outra que não pode sofrer. A que não sofre não é minha, e a que sofre não são meus os sofrimentos. A que não sofre é puríssima, parece que tudo vê e que em toda a parte habita e que nada se lhe pode ocultar; é dela a Terra, é dela o Céu. A que sofre, está em trevas, não é pura está manchada. Mas não sei como; são duas almas e uma só alma. A que é pura está ligada à culpada; dá-lhe vida, ampara-a, encaminha-a. Mas eu não posso aguentar em mim esta pureza unida a tanta miséria, que eu sou; é um sol, um brilho, que eu não posso enfrentar, faz-me conhecer mais os meus defeitos e horrorizar-me deles.»

(Sentimentos da Alma; 24/10/1947)

 

 

«Aborreço o mundo com tudo o que ele encerra; não porque tudo deva aborrecer, mas sim porque de tudo quero e devo desprender-me. Sinto como se alguém dentro em mim, ande a espanar, a polir, a assear a habitação do meu coração, da minha alma: tudo é deitado fora, sinto-me vazia, é uma casa sem mobília.

Este vazio é para se encher e, quando sinto que se enche de uma vida que não é falar, uma vida superior a esta vida, a alma vê o coração cheio, a transbordar e pelo centro sair grandes labaredas que sobem ao ar.

Nestes momentos fico como que a dormir nesta vida e como se do mundo desaparecesse. Volto de novo a sentir o vazio a as ânsias devoradores do amor de Jesus.»

(Sentimentos da Alma; 07/02/1947)

 

«Sinto que se trabalha dentro em mim; toda a mobília da minha casa, isto é, do meu corpo, saiu fora. Toda a imundície, todo o pó é limpo, mas não por uma só vez; tem sempre de se voltar atrás e limpar novamente.

O meu vazio é tão grande, só o Céu o pode encher; só Jesus com todo o seu amor o poderá satisfazer.

O mundo não me enche, nem milhões deles, se os houvesse.

Sinto-me como que a querer fugir da Terra, a aborrecê-la, e odiá-la; não me pertence, quero desaparecer dela.

Ando como se fosse um sopro a vaguear nos ares. Quero ir para Jesus, encher este vazio.»

(Sentimentos da Alma; 28/03/1947)

Duas Naturezas

Duas naturezas implica a existência de uma união; são unidas mas não misturadas. Os elementos unidos são a natureza humana e a Divina. Alexandrina sente essas duas naturezas, a Divina e a humana, cujas não sabia expressar-se concretamente.

 

 

«Sinto em mim, não sei dizer, não sei se me exprimo bem, duas naturezas: uma viva, outra morta. A morta é esta massa de sangue, e foi a crueldade do mundo que a causou. A que vive é imortal, resiste a tudo, é uma vida superior; por mais que o mundo empregue as maiores crueldades e maldades, nunca lhe tirará a vida, nunca a fará desaparecer. Mas, ó meu Deus, que luta dentro de mim. Esta vida opõe-se contra tantas maldades, não aceita esta morte tão cruel do corpo, e prepara-se para a chamar e pedir rigorosas contas. Eu olho para esta morte, para este corpo desfeito em lepra, para esta massa em sangue e revolto-me contra mim mesma, não posso ver-me. Fui eu e só eu a causadora de tanto mal.»

(Sentimentos da Alma; 21/03/1947)

 

 

«Sabes sofrer. Tudo se aproveita, confia. Lá no Céu verás. A tua pobre natureza geme, mas a alma está forte. Tu não tens lugar para mais dor e não podes com mais dor, porque Eu não posso com mais ofensas e não tenho lugar para mais. Tudo atingiu o seu auge. Quando, o que será do mundo!...»

(Sentimentos da Alma; 27/05/1955)

Noites Escuras

A noite escura da fé é o sentir que não se crê em Deus e muitas dúvidas sobre a fé. A "noite escura da alma" é metáfora de uma experiência mística que envolve paradoxo, porque essa experiência é iluminativa e, no entanto, obscurece a consciência e acarreta sofrimento. A Alexandrina viveu a noite da fé oferecendo esse sofrimento em salvação das almas que não acreditavam em Jesus Cristo.

 

Diz Alexandrina      

 

«Não tenho luz nenhuma no meio de tão desastrosa tempestade. Sei que o fim de todo o meu sofrer é Jesus, só Jesus, mas não sou capaz de O encontrar para O possuir com a ansiedade que a minha alma tem d’Ele.»

(Cartas ao Padre Pasquale; 10/09/1947)

 

 

«Como oferecer tanta coisa na inutilidade, nas trevas e na morte e sobretudo sem fé? Meu Deus, que horror! Não posso falar mais. Vou dizer as palavras do meu Jesus. A repetir o meu creio com frequência parecia-me que era um cilindro que constantemente misturava a massa na Terra e do Céu.

“Mas como? Ele existe Céu? Haverá eternidade?! Creio Jesus, creio, e que este meu creio seja eterno.”

Fui lutando, lutando, nesta luta inexplicável até que veio Jesus e gritou-me fortemente, mas com doçura,

“Avante, heroína forte, heroína incomparável. Avante nas tuas trevas, porque elas vão dar luz. Avante na tua morte, porque ela vai dar vidas. Avante na tua inutilidade, porque tudo, tudo se aproveita, tudo se torna útil para a ressurreição das almas. Avante no teu amor único, desinteressado da glória do Céu a sofreres o martírio que atingiu o seu auge, louca por Meu amor, louca por amor das almas. Avante esposa e vítima predileta do Rei do Céu e da Terra, do esposo Jesus. Coragem, coragem!»

(Sentimentos da Alma; 01/07/1955)

 

 

«Ai, meu Deus, falar da alma, falar daquilo que tantas vezes me parece não ter. Quantas vezes uma voz me grita. É ela e o corpo também. Agarra-te, agarra-te, mas nem um, nem outro encontram o que se agarrar. Agarra-te, agarra-te às trevas, à ignorância, à inutilidade, à morte. É o que eu tenho, é o que encontro em mim. Gritar, gritar bem alto ao Céu, ao Céu que não há, à eternidade que não existe. Ó meu Deus, é inútil todo o meu bradar. Estou numa grande agonia. Eu quero, se Jesus o quer, estar aqui, para a Sua glória e para a salvação das almas, não para a ruína das almas. Oh, meu Deus, meu Deus, em que embaraço eu estou! [...]

Só depois de muito esforço, depois de muita luta é que eu fui solta e então no íntimo do coração não tinha outra coisa, senão creio, Jesus, creio. Ele veio ao abismo sem fim das minhas trevas e disse-me:

“Avante, avante, coragem! Avante, levanta-te, agarra-te a Mim, Minha filha, vem, vem, sou o teu Jesus. Esse teu agarrar sem teres o quê, é fervoroso, bem Eu sei, mas olha, Minha filha, tu não te agarras a nada e cais no abismo. As almas agarram-se a ti e saem do abismo da perdição em que estão mergulhadas.”»

(Sentimentos da Alma; 13/05/1955)

 

 

Jesus confirma a redenção obtida a partir do sofrimento de Alexandrina

 

«Repete o teu creio sem fé. Diz-Me que Me amas sem sentires amor. Acredita no Céu, porque ele existe e em breve é teu. Acredita na eternidade, sem em nada acreditares, sem o sentimento de que acreditas. Tudo é reparação para o mundo criminoso em agonia, para o mundo que é teu.»

(Sentimentos da Alma; 20/05/1955)

 

 

«Na minha luta continua sem fé e a afirmar-Lhe a minha fé, sem amor e a afirmar-Lhe o meu amor, no meu creio repetido, Ele chamou-me:

“Minha filha, coragem, coragem, esposa predileta do Meu Divino Coração. Eu não vim agora. Eu sempre estou neste tabernáculo de delícias. Sempre estou contigo. Chama por Mim, tu que Me possuas, para que venham a Mim todos os que Me perderam. Chama por Mim. Brada com toda a tua fé por aqueles que não têm fé. Que vida, que vida reparadora é a tua, Minha filha.”»

(Sentimentos da Alma; 27/05/1955)

 

 

«Minha filha, Minha filha, tu és a alegria do Paraíso. Coragem! Coragem! Levanta-te. Repete o teu creio sem fé. Diz-Me que Me amas sem amor. Não são os sentimentos de fé e consolação que Me consolam, mas sim essa luta constante no auge da dor. É a última fase, tremenda fase. O auge do sofrimento a enfrentar com o auge do pecado e do crime. O mundo peca, o mundo peca. Tem coragem, tu que és luz e farol do mundo. Repara e faz que seja amado o Meu Divino Coração. Sustenta o braço da justiça de Meu Pai que teima cair sobre a Terra.»

(Sentimentos da Alma; 10/06/1955)

Visões Espirituais

As visões espirituais que a Beata Alexandrina tinha eram infundidas por Jesus que predizia que algo podia ou iria acontecer, acrescentando alguma coisa importante nos nossos caminhos. 

 

Depois de ser interrogada pelo seu Diretor Espiritual, Pe. Humberto Pasquale, Alexandrina explica as suas visões:

«“Vejo de três modos diferentes: algumas vezes vejo como quem vê uma imagem, uma pessoa da terra”.

Referindo-se depois ao terceiro e mais alto modo como vê, nota também o modo intermédio com expressões tipicamente características:

“Outras vezes vejo como se tivesse outros olhos, e nem sequer os da alma.”

Assim falando e apontando o coração, acrescentava:

“Não é com isto.”

E tocando na fronte, dizia:

“Nem com isto.”»

(Pe. Humberto Pasquale cit. in Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág. 29; 1.ª edição)

 

 

«Ai! como eu o vejo (o mundo)! Esta luz nada deixa oculto, penetrar no íntimo e faz que eu penetre também.

Ai que miséria nas almas. Oh, que lodo encobre os corpos e alastra toda a humanidade! Que horror, que horror! Ó mundo, como eu te vejo! Quanto mais sobe a torre, mais a luz dá luz, mais o mundo é lama e mais o meu coração se condói da terra. Não posso resistir a esta dor! É tal a compaixão que o prende a este exílio que parece que faísca lume e estende seus raios de amor de cima para baixo. Faz-me lembrar a compaixão de Jesus, a Sua misericórdia, o seu amor infinito. Queria dizer quanto Jesus nos ama, queria mostrar a Sua misericórdia tal qual a vejo, tal qual a sinto. Pobre de mim, que nada digo. E agora para onde caminho? Estou chegada à noite da quinta feira.»

(Sentimentos da Alma; 15/3/45)

 

 

«O meu peito arde, queima-me o coração; que fogo abrasador! O edifício continua dentro em mim, é ele que está em labaredas, é ele que fortemente arde e queima. Sinto de novo que sobre este edifício foi colocado um rochedo mundial. Eu bato nele, rodeio-o por todos os lados, tenho que fazê-lo estremecer.

As labaredas do edifício ardem debaixo e à sua volta. O fogo não se apaga, e o rochedo de um lado e de outro, aqui e acolá, vai-se abrindo, vai descarnando como acha de lenha posta em bocadinhos. Sinto o deslizar das pedrinhas do rochedo. Mas, meu Deus, é com tanto custo! Há tanto que fazer!   Este fogo não pode parar! Este rochedo tem de ser transformado em moledo e em fogo Divino.»

(Sentimentos da Alma; 17/04/1945)

 

 

«Arde o edifício, as labaredas atingiram a altura do rochedo que se vai desfazendo a pouco e pouco. Mas como penetrá-lo todo? Impossível ser todo transformado em chamas, alguns pedaços ficam sem que o fogo os consuma. Sobre o rochedo estou eu, mas não sou eu. Todo ele é regado com as lágrimas que caem dos meus olhos: são lágrimas de dor e de amargura, são lágrimas de compaixão. E não são minhas estas lágrimas, elas saem de mim, mas vêm do alto; rolam nas minhas faces, mas brotam dos olhos de Jesus! Oh, que pena! Tanta dor e tanto amor perdido!»

(Sentimentos da Alma; 19/04/1945)

Visão dos Espinhos

A visão dos espinhos da Beata Alexandrina é uma “figuração simbólica” (Santo Agostinho) de todos os pecados cometidos pela humanidade. Ela sofre com eles e por eles, oferece-se toda aos pecadores para que fiquem salvos.

           

«Na noite de 27 de fevereiro tive uma visão de espinhos que me causou enorme sofrimento e medo. Era um bosque de espinhos, só espinhos à minha frente; era um bosque fechado. Subiam a tanta altura enleados uns nos outros que eu não lhes via o fim. Todos eles pendiam a cair a sobre mim, muito grossos e extensos. Não soube o significado disto, nada compreendi.  O que fiquei a sentir desde então é que estou toda envolta neles. A minha cama é de espinhos, a roupa que me cobre é de espinhos, o que visto são espinhos, eu mesma sou espinhos.

Tudo é dor, tudo é sangue, dor que não me pertence, sangue que não é meu. Estou no meio desse bosque que ele mesmo é sangue, sangue que floresce e dá vida a todos os espinhos. E sobre eles continua a cair sempre a mesma chuva orvalhosa de sangue.

Que espinhos tão reverdecidos! A minha alma sente que deles vão brotar uma nova chuva de botões brancos.»

(Sentimentos da Alma; 27/2/1945)

 

 

«Sinto rolar sobre a terra; rolo, corro o mundo sem parar e é a dor que me obriga. Rasga-se-me o coração, a alma e todo o ser. Sinto que um mundo de feras (pecadores) cai sobre mim; com trombas, como elefantes, penetram no meu corpo, chupam-me todo o meu sangue. Estou esgotadíssima, não tenho mais para lhes dar.

De boa vontade eu mesma lhes abro as veias para eles chuparem. Mas pobre de mim, estou como um rio que secou e só se encontram neles areias espessas e ressequidas.

Ai meu Jesus, que poderei fazer por Vós? Ai o mundo não vê, e eu não tenho luz para lhe dar. Ai de quantas almas têm sede, e eu não posso saciá-las.

Deixai-as meu bom Jesus, fazei que elas entrem todas no Vosso Divino Coração: aí encontram luz, n’Ele podem saciar-se!

De Vós podem receber toda a vida de que necessitam e que eu não tenho para lhes dar!»

(Sentimentos da Alma; 26/02/1945)

 

 

«Neste momento, vi a grande seara, vasta, vasta, loira, loira. Que formosa ela era! Por detrás dela, lá caminhava Jesus, coroado de espinhos, curvado sob o peso da Cruz. Fui logo ao Seu encontro. Ele ia a soluçar.

“Ó Jesus, ó Jesus, não vos quero na Cruz, não Vos quero ver coroado de espinhos e não quero nos Vossos Divinos olhos nem uma só lágrima.

Jesus fitou-me docemente e disse-me:

“Ó Minha filha, e continuas tu na cruz crucificada, cingida de espinhos e a chorares lágrimas? Os espinhos são muitos, são do mundo inteiro. A dor é infinita, porque é Minha!”

“Não me importa, Jesus, sede a minha força.”

Vi tantos espinhos, tantos, tão amontoados e tão agudos! Mas cheia de coragem, disse:

“Fazei que eles caibam na minha cabeça e no meu coração assim como couberam no Vosso; passai-os para mim e amontoai espinhos sobre espinhos.”»

(Sentimentos da Alma;1953)

 

 

«Ele veio. Permitiu que eu O visse com a Sua Sacrossanta Cabeça num só espinho, num só mar de sangue. O Seu Divino Coração rasgado de cima a baixo no mesmo mar de sangue, mas a arder em chamas de amor.

“Quanto sofro, quanto sofro, Minha filha!... Dor e sangue, dor e sangue! Amor, amor sem fim!... Oh! quanto Eu amo a pobre humanidade perdida. Quanto ela te deve, quanto te deve Portugal!»

(Sentimentos da Alma; 15/07/1955)

 

 

«É o coração que fala, não sou eu; é ele que sofre, é ele que sente todas as dores e angustias; está cercado de espinhos e por todas as feridas a sangrar;»

(Sentimentos da Alma; 12/11/1948)

 

 

«Eu sentia a dor de Nosso Senhor no meu coração e o doloroso sofrimento que os espinhos faziam ao serem-lhe espetados. Eu via mesmo os espinhos: eram tantos, tantos! Eram sebes deles. Nosso Senhor estava tão triste, e chorava. Eu disse-lhe:

“Não choreis, Jesus: fazei que os meus sofrimentos desviem do Vosso Divino Coração esses espinhos para o não ferirem nada, nada. Fazei também que os mesmos sofrimentos desta mísera filhinha possam acordar, ressuscitar os pecadores.”»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 30/06/1939)

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4570-017 Balasar PVZ

GPS     41º 24' 17'' N    8º 37' 31'' W

 

Receção da Igreja:

segunda feira a sábado

09h00-12h30 e 14h00-18h00

domingo

09h00 às 12h45 e 14h30 às 19h00 (horário verão)

                                        ou 18h00 (horário inverno)

 

Casa da Alexandrina:

09h00-12h00 e 14h00-19h00