logotipo /imagens/bandeiras/pt.gif   /imagens/bandeiras/gb.gif   /imagens/bandeiras/it.gif   /imagens/bandeiras/es.gif   /imagens/bandeiras/fr.gif
  
Slideshow Image 1 Slideshow Image 2 Slideshow Image 3 Slideshow Image 4 Slideshow Image 5 Slideshow Image 6 Slideshow Image 7 Slideshow Image 8
Apresentação
Palavra do Pároco
Palavra de Deus e revelações privadas
Aparições e revelações
Os Santos e a interpretação da Escritura
Balasar
Beata Alexandrina
História de uma Vida
Missão
Mensagem
Espiritualidade
Mística
Colóquios
Êxtases
Orações
Fátima e Balasar
Alexandrina no mundo
Processo | Glorificação
Serviços
Horários Litúrgicos
Pastoral da Mensagem da Beata Alexandrina
Serviços aos Peregrinos
Peregrinos - Estatísticas
Destaques
Capela da Santa Cruz
Cruz de Cristo
História da Capela S. Cruz
Alexandrina e a Santa Cruz
Fundação
Protocolo
Logótipo
Corpos Gerentes
Arquivo
Notícias
Temas de Reflexão
Meditar e Rezar com a Beata Alexandrina

Cireneus

Tal como Simão de Cirene ajudou Jesus a carregar a cruz, também a Beata Alexandrina teve sempre consigo três “cireneus”: Deolinda, Dr. Dias de Azevedo e a Prof. Çãozinha. Eles ajudaram-na no percurso do seu sofrimento até ao Calvário, até à hora da sua partida para o Paraíso.

 

Çãozinha, Deolinda, Dr. Dias de Azevedo e Alexandrina

      

No êxtase do dia 2 de maio de 1942, primeiro sábado do mês, Jesus refere-se Dr. Dias de Azevedo, à Deolinda e à Çãozinha:

Jesus: «Diz, diz Minha filha ao Sr. Dr. que o prémio que no Céu lhe está preparado é o maior que se pode dar à medicina. O Coração de Jesus está radiante com ele por todo o cuidado e esmero que tem tido com a crucificada de Jesus. Ele sentirá na Terra a contínua proteção da salvadora da Humanidade. Diz, diz, Minha filha, à tua irmãzinha, à tua Çãozinha que estão ao abrigo de Jesus guardadas para sempre no Seu Divino Coração. Jesus será o prémio, a recompensa de todos os que sofrem com a sua benjamina. Jesus é tudo para as almas que o amam e que por ela são amados.

Alexandrina: Obrigada, obrigada, meu Jesus, recompensai a todos por mim, pagai-lhes com o Vosso Divino amor e permiti que eu lá do Céu a todos conforte e a todos assista em suas necessidades.»

(Êxtases; 02/05/1942)

 

 

No ano seguinte:

Jesus: «Diz ao teu Paizinho que Jesus te escolheu, diz ao teu médico que Jesus te confiou, diz à tua irmãzinha que te acompanha nas tuas dores, diz a todos que te ajudam a subir o doloroso calvário, que serão para eles as primeiras bençãos, as primeiras graças, tudo o que e do Céu.»

(Êxtases; 05/06/1943)

Deolinda, a irmã de Alexandrina

Deolinda Maria da Costa nasceu a 21 de outubro de 1900 em Balasar e morreu na mesma terra a 6 de dezembro de 1982, com 82 anos de idade. Deolinda era irmã de Alexandrina, sendo quatro anos mais velha.

Ambas viveram sempre juntas. Desde o início da doença de Alexandrina até à sua morte, Deolinda cuidou da sua irmã com muita dedicação, generosidade, paciência e amor:

 

 

Escreve o Pe. Humberto Pasquale:

«Sem dúvida, na educação da Alexandrina teve papel preponderante a irmã Deolinda, que, pela sua maior idade, pelo seu temperamento, e pelo afeto terníssimo que lhe dedicava, teve sempre nas mãos o coração da irmãzinha.»

(Pe. Humberto Pasquale cit. in Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág. 7; 1.ª edição)

 

Pertenceu às Filhas de Maria e tornou-se Cooperadora Salesiana (leigos comprometidos com a missão salesiana de serviço aos jovens) em 1944.

 

 

Pe. Humberto Pasquale (2.º diretor espiritual de Alexandrina) e Deolinda

 

 

 

INFÂNCIA E JUVENTUDE

 

Ainda na infância, Alexandrina podia contar sempre com a presença amiga e atenciosa da irmã Deolinda. São vários os episódios relatados do amor recíproco entre ambas, assim como as suas aventuras:

 

 

Alexandrina: «Uma vez fui visitar a minha madrinha e tive de atravessar o rio Este, que levava grande corrente, chegando a abalar umas pedras que serviam de passadiço; e, sem reparar no perigo a que me expus, atravessei a corrente por essas pedras e a água ia-me levando. Foi milagrosamente que escapei à morte, bem como minha irmã que me acompanhava.»

(Autobiografia; pág. 4)

 

 

Alexandrina: «Depois de umas férias, ia para a Póvoa, eu e a minha irmã; tínhamos quem nos acompanhasse, mas só depois de atravessarmos a freguesia. Íamos pelo caminho de ferro e avistámos ao longe dois guardas-republicanos. Tivemos medo deles e refugiámo-nos na volta de um caminho. Como minha irmã levasse um cestinho com linho, eles imaginaram que ela levava fósforos (espera-galegos) – proibidos naquele tempo – e perseguiram-nos. Nós fugimos e gritámos muito. Aos nossos gritos acudiram várias pessoas. Já estavam para fazer fogo quando compreenderam que não éramos portadoras de tal contrabando. Felizmente desta vez escapámos à morte.»

(Autobiografia; pág. 4)

 

 

Alexandrina: «Era muito amiga da minha irmã, mas, quando me zangava com ela, atirava-lhe com o que tivesse à mão. Lembro-me de fazer isso pelo menos duas vezes. Quero que o meu génio não fique encoberto. Também gostava de lhe fazer partidinhas e, quando me levantava primeiro do que ela, punha-lhe à porta do quarto paus a impedir-lhe a passagem para ela cair, quando por ali passasse. Era mesmo como quem lhe chamava preguiçosa. Fazia várias partidas deste género.»

(Autobiografia; pág. 5)

 

 

Alexandrina: «Em janeiro de 1911, fui com minha irmã Deolinda para a Póvoa de Varzim, para frequentarmos a escola.

[...] Passados dezoito meses como minha irmã fizesse exame, viemos embora. Minha mãe queria que eu con­tinuasse a estudar, mas sozinha não quis ficar; fiquei a saber pouco. Voltámos ao lugar onde nascemos (Gresufes) e aí estivemos quatro meses; depois fomos para perto da igreja, numa casa de minha mãe (Calvário).»

(Autobiografia; pág. 4 e 5)

 

 

Alexandrina: «Minha irmã, com os seus 12 anos, principiou a aprender a costurar. Uma das primeiras peças de vestuário que fez foi uma camisa para mim. A camisa era muito larga e com um talho como se fosse para um rapaz. Eu, apesar de ter os meus nove anos, escarneci da obra e da costureira. Peguei nela, vestia por cima da roupa que trazia e vim assim até à nossa casa. Minha irmã, às gargalhadas, ia dizendo:

“Ó Alexandrina, tira a camisa, que é uma vergonha!...”

Eu não me importei; vim assim e também me ria à vontade.»

(Autobiografia – Apêndice)

 

 

Alexandrina: «Foi aos nove anos que fiz pela primeira vez a minha Confissão geral e foi com o Sr. Pe. Manuel das Chagas. Fomos, a Deolinda, eu e a minha prima Olívia, a Gondifelos, onde Sua Reverência se encontrava, e lá nos confessámos todas três. Levámos merenda e ficámos para arde, à espera do sermão»

(Autobiografia; pág. 9)

 

 

Alexandrina: «Entre os meus 17-18 anos, eu e a minha irmã partimos daqui para irmos a Aldreu, com o fim de fazermos flores artificiais por conta das zeladoras e a pedido do pároco. Eu já andava doente. Fui para ajudar a Deolinda e virmos embora mais depressa. Hospedámo-nos na residência do Pároco. Dois rapazes dos lados de Viana foram lá e queriam namorar com a Deolinda, mesmo nas vésperas de virmos embora. Pediram ao pároco para jogarmos as cartas. Pusemo-nos à lareira e o jogo passou-se em conversa. O pároco, quando nos viu, dirigiu-se aos rapazes assim:

“Ai, ai! Então estou aqui há quatro anos e nunca vieram cá jogar e hoje vieram?”»

(Autobiografia – apêndice)

 

 

 

DEOLINDA E A VIDA ÍNTIMA DE ALEXANDRINA

 

Em 1925, Alexandrina acama.

Alexandrina: «Cheguei a fazer algumas promessas para ser curada [...] Minha mãe, irmã e primas fizeram também grandes promessas.»

(Autobiografia; pág. 17)

 

 

Durante os anos de sofrimento de Alexandrina, Deolinda socorria a irmã nas suas necessidades físicas e afetivas. Deolinda trabalhava em casa como costureira para assim poder estar perto da irmã e assisti-la quando necessário:

Alexandrina: «A partir desta ocasião, comecei a ter por enfermeira minha irmã, porque minha mãe ocupava-se em serviços do campo e minha irmã costurava. Tive momentos de desânimo, mas nunca desespero. Nada no mundo me prendia, só tinha saudades do meu jardinzinho, porque amava muito as flores. Algumas vezes fui vê-lo, matar essas saudades, ao colo de minha irmã.»

(Autobiografia; pág. 17)

 

 

Deolinda procurava ter uma vida cristã ativa e, num retiro para as Filhas de Maria, tomou como seu diretor espiritual, o Pe. Mariano Pinho, sacerdote jesuíta, que algum tempo depois, se tornou o 1º diretor espiritual de Alexandrina.

 

 

Por volta de 1933, a família Costa começa a passar sérias dificuldades económicas:

Alexandrina: «Tudo que me ofereciam para comer cedia à minha irmã, porque nessa altura ela encontrava-se bastante doente. Eu pensava assim: já que não tenho cura, que ao menos ela possa melhorar.»

(Autobiografia; pág. 31)

 

 

Alexandrina: «Ó Jesus, não Vos peço honras, grandezas, nem riquezas, mas peço-Vos que nos deixeis a nossa casinha, para que minha mãe e irmã tenham onde viver até ao fim da vida, para que minha irmã tenha onde colher as florinhas para compor o Vosso altar na igreja, aos sábados.»

(Autobiografia; pág. 31)

 

Deolinda (irmã de Alexandrina), Maria Ana (mãe de Alexandrina) e Alexandrina

 

 

Nas suas florinhas de Maio do ano de 1936 – intenções – Alexandrina oferece os seus sofrimentos pela sua irmã:

«13 – Por amor de Jesus e de Maria Santíssima, sofrerei tudo neste dia pela minha irmã, para que ela seja muito santa.»

(Autobiografia; pág. 37)

 

 

Aquando da primeira morte mística de Alexandrina:

Alexandrina: «Aproximavam-se de mim a Deolinda e a Çãozinha, únicas pessoas que sabiam do caso, e diziam:

“Não falas para nós? Não te ris?”

Eu respondia-lhes:

“Retirai-vos de mim! Já não sou a mesma! Jamais me vereis rir; não haverá sol que me alumie!” – e chorava. Debaixo da maior dor e amargura, falava-lhes de tal forma que elas não tinham mais que me dizer.»

(Autobiografia; pág. 40)

 

 

Alexandrina: «Ai, meu Padre, parece que tudo isto que estou a dizer-lhe é mentira! Ai, tantas dúvidas!... Ai, ai os medos de toda a Paixão! Já disse à Deolinda: do modo que sinto o coração, é preciso um milagre para eu resistir. Jesus seja comigo! Não digo mais nada, que não posso.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 07/04/1939)

 

 

Por ocasião do primeiro exame da Santa Sé:

Alexandrina: «“Que hei-de eu dizer-lhe?” Não sabia que era preciso estes exames para casos destes. Minha irmã animou-me e disse-me:

 “Dirás o que Nosso Senhor te inspirar”.»

(Autobiografia; pág. 46)

 

 

Uma das condições que Alexandrina colocou para aceitar ser observada no hospital “Refúgio da Paralisia Infantil”, na Foz do Douro (para provar o seu jejum e anúria) foi a Deolinda acompanhá-la sempre. No entanto, Alexandrina conta-nos:

«À minha irmã mandaram-na para outro quarto, contra o que eu tinha pedido, pois este era um dos maiores sacrifícios que podíamos fazer, tanto uma como a outra. Como havia eu de passar sem ela, que me dava todas as voltas precisas e me ajudava com as suas carinhosas palavras a levar este doloroso calvário?...»

(Autobiografia; pág. 69)

 

Alexandrina: «A Deolinda, que devia por ordem estar apartada do quarto, andava amargurada e pedia:

“Nem ao menos poderei ver a minha irmã à porta do quarto? A minha vista alimentá-la-á, talvez?”

E debruçada sobre a minha cama, chorava inconsolável.»

(Autobiografia; pág. 69)

 

 

Diversas vezes, Deolinda tomou nota do que Alexandrina dizia durante os êxtases, escreveu cartas da irmã e também escreveu parte dos importantes diários espirituais de Alexandrina.

Alexandrina confiava à irmã as revelações de Jesus, as suas alegrias, receios...

 

 

 

ALEXANDRINA FALA A DEOLINDA

 

Pela ocasião do aniversário de Deolinda, Alexandrina escreve-lhe uma carta:

«Minha querida e muito amada irmãzinha: [...]

Não sei por que razão eu senti em mim grandes desejos de te escrever umas linhas. Não é para te dizer que te amo muito, porque tu bem sabes o quanto os nossos corações se amam e sempre têm amado. Não é para te felicitar, porque já o fiz nesta manhã. [...] Mas é, com certeza, para agradecer-te o teu carinho, o teu cuidado, o teu amparo e companhia que me tens feito no meu tão triste e doloroso calvário. Quanto sofremos as duas!... [...]

E tu, minha irmãzinha querida, com que amor extremoso tens rodeado o meu leito durante estes longos anos de martírio! Meu Deus! Tens sido uma prisioneira comigo, sendo a minha companheira extremosa quase de todos os dias, quase de toda a vida de sofrimento. [...]

Mas não te aflijas, porque eu lá do Céu, vou ser muito tua amiga. [...]

E agora, por último? Muita coragem! O Céu, pela graça de Deus, é para nós. Lá, havemos de amar muito, mas muito, a Jesus e à Mãezinha.

Muitos beijinhos de parabéns da tua pobre irmã

                                                           Alexandrina Maria da Costa»

 

(Carta a Deolinda – Carta a Diversos vol.II; 21/10/1948)

 

 

Alexandrina consagra a irmã no último ano da sua vida terrena:

«Hoje foi um dia de lágrimas para mim; lágrimas de alegria e de paz. Ofereci-as a Jesus Sacramentado como atos de amor. No meio destas lágrimas, agonia e angústia, fiz o que gostaria de fazer no dia da minha morte. Consagrei a minha querida irmã aos Corações Divinos de Jesus e de Maria. Pedi-lhes que não a levassem à minha frente, que deixasse para depois este anjo que me confiaram. Pedi Lhes que fossem Eles a consolá-la depois da minha morte, porque só n’Eles poderia esperar e só Eles a compreenderiam.»

(Sentimentos da Alma; 15/07/1955)

 

No dia anterior à sua morte, fala assim à Deolinda:

«Deolinda, perdoa-me. Foste uma sacrificada por mim. Agradeço-te tudo o que fizeste por mim.»

 (Sentimentos da Alma; 12/10/1955)

 

 

Deolinda vivendo sempre ao lado de Alexandrina e conhecendo bem a sua vida espiritual, expressa a sua fé e encantamento. Escreve a Alexandrina:

«Assim ia passando as horas unida a Jesus Sacramentado e a toda a SSma Trindade. Sentia-me feliz na minha dor. De repente, sem eu nisso pensar, desceram sobre a minha cama duas alas de anjinhos muito lindos batendo as asas. À frente abriu-se, como que se fosse a abóbada do Céu; que lindo! Que lindo! Uma pomba branca nas maiores alturas deixava cair muitos e muitos raios de luz. Num trono, mais abaixo estava Jesus sustentando na mão uma grande cruz. Ele era belo e bela era a cruz. Era cruz de redenção. A seu lado estava a Mãezinha sentada como Rainha. À volta, um grande número de pessoas vestidas de vestes diferentes. Que beleza era tudo isto!

Ao contar estas coisas a minha irmã, disse: vale a pena sofrer tudo isto, dores, suores e angustias da alma para gozar embora em rápidos momentos coisas tão belas! Que riqueza é o Céu! Se todos os conhecessem! Não ofendiam a Jesus ao menos com o desejo de irem gozar o Céu!»

(Êxtases; de 31 para 31/12/1942)

Dr. Dias de Azevedo

Manuel Augusto Dias de Azevedo nasceu a 21 de setembro de 1894 e faleceu a 20 de dezembro de 1971, com 77 anos. Era natural de Ribeirão, Vila Nova de Famalicão. 

O Dr. Dias de Azevedo, como era conhecido, foi médico de Alexandrina sendo também um verdadeiro amigo e defensor da veracidade da vida espiritual de Alexandrina.

O Dr. Dias de Azevedo estudou nos Seminários de Braga onde tirou Teologia. Não sentido vocação para sacerdote, tornou-se professor onde lecionou no Colégio de Ermesinde. Fazia apostolado e atividades de animação religiosa. Mais tarde, enquanto lecionava, tirou o curso de Medicina, no Porto. Em 1924, apesar de convites profissionais promissores, voltou à sua terra para exercer a medicina.

 

Este médico teve 14 filhos. No entanto, apesar dos encargos familiares, dedicava dois dias por semana para acolher os mais carenciados, sem nada cobrar. Fundou várias instituições de prevenção social, participou como orador em vários encontros religiosos de grande visibilidade. Foi um médico dedicado e reconhecido e um homem socialmente ativo.

 

 

 

DR DIAS DE AZEVEDO E ALEXANDRINA

 

Dotado de conhecimentos médicos e religiosos, o Dr. Dias de Azevedo foi preparado providencialmente para um papel importantíssimo na vida de Alexandrina. Conheceu-a 1941 e, impressionado com tudo o que viu e ouviu, decide tornar-se o seu médico pessoal durante 14 anos. Fez questão de estudar a fundo a doença de Alexandrina (origem da paralisia) e os fenómenos físicos de que participava (jejum, êxtases, etc).

Assistiu a muitas Paixões e êxtases de Alexandrina, fazendo muitas anotações. 

 

Uma vez que a vida de Alexandrina esteve envolta em polémica, o Dr. Dias de Azevedo escreveu vários artigos para jornais e revistas da época repondo a verdade dos factos. Com o objetivo de contribuir para a Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria (pedido de Jesus a Alexandrina em 1935), o Dr. Dias de Azevedo escreveu ao Santo Padre Pio XII. Escreveu também 17 cartas ao Arcebispo Primaz, 5 ao Cardeal Cerejeira, 5 ao Provincial dos Jesuítas entre outras autoridades.

O Dr. Dias de Azevedo teve uma visão futurista que, atualmente, nos ajuda a conhecer os fatos científicos sobre a vida da Alexandrina. Depois da sua morte, fundou o “Boletim da Alexandrina” com o objetivo de difundir sua vida e Mensagem.

 

Alexandrina e o seu médico Dr. Dias de Azevedo

 

 

Em 1943, um ano depois de Alexandrina ter começado o seu jejum e anúria completo, será levada ao hospital “Refúgio da Paralisia Infantil”, na Foz do Douro, para ser rigorosamente observada. Esta preocupação científica partiu do Dr. Dias de Azevedo para que, deste modo, ficasse comprovado para todos, cientificamente, o seu jejum, iniciado em 1942 até à sua morte.

 

 

Falava o seu médico pessoal – Dr. Dias de Azevedo – a uma das vigias:

«Esta doente veio para aqui para ser observado o seu jejum e nada mais. Creio que o Sr. Dr. Gomes de Araújo cumprirá com as condições. Não consinto que se lhe dê uma injeção ou outro medicamento, a não ser que ela o peça. E as senhoras verão que, passada esta crise, as olheiras desaparecerão, as cores voltam, o pulso volta ao seu normal. Não digo mesmo ao seu normal, talvez devido aos ares do mar... O que lhes afianço é uma coisa: que morrerá a senhora, morrerei eu, mas ela cá no Refúgio não morre.»

(Autobiografia; pág. 70)

 

Alexandrina sente a “união da alma” com o seu querido médico:

«Sofri imensamente com a viagem do meu médico assistente a Fátima. Esta viagem, pela união da alma, assemelhou-se muito à do meu Pai espiritual para a Baía. Senti à medida que se ia ausentando, assim como quando se vinha aproximando. Não sei a razão; tinha que orar e em todas as coisas lembrava a Jesus e à Mãezinha a sua viagem e dos que o acompanhavam.»

(Sentimentos da Alma; 14/05/1948)

 

 

No véspera da sua morte:

«Às 15 horas, entraram o Pároco, o Confessor, Monsenhor Mendes do Carmo, o Doutor Manuel Augusto Dias de Azevedo, e todos os outros familiares. Puseram-se todos de joelhos. [...]

(Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág. 334; 1.ª edição; 12/10/1955)

 

 

Alexandrina: 

«Ai Jesus, não posso (estar) mais sobre a Terra! Ai Jesus! Ai Jesus! Ai Jesus! A vida, o Céu custa, custa! Sofri tudo nesta vida pelas almas! Esmirrei-me, pilei-me nesta cama até dar o meu sangue pelas almas. Perdoo a todos; perdoo, perdoo. Foram tormentos para meu bem! Ai Jesus, perdoai ao mundo inteiro. Ai, estou tão contente por ir para o Céu! (Sorria-se com os olhos no Céu.) Ai que claridade! Ai, Sr. Dr. Azevedo, que luz! É tudo luz! (Sorria-se.) As trevas, as trevas, tudo desapareceu! Bem dizia o Sr. Dr.!»

Sentimentos da Alma; 12/10/1955

 

 

Escreve o Pe. Humberto Pasquale:

«Sempre a Alexandrina se mostrou muito reconhecida ao seu médico assistente, Dr. Manuel Augusto Dias de Azevedo, a quem, no dia 17 de abril de 1941, escreveu:

“Creia, Sr. Doutor, que o estimo como a um pai ou irmão muito querido.”

E a sua gratidão para com ele mostrou-a de muitas maneiras: com numerosas cartas, cheias de um afeto verdadeiramente filial e de confidências que lhe fazia como se ele fosse o seu diretor espiritual; com a participação nas dores da família; com o facto de aceitar ser madrinha dos seus filhos e com o recebê-los em sua casa para períodos de repouso, etc.”»

(Pasquale, H.; “Eis a Alexandrina”; pág. 214)

 

 

Foi o seu médico que levou a chave do caixão de Alexandrina.

 

Nas Posições e Artigos para o Processo Informativo Diocesano, lê-se:

«Nas coisas espirituais, sendo-lhe possível, preferia aconselhar-se com o diretor espiritual, e, na falta dele, com o confessor ou o seu virtuoso médico.»

(Calovi, Pe. Heitor; “A serva de Deus Alexandrina Maria da Costa;

“Posições e Artigos para o Processo Informativo Diocesano"; art. 59)

 

 

Algumas palavras do Pe. Mariano Pinho, primeiro diretor espiritual de Alexandrina, acerca do Dr. Dias de Azevedo:

«O Dr. Manuel Augusto de Azevedo – que a Providência trouxe a intervir neste caso, no momento oportuno, e que com toda a competência de clínico notável, de católico fervoroso e conhecedor nada vulgar da Teologia e da Mística (...), assistirá à Alexandrina e a defenderá, competente e incansavelmente, até à morte de todos os seus impugnadores, por lhe parecer que com essa atitude não só defende a causa de uma inocente, mas a causa de Deus...»

(Pe. Mariano Pinho cit. in Pinho, M.; “No Calvário de Balasar”; pág. 193)

 

 

 

JESUS FALA DO "MÉDICO" A ALEXANDRINA

 

Um ano depois de acompanhar Alexandrina como médico assistente e amigo:

«(Jesus) Jesus está louco, louco de alegria com o Sr. Dr., com o santo cuidado com que está a desempenhar tão grande missão. Jesus escolheu-o para velar pela Sua crucificada e as almas a quem mais amo. O Coração Divino de Jesus está superabundante de graças para derramar sobre todas elas.»

(Êxtases; 06/06/1942)

 

 

 

Jesus:

«Filhinha, diz ao teu médico, afirma-lhe que ele vai ficar no Céu ao lado da sua esposa rodeado de todos os seus filhos como de um coro de anjos; é o prémio da fidelidade dele à Minha graça.»

(Êxtases; 03/04/1943)

 

 

Alexandrina rodeada pelo Dr. Dias de Azevedo, a sua esposa e os seus filhos

 

 

Em 1943, um ano depois de Alexandrina ter começado o seu jejum e anúria completo, será levada ao hospital “Refúgio da Paralisia Infantil”, na Foz do Douro, para ser rigorosamente observada.

Alexandrina permaneceu no hospital 40 dias (10 de junho de 1943 a 20 de julho de 1943).

Eis o que Jesus diz a Alexandrina, no mês anterior à sua ida para o hospital:

Jesus:

«Diz, Minha filhinha, diz ao teu médico que foi o preferido a desempenhar tão nobre missão; que quero que a desempenhe fortemente mostrando-se diante dos médicos e ao mundo como soldado forte que nada teme. Ele que seja o guerreiro da causa de Jesus. Quero que ande para a frente, que venham os médicos junto de ti, mas que venham com toda a prudência.»

(Êxtases; 01/05/1943)

 

 

«(Jesus) Diz, Minha Filha, ao Meu e teu queridíssimo médico que lhe dou o Meu profundo agradecimento, pelo seu ato de fortaleza, sem respeito humano para a Minha Divina causa. Foi grande a consolação que Me deu pela luz que levou a muitos corações. Como prémio desse ato heroico dou-lhe todas as Minhas bênçãos e graças para ele e para os seus; e prometo-lhe a fidelidade à graça e guiá-lo em todos os seus passos; prometo-lhe a perseverança final e toda a luz do Espírito Santo.»

(Sentimentos da Alma, 06/12/1947)

 

 

Jesus

«Diz, diz ao teu médico que o tenho no Meu Divino Coração, como joia do mais elevado valor. Diz-lhe que o amo tanto, tanto, que as cadeias do Meu amor o prendem, dia a dia, mais e mais ao Meu. Diz-lhe que o cadinho da dor é para purificar a sua alma; que é o cadinho que purifica o ouro das suas virtudes. [...] Dá-lhe todo o Meu Amor Divino.»

(Sentimentos da Alma; 01/11/1952)

 

 

Jesus:

«É com os laços mais firmes e do mais puro amor que Jesus enleia ao Seu Divino Coração e dá Sua S.ma Mãe, a Sua louquinha de amor, a vítima de maior imolação, a maior alegria e glória do Altíssimo que tem e poderá ter na Terra. É com os mesmos laços de amor que Jesus prende aos mesmos Divinos Corações o Pai espiritual da sua benjamina, o médico e almas amadas que por ela se sacrificam. As predileções da heroína do Calvário são as predileções de Jesus.»

(Êxtases; 15/08/1942)

 

 

Jesus:

«Ó filha amada, é filha querida vais receber de Jesus todas as graças, todo o amor que lhe pedires. Vais dar o prémio, vais dar amor aos que te são queridos. Vais dar o prémio, vais dar amor e todas as graças de Jesus ao teu médico e a todos os seus. Jesus é riquíssimo e rica faz a Sua esposa. Ela vai velar no Céu por aqueles que na Terra tanto cuidam dela. Ela vai ser a joia riquíssima, o cadinho que limpa os pecadores. Os pecadores enriquecem-se e salvam-se com a amada de Jesus.»

 (Êxtases; 02/01/1943)

 

 

Jesus:

«Minha filha, todas as Minhas graças e todo o Meu amor se estendem sobre o cireneu que te auxilia e sobre todos os seus descendentes até ao fim e sobre o teu Paizinho aqui presente a teu lado e sobre as almas que mais de perto te tratam e com o Meu amor te acariciam suavizando a tua dor.»

(Êxtases; 27/03/1942)

 

 

Jesus:

«Diz ao teu médico como é grande a consolação que Eu recebo por um ato de humildade, que se apresse mais uma vez a consolar-Me; que peça, em Meu nome, ao vosso Prelado, para que seja estudada em ti a Minha Divina causa. Depressa, depressa a acudir às almas.»

(Sentimentos da Alma; 05/09/1949)

Çãozinha

Maria da Conceição Leite Reis Proença, conhecido carinhosamente como Çãozinha, foi uma grande amiga de Alexandrina, desde os tempos de infância até à sua morte. A Çãozinha nasceu em Balasar no dia 23 de outubro de 1904 e faleceu na mesma terra a 11 de dezembro de 1984, com 80 anos de idade. Foi batizada no dia 31 de dezembro de 1904. Os seus pais foram António Leite Fernandes Proença e Ana Joaquina da Costa Reis.

 

 

ÇÃOZINHA E ALEXANDRINA

 

Alexandrina e Çãozinha, nascidas no mesmo ano, brincaram juntas e frequentaram o mesmo ano catequético. Desde cedo, criou-se um laço de amizade forte entre as duas. Çãozinha vivia em Braga na época escolar mas não deixava de visitar a sua amiga quando regressava a Balasar, nas férias escolares.

 

 

Mais tarde, tornou-se professora na escola primária de Balasar e, deste modo, dedicava parte do seu tempo a visitar e a cuidar de Alexandrina. Para além de Deolinda (irmã de Alexandrina) também Çãozinha escreveu muitas páginas do Diário e cartas que Alexandrina ditava, e registou o que ela dizia durante alguns dos seus êxtases, como consta nas Posições e Artigos para o Processo Informativo Diocesano:

«Por força das circunstâncias — a dificuldade que encontrava em escrever e a progressiva paralisia dos braços — a irmã Deolinda tornou-se, apesar da grande relutância da Alexandrina, a confidente e a ponte para comunicar por escrito com o diretor espiritual, sendo nisto ajudada, amiudadas vezes, pela professora da terra e amiga íntima, D. Maria da Conceição Leite Reis Proença (Çãozinha)...»

 (Calovi, Pe. Heitor; “A serva de Deus Alexandrina Maria da Costa;

“Posições e Artigos para o Processo Informativo Diocesano"; art. 17)

 

 

Conta a professora:

 

«Centenas de vezes fui encarregada de responder a cartas que lhe escreviam. Quando me encontrava perante algum caso mais delicado, recorria à Alexandrina e perguntava-lhe como havia de responder. E ela, prontamente, indicava-me de que maneira se havia de dar a resposta. Eu procurava reproduzir o melhor possível e, por vezes, duvidando se teria traduzido bem o seu pensamento, trazia-lhe a carta e lia-lha. Se, por acaso, a resposta não fosse como ela entendia, mandava-me rasgar a carta e ditava-ma novamente.»

(Çãozinha cit. in Pasquale, H.; “Eis a Alexandrina”; pág. 282)

              

 

 

Çãozinha foi a principal secretária de Alexandrina mas também uma companheira das suas alegrias e sofrimentos. Esteve presente em momentos importantíssimos de Alexandrina e, a par da irmã de Alexandrina, Deolinda, conhecia bem a vida íntima de Alexandrina.

 

 

Çãozinha contribuiu para o Processo Diocesano de Alexandrina como testemunha perante o Tribunal Eclesiástico de Braga, referindo a vida e as virtudes heroicas da sua querida amiga.

 

 

Eis um excerto da resposta de Alexandrina a uma carta enviada pela Çãozinha:

«Minha boa irmãzinha:

Sim, minha boa irmãzinha, porque primeiro usas de grande caridade de assim tratar a mais indigna das filhas de Nosso Senhor. [...]

Diz-me na sua carta que vem aprender comigo a ciência da cruz. O que lhe hei-de eu ensinar? E a quem vou eu ensinar? Eu que tanto preciso de aprender!»

(Carta a Çãozinha – Carta a Diversos vol. II, 1934)

 

 

Num êxtase, Jesus fala da Çãozinha a Alexandrina:

Jesus:

«Diz, diz, Minha filha, à tua irmãzinha, à tua Çãozinha que estão ao abrigo de Jesus guardadas para sempre no Seu Divino Coração. Jesus será o prémio, a recompensa de todos os que sofrem com a sua benjamina. Jesus é tudo para as almas que o amam e que por ela são amados.»

(Êxtases; 02/05/1942)

 

Na véspera da morte de Alexandrina, foi a professora quem anotou tudo o que ia sucedendo. Alexandrina diz-lhe:

«Para ti, Çãozinha, a minha eterna gratidão que bem o mereces.»

(Diário Espiritual; 12/10/1955)

Destaques
/imagens/destaques/rsz_anopastoral2016_17.jpg
Agenda
2016-2017
Ano Mariano - Fé Contemplada
3 de dezembro 2017
Caminhada do Advento
Localização

Ver mapa maior
ContactosMoradaHorários

Tel. Igreja: (00351) 252 951 601

Tel. Fundação: (00351) 252 951 264 

Tlm Fundação: (000351) 963 649 183

E-mail: fundacao@alexandrinadebalasar.com

Rua Alexandrina Maria da Costa, 21

4570-017 Balasar PVZ

GPS     41º 24' 17'' N    8º 37' 31'' W

Receção da Igreja:

segunda feira a sábado

09h00-12h30 e 14h00-18h00

domingo

09h00 às 12h45 e 14h30 às 18h00 

                                      

Casa da Alexandrina:

Inverno

09h00-12h00 e 14h00-18h00

Verão

Semana - 09h00 às 12h00 e 14h00 às 19h00

Domingo e Dia Santo - 08h00 às 19h00