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Processo da Beata Alexandrina

História da Causa

Após a morte de Alexandrina, a afluência de peregrinos a Balasar continou, e em grande número.

Era comum ouvir chamar Alexandrina de “Santinha de Balasar”, a “mãe dos pobres”, “a doentinha de Balasar”. Estas designações expressavam a confiança na santidade de Alexandrina por parte do povo.

 

 

1965 – D. Francisco Maria da Silva – Arcebispo de Braga – propõe a abertura da Causa de beatificação de Alexandrina Maria da Costa.

O Arcebispo de Braga – D. Francisco Maria da Silva - procurou a opinião dos Bispos reunidos em Fátima, sobre a abertura do Processo Informativo sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Alexandrina Maria da Costa.

À resposta afirmativa, em 1965, D. Francisco convidou o Pe. Humberto Pasquale, S.D.B., segundo diretor de Alexandrina, a dar início ao Processo. Já em 1964, o Pe. Heitor Calovi, também salesiano, tinha sido nomeado Postulador da Causa.

Durante quatro meses, o Pe. Humberto Pasquale e o Pe. Heitor Calovi, S.D.B., convidados para o efeito pelo mesmo Arcebispo, estiveram em Balasar e elaboraram o livro dos «Artigos» que serviria de base para a instrução do Processo, bem como a lista das principais testemunhas que seriam chamadas a depor.

 

 

1967 – O Processo diocesano é aberto oficialmente.

O Processo diocesano inicia-se oficialmente a 14 de janeiro de 1967. Entretanto, o Tribunal eclesiástico de Braga começa a interrogar as testemunhas do processo – 48 testemunhas – familiares, amigos e pessoas com ligação à vida de Alexandrina.  

Os trabalhos do Tribunal prolongaram-se durante 5 anos, até março de 1972, tendo sido recolhidos os depoimentos de 46 testemunhas. Entretanto, foram reunidos e copiados à máquina todos os escritos da Alexandrina, resultando num volume de mais de 4000 páginas. Toda essa documentação foi enviada para Roma, juntamente com as atas do Processo, logo a seguir ao seu encerramento é entregue na Congregação para as Causas dos Santos.

 

Abertura do Processo diocesano (Braga, 1967)

 

 

1973 – O Processo segue para a Congregação para as Causas dos Santos (Santa Sé).

A 10 de abril de 1973, o processo é encerrado contando com a presença do Postulador Geral dos Salesianos – Pe. Carlos Orlando.

Nesse mesmo ano, no dia 21 de maio, a Congregação para as Causas dos Santos dá início ao seu rigoroso trabalho de analisar todos os escritos e testemunhos. Dois peritos em Teologia e Mística para verificaram se tais escritos continham qualquer coisa contrária à Fé. Individualmente, sem saberem um do outro, os dois peritos fizeram o seu trabalho e puseram por escrito o seu parecer, tendo sido entregue em dezembro de 1976.

 

Encerramento do Processo diocesano (Braga, 1973)

 

 

1977 – A Congregação para a Doutrina da Fé concede o Nihil obstat.

A 18 de janeiro de 1977, a Congregação para a Doutrina da Fé concede o Nihil obstat, não reconhecendo erros doutrinais ou morais.

Foi autorizada a abertura da documentação recolhida durante o Processo de Braga e iniciada a elaboração do «Sumário» dos depoimentos e demais provas de apoio. Assim, em 1977, esse instrumento de trabalho para os que deviam debruçar-se sobre a Causa, o «Sumário», redigido em língua italiana e impresso num volume de 505 páginas, estava pronto para ser utilizado.

Um ano depois, a Sagrada Congregação para as Causas dos Santos emana o decreto que aprova os escritos.

Entretanto, promoveu-se a recolha das chamadas «Cartas Postulatórias», redigidas individualmente pelos Bispos de Portugal, e não só, mas também por outras pessoas de notável importância eclesial, como o Reitor Maior dos Salesianos, Pe. Egídio Viganó. Nelas, os signatários pedem ao Santo Padre a glorificação da Serva de Deus, justificando o seu pedido com os mais diversos e ponderosos argumentos.

 

Uma das diversas Cartas Postulatórias, de um Bispo tailandês ao Santo Padre 

 

1980 – É realizado um pedido formal ao Santo Padre.

A 25 de Julho, face a provas recolhidas, a Causa merece ser aceite para ser estudada, sendo então apresentado um pedido formal ao Santo Padre.

Chegou-se assim à chamada «Informação», que seria como que o resumo do Sumário, elaborada pelo Patrono da Causa. Nesse documento de 124 páginas, demonstra-se que, em base às provas recolhidas, ao número e autoridade das pessoas que se dirigiram com tal fim ao Santo Padre, a Causa merece ser aceite para ser estudada e nesse sentido é apresentado um pedido formal ao Santo Padre. A «Informação» tem a data de 25 de Julho de 1980.

Antes, porém, de a Causa ser entregue para o estudo aprofundado de que há-de resultar o reconhecimento da heroicidade das virtudes da Serva de Deus e a sua proclamação a Venerável, toda a documentação é examinada cuidadosamente pelo Promotor Geral da Fé (o vulgarmente chamado «advogado do diabo», porque a sua tarefa é descobrir qualquer falha ou ponto fraco que apareça no Processo).

 

 

1983 – O Promotor Geral da Fé emitiu um parecer positivo acerca da Causa

Normalmente, como resultado desse exame minucioso (chamado com palavra latina «Disquisitio», ou seja «exame», «investigação»), o Promotor Geral da Fé apresenta uma série de dificuldades a que a Postulação da Causa tem de responder de tal forma que tudo fique bem esclarecido. Com a Alexandrina isso não aconteceu. Com efeito, face às provas fornecidas e à força dos argumentos nelas contidos, o Promotor Geral da Fé concluiu o seu estudo emitindo um parecer positivo acerca da Serva de Deus e da maneira como a Causa foi conduzida. A data do documento, de 38 páginas, é de 31 de janeiro de 1983, dia em que a Igreja celebra a Memória de S. João Bosco, o Fundador da Família Salesiana a que a Alexandrina pertence como Cooperadora.

Em 1991 foi apresentado à Congregação para as Causas dos Santos, pelo Relator, um grosso volume chamado «Estudo acerca das Virtudes».

 

 

1996 – Alexandrina é declarada Venerável.

No dia 12 de janeiro de 1996, Alexandrina Maria da Costa é declarada Venerável pela Congregação para as Causas dos Santos: «Consta, no caso presente e para o efeito de que se trata, que a Serva de Deus, Alexandrina Maria da Costa, Virgem secular, Membro da Associação dos Cooperadores S.D.B, praticou, em grau heróico, as virtudes teologais, Fé, Esperança e Caridade, tanto para com Deus como para com o próximo; bem como as virtudes cardeais, Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança e as que lhe são anexas. Mandou que este decreto se torna-se de direito público e ficasse exarado nas actas da Congregação para as Causas dos Santos».

 

"Promulgação de Decretos", 

(L'Osservatore Romano; 20/01/1996)

 

Decreto sobre as Virtudes

DECRETO SOBRE AS VIRTUDES

CONGREGAÇÃO PARA AS CAUSAS DOS SANTOS
Bracarense

Processo de Beatificação e Canonização
da Serva de Deus

ALEXANDRINA MARIA DA COSTA
Virgem secular
Membro da Associação dos Cooperadores de S. João Bosco
(1904-1955)

 

Mas vós sois corpo de Cristo e seus membros” (1 Cor. 12, 27).

Membro vivo de Cristo foi a Alexandrina Maria da Costa, que rece­beu do Senhor a vocação de participar nos sofrimentos da paixão do Senhor Jesus, que se “humilhou a si próprio, feito obediente até à morte e morte de cruz” (Fil. 2, 8). Unida ao Divino Esposo, seguiu-o com amor e por amor se devotou no caminho do calvário pela conversão dos pecadores e pela conversão das almas, desempenhando a sua missão, que lhe fora confiada pelo Céu, de “amar, padecer e expiar”.

A Serva de Deus, segunda filha natural de Ana Maria da Costa, nasceu no dia 30 de Março de 1904, no lugar de Gresufes, na aldeia de Balasar, no território da Arquidiocese de Braga, Portugal, e recebeu o Baptismo no dia 2 de Abril seguinte. A mãe dela, abandonada pelo esposo pouco antes do casamento, suportou com dignidade o peso da família e educou as filhas com fortaleza e diligência segundo as leis de Deus e da Igreja, dando-lhes admiráveis exemplos de oração e de prática de caridade, sobretudo para com os doentes.

Desde a meninice, a Alexandrina sofreu os efeitos de dura pobreza quando a família, perdidos todos os bens, contraíra um grande empréstimo para ajudar um parente necessitado. Frequentou a escola primária durante pouco tempo na cidade da Póvoa de Varzim, onde, com grande alegria, fez a Primeira Comunhão. Depois do regresso à sua aldeia natal, trabalhou nos campos e aprendeu costura. Gozava de óptima saúde, era de espírito alegre, folgazão, afável e vivaz. Dedicava-se à oração com assiduidade, estudava o catecismo, participava nas actividades paro­quiais e empenhava-se na correcção dos seus defeitos. Assistia de boamente doentes e moribundos.

No Sábado Santo do ano de 1918, para defender a virgindade de alguns homens que se tinham infiltrado em sua casa, atirou-se de uma janela abaixo e a partir daí caminhou com dificuldade e com sofrimento. De início, os médicos não conseguiram fazer um diagnóstico acertado, mas mais tarde chegaram à conclusão de que ela sofria de mielite comprimida da medula. Todo o tratamento resultou ineficaz e os sofrimentos foram aumentando de dia para dia, até que no ano de 1925 viu-se obrigada a acamar definitivamente. A paralisia dos membros foi aumentando cada vez mais e por fim a atrofia dos músculos foi tal que a impediram de qualquer movimento.

Nos primeiros anos da doença, como é natural, pediu instantemente a cura, mas foi-lhe concedida a graça de aceitar a vontade de Deus e também desejar sofrer ainda mais. Deste modo o seu leito tornou-se um altar do sacrifício, o seu corpo um templo no qual Deus realizou maravilhas e a alma transformada numa chama ardente de caridade. Começou por sentir uma grande pena de “Jesus prisioneiro dos Sacrários”, ao mesmo tempo que tomava consciência mais claramente da sua vocação de vítima. Instruída pelo próprio Cristo e por Ele guiada na sabedoria da Cruz, ofereceu-se como vítima de expiação, aceitou ser crucificada e tornar-se participante da Redenção através dos seus sofrimentos, que foram muitos, atrozes e contínuos. Experimentou na sua carne e no seu espírito os sofrimentos da paixão de Jesus, moléstias diabólicas, a que se juntaram tentações, períodos de aridez e de trevas interiores, dúvidas contra a fé e morte mística. Tinha desgosto de não poder ir à igreja e de não ter possibilidade de comungar frequentemente, bem como de que fossem demasiado divulgadas as suas admiráveis experiências. Sofreu igualmente devido aos transtornos causados pelas visitas de muitas pessoas, devido ao afastamento do seu primeiro director espiritual, aos inquéritos eclesiásticos e dos médicos, devido às repreensões deles, por não acreditarem na sua sinceridade e honestidade. Deus favoreceu-a com êxtases, visões, conhecimento de factos futuros, perscrutação dos corações. Nos últimos treze anos de vida não tomou qualquer alimento a não ser o Pão eucarístico.

Apesar de doente, exerceu um grande e frutuoso apostolado: recebia com amabilidade as muitas visitas às quais dirigia palavras de fé e de consolação exortando-as a receberem os sacramentos da Penitência e da Eucaristia, a rezarem o terço e não raramente obteve a conversão dos pecadores. Ensinou durante muito tempo o catecismo às crianças; foi zeladora da Pia União do Apostolado da Oração, promoveu a edição de livros católicos e das missões; fomentou as vocações sacerdotais e religiosas; aderiu às Filhas de Maria e à Associação dos Cooperadores Salesianos. Com as ofertas recebidas de benfeitores favo­receu o culto divino, a pregação da Palavra de Deus, ajudou a sua paróquia, as missões, os alunos dos seminários e jovens necessitados, pobres e desempregados. Interessou-se pela celebração das festas religiosas e da Santas Missas; contribuiu para a construção de casas para os que delas careciam. No ano de 1936 pediu ao Sumo Pontífice a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, o que fez Pio XII no dia 31 de Outubro de 1942.

Esquecida de si mesma, viveu só para Deus e para o próximo e, entre os espinhos do sofrimento, cultivou muito belas e perfumadas virtudes cristãs. A fé foi a luz dos seus pensamentos, dos seus afectos, das suas palavras e acções. Acreditou firmemente em Jesus Cristo, no Evangelho, nas verdades reveladas e no magistério da Igreja. Cumpriu perfeita­mente os mandamentos de Deus, obedeceu prontamente à vontade de Deus e foi instrumento dócil nas suas mãos para o desempenho da missão que lhe foi confiada para bem da humanidade. Elevada à contem­plação dos grandes mistérios da fé e da oração, nutriu uma particular devoção à Santíssima Trindade, à Eucaristia e à Virgem Maria. Identificada com Cristo pregado na cruz até ao ponto de afirmar:

 “Não sou eu que sofro: é Jesus que sofre em mim”; e de poder repetir de si com S. Paulo: “Estou crucificada com Cristo; já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gal. 2,20), e acrescentar: “Completo na minha carne o que falta aos sofrimentos de Cristo pelo Seu Corpo, que é a Igreja” (Col. 1,24).

O seu coração ardia de amor para com Deus, a Igreja e as almas. Escreveu:

 “Amarei a Jesus nas trevas, amá-Lo-ei nas humilhações, nos sofrimentos e nas angústias da alma; amá-Lo-ei com transportes de ale­gria, esforçando-me por cumprir em tudo a sua vontade.”

Afirmava ao mesmo tempo que estava disposta a sofrer até ao fim do mundo pela salvação dos pecadores.

Na lápide do seu sepulcro quis que fossem gravadas estas palavras, compêndio do seu apostolado:

“Pecadores, se as cinzas do meu corpo vos podem servir para a vossa salvação, vinde, calcai-as aos pés até elas desa­parecerem, mas não continueis a pecar, nem ofendais mais o nosso Jesus!

Pecadores, quereria dizer-vos muita coisa!

Este cemitério não chegaria para as conter!

Convertei-vos!

Não ofendais a Jesus, não queirais perdê-lo eternamente!

Ele é tão bom!

Basta de pecados!

Amai-O! Amai-O”

Não foi menor a sua caridade para com a mãe e a irmã Deolinda que a assistiram carinhosamente, para com os pobres, os doentes, as almas do Purgatório; e aqueles que lhe causaram qualquer desgosto, receberam imediatamente o seu perdão e a sua benevolência. Sinceramente humilde, tinha-se em conta de nada diante de Deus e indigna de qualquer reputação diante dos homens; evitava louvores e regozijava-se quando era desprezada. Alheia às coisas do mundo, abraçou com alegria a temperança e a pobreza, colocando a sua esperança em Deus e na Providência; tendia continuamente ao prémio eterno, que esperava alcançar não pelos seus méritos, mas pelos de Cristo. Conservou-se livre e pura de qualquer afecto desordenado e observou perfeitamente a castidade, superando não leves tentações. Em todas as circunstâncias falou e agiu com prudência sobrenatural. Foi justa para com Deus e o próximo: foi forte na obediência aos superiores eclesiásticos, nos sofrimen­tos do corpo e do espírito, na fidelidade ao dever e no cumprimento quotidiano da vontade divina.       Também na proximidade da morte, quando os sofrimentos atingiram o máximo, perseverou com fortaleza e generosidade na entrega de si mesma e da sua vida. Com ânimo sereno foi ao encontro da eternidade murmurando:

 “Sou feliz, porque vou para o Céu.”

Confortada com os sacramentos, concluiu o seu caminho doloroso e com a lâmpada acesa entrou na morada de Deus no dia 13 de Outubro de 1955.

O povo, que a tinha em conceito de santa, afirmou:

 “Morreu a mãe dos pobres, o auxílio dos necessitados; foi-se a consoladora dos aflitos”.

Uma multidão imensa visitou o seu corpo e esteve presente nas suas exé­quias. No ano de 1977, o seu corpo foi trasladado para a igreja paroquial de Balasar, onde presentemente se encontra, venerado pelos fiéis, que numerosos acorrem e se encomendam à sua intercessão.

Conhecida a grandeza e a consistência da fama de santidade, de que a Serva de Deus deu mostras em vida, na morte e depois da morte, o Arcebispo de Braga deu início à Causa de beatificação e canonização, celebrando o processo informativo ordinário (1967-1973), cuja autoridade e valor foram reconhecidos pela Congregação para as Causas dos Santos com decreto promulgado no dia 16 de Novembro de 1990. Completada a preparação da Posição, discutiu-se se a Alexandrina teria exercido as virtudes como os heróis. No dia 13 de Maio de 1995, realizou-se, com êxito feliz, o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos. Depois, os Cardeais e Bispos, na Sessão Ordinária do dia 7 de Novembro do mesmo ano, sendo Ponente da Causa o Ex.mo Senhor D. Ottorino Pedro Alberti, Arcebispo de Cagliari, reconheceram que a Serva de Deus Alexandrina Maria da Costa tinha observado de maneira heróica as virtudes teologais, cardeais e suas anexas.

Feita, finalmente, por parte do abaixo-assinado Pró-Prefeito, uma cuidada relação de tudo isto ao Sumo Pontífice João Paulo II, Sua Santidade acolheu e ratificou os votos da Congregação para as Causas dos Santos, e mandou que fosse publicado o Decreto sobre as Virtudes heróicas da Serva de Deus.

Cumprido fielmente o estabelecido, chamados hoje à sua presença o abaixo assinado Pró-Perfeito, o Ponente da Causa e eu, Bispo Secretário da Congregação, bem como os demais como é hábito convocar, a todos eles o Santíssimo Padre solenemente declarou:

Consta que a Serva de Deus Alexandrina Maria da Costa, Virgem Secular, Membro da Associação dos Cooperadores de S. João Bosco, no caso e para os efeitos que lhe estão ligados, praticou as virtudes teologais da Fé, Esperança e Caridade para com Deus e para com o próximo, bem como as Virtudes cardeais da Prudência, Justiça, Temperança e Fortaleza, e suas anexas, em grau heróico.

E deu ordem para que este decreto fosse tornado público e referen­ciado nas actas da Congregação para as Causas dos Santos.

 

Roma, 12 de Janeiro de 1996.

 

†       Alberto Bovone
Arcebispo titular de Cesareia na Numídia
Pro-Prefeito

 

†       Eduardo Nowak
Arcebispo titular de Luna
Secretário

Milagre | Madalena Fonseca

No processo de Alexandrina Maria da Costa, a cura milagrosa de Madalena Fonseca da doença de Parkinson foi o milagre "inexplicável".

 

 

MADALENA FONSECA

Maria Madalena Azevedo Gomes Fonseca nasceu a 7 de agosto de 1944, em Ribeirão, Vila Nova de Famalicão. O seu pai era tamanqueiro e a mãe ocupava-se dos trabalhos domésticos. Sendo a mais velha de 6 irmãos, aos nove anos deixou a escola para ajudar a cuidar da sua família, sendo que a sua mãe adoecera depois do último parto.

Retoma os estudos aos 16 anos, em regime noturno, para finalizar a formação primária.

Em 1964, com 19 anos, casou-se com João dos Santos Fonseca, matrimónio do qual nasceram três filhos. Para melhorar a situação económica da família, mudam-se para Estrasburgo. Aqui, a famíla deu continuidade à sua participação na Igreja.

Com 33 anos, começa a sentir dificuldades motoras mas os médicos não conseguem identificar a doença. Ao longo dos anos, essas dificuldades agravam-se, chegando a ser internada no hospital. Mais tarde foi-lhe diagnosticada a doença de Parkinson. A sua condição física agravava-se cada vez mais, chegando a pesar 33 kg.

 

 

A CURA

Em 1951, Madalena tinha conhecido pessoalmente Alexandrina, momento que recordava com afeto.

Em 1995, um dos seus familiares ofereceu-lhe um quadro de Alexandrina. Madalena, radiante, pediu a sua intercessão junto de Deus para que lhe alcançasse a cura. Depois de doze anos de sofrimento, decide realizar uma novena a Alexandrina por essa mesma intenção, finalizada no dia 3 de março desse ano - primeira sexta feira do mês e da Quaresma. Tinha 52 anos de idade. Desse dia, apenas se lembra de ter recebido a Sagrada Comunhão, pois o seu estado era crítico. Algumas horas depois, sentiu-se curada e impelida a mover-se, realizando-o sem dificuldades. No mesmo dia, o seu médico vem a sua casa e verifica que Madalena caminha sem dificuldade e realiza gestos até então impossíveis. Emocionado, reconhece a ação divina.

 

Segue uma entrevista realizada a Madalena, publicada pelo Correio da Manhã, no dia 25 de abril de 2004, o dia da beatificação de Alexandrina:

«- Como se sente perante a beatificação de Alexandrina?

- Uma satisfação enorme. Quando pedi a minha cura pedi-a para glorificação de Deus e de Alexandrina.

- Ainda se lembra como aconteceu o milagre?

- Daquele dia (3 de Março de 1996), não me lembro de quase nada, apenas de ter recebido a Sagrada Eucaristia quando eram 15h30. A minha família diz que estive tão doente, que o médico foi várias vezes a casa, até que disse que não podia fazer mais nada.

Mas, à noite fiquei curada. Senti que me tocaram e, a partir daí, recordo-me de tudo. Vi à minha frente o meu cunhado, uma irmã e uma sobrinha. Perguntei se estava a estorvar. O meu cunhado respondeu que não. Disse que eu não estava bem e que já vinha uma ambulância para me levar para o hospital. E respondi-lhe: “Você não está bom da cabeça. Eu estou bem!" Senti uma força especial para me levantar, comecei a andar e a fazer vários movimentos. Os músculos estavam soltos.

- Como é que pediu a intercessão de Alexandrina de Balasar?

- Quando me preparava para guardar um quadro de Alexandrina de Balasar - que um irmão meu tinha levado - decidi fazer mais um pedido e rezei a Deus: “Se é que a Vossa Serva Alexandrina se encontra junto de Vós, fazei, pela sua intercessão, para Vossa glória e para a glorificação de Alexandrina neste mundo, que eu sare”. Conforme dizia no quadro, cumpri uma novena (reza do terço durante 9 dias consecutivos).

- Hoje, sente-se uma pessoa diferente?

- Sinto-me uma pessoa como outra qualquer. Sempre tive fé, mas tenho hoje uma vontade maior de dedicação total a Deus e ajudar as pessoas, sobretudo as crianças e os idosos. Fisicamente, sinto-me com muito mais força, até mais do que antes de ficar doente. Tenho pernas que levam ao fim do mundo. Faço longas caminhadas como se nada fosse. A trabalhar no campo, até deixo alguns homens para trás.»

 

Madalena Fonseca levando a relíquia de Alexandrina para ofertar à Santa Sé,

na celebração da sua beatificação.

 

EXAME DO MILAGRE

Tendo-se deslocado ao túmulo da Beata Alexandrina para agradecer a sua intercessão, comunica o sucedido ao Pe. Francisco Dias de Azevedo - então pároco de Balasar e promotor da Causa - que toma as providências necessárias para que o caso seja avaliado.

O Arcebispo Primaz, D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga, constituiu, em 7 de março de 2002, um tribunal encarregado de estudar a possível cura miraculosa, por intermédio da Serva de Deus Alexandrina Maria da Costa,

Fizeram parte do tribunal que, na Arquidiocese de Braga, analisou este caso, o Cónego Doutor Manuel Fernando de Sousa e Silva, juiz delegado; P. Dr. António José Fernandes de Carvalho Arieiro, juiz delegado adjunto; Cónego Dr. Guilherme Frederico Malvar Fonseca, promotor de justiça; P. Dr. António de Oliveira Gomes, notário; P Manuel Joaquim de Sousa Lobato, notário «ad casum»; Monsenhor Dr. Joaquim Moisés Rebelo Quinteiro, vice-postulador e colaborador do P. Pasquale Liberatore, postulador geral dos Salesianos.

Durante esta fase diocesana do processo a cura foi avaliada pelo médico João Rafael Garcia e por dois especialistas em neurologia, João Manuel Leite Ramalho Fontes e Carolina Lobo de Almeida Garrett. De harmonia com o parecer que posteriormente emitiram os médicos da Santa Sé, consideraram-na «um facto que não se pode explicar natural ou cientificamente».

 

Atuamente, Madalena Fonseca reside em Vila Nova de Famalicão e dedica-se à animação religiosa no seu meio paroquial e ao especial cuidado de crianças e idosos.

Promotores da Causa

 

Arcebispo Primaz de Braga – D. Francisco Maria da Silva

O Autor da Causa  de Alexandrina foi o Arcebispo de Braga - D. Francisco Maria da Silva – sendo que ele “promoveu a causa que é instruída acerca das virtudes heróicas ou do martírio do Servo de Deus e assume as responsabilidades morais e económicas.” (Sanctorum Mater, Art. 9)

Na sessão de encerramento do Processo diocesano, D. Francisco Maria da Silva pronunciou algumas palavras. Segue um excerto desse discurso:

«Felicito-vos porque a Alexandrina era também Cooperadora Salesiana; agradeço-vos, porque ela era desta Diocese, GLÓRIA DESTA DIOCESE.

Agora, só faria um voto: «Que o Senhor nos desse a graça, a todos nós, ou ao menos a alguns de entre nós, de irem assistir à grande cerimónia, na Basílica de S. Pedro, da Beatificação da Alexandrina: se não nos quiser dar também, ou a todos, ou a alguns, ou ao menos a algum, a glória de assistir nessa mesma Basílica de S. Pedro à cerimónia da Canonização da mesma Alexandrina Maria da Costa.»

E assim, meus Senhores, eu dou por ditas as duas palavras com as quais se encerra esta Sessão.»

 

POSTULADORES

 

Pe. Heitor Calovi, S.D.B. (Vice-Postulador)

O Pe. Heitor Calovi foi nomeado Postulador da Causa de Alexandrina Maria da Costa no dia 11 de outubro de 1964.

Em conjunto com o Pe. Humberto Pasquale – o diretor espiritual salesiano de Alexandrina – dedicou-se “de alma e coração” à preparação das condições necessárias para o seguimento da Causa da Beata Alexandrina. Durante muitos anos, participou na vida paroquial de Balasar.

 

Também o Pe. Heitor Calovi discursou na última sessão do Processo diocesano. Segue um excerto:

«Juntamo-nos aqui para o encerramento ao Processo Informativo Diocesano sobre a vida, virtudes e fama de santidade àa Serva de Deus, Alexandrina Maria da Costa, de Balasar, aberto por sábia disposição de V. Ex.a Rev.ma em 14 de Janeiro de 1967. Neste momento, V. Ex.‘ pode contemplar os resultados de um trabalho conduzido com paciência e meticulosidade ao longo destes seis anos pelos membros do Tribunal Eclesiástico, que para esse efeito nomeou. Eles debruçaram-se, com carinho de sacerdotes e competência de peritos, sobre os 127 Artigos, cuidadosamente preparados pela Postulação; recolheram, através de 110 Sessões, os depoimentos feitos por 48 testemunhas acerca da veracidade dos mesmos, e dão agora por concluída a sua tarefa, apresentando-a consignada nas 1 200 páginas do Processo.

Ao lado deste imponente trabalho, V. Ex.ª pode contemplar outro belo fruto do Decreto com o qual determinou a recolha dos escritos da Serva de Deus. A Postulação da Causa - que V. Ex.ª dispôs, fosse entregue nas mãos da Congregação Salesiana por a Serva de Deus ter sido dirigida no último quartel da sua vida por um Salesiano, Padre Humberto Maria Pasquale (que tem sido depois da morte da Alexandrina o seu melhor biógrafo e apaixonado estudioso), e por ela ser Cooperadora Salesiana — dedicou-se a esse trabalho com solicitude e zelo incansável, podendo apresentar, copiadas à máquina, 2.138 páginas de sentimentos íntimos e escritos autobiográficos e 1.757 páginas do seu epistolário. [...]

Da sondagem sobre a figura desta filha da Arquidiocese de Braga, realizada a nível diocesano, parece confirmar-se a existência de uma fonte de água pura da mais genuína inspiração evangélica. O resultado desta sondagem vai ser examinado a mais alto nível, em Roma.

Acompanhamo-lo com um sentimento de comovida gratidão ao Senhor e com a prece fervorosa de que chegue depressa o dia da glorificação da Sua fiel Serva.»

 

 

Pe. Carlos Orlando, S.D.B.

Em 1964, o Pe. Carlos Orlando fica responsável pela Processo de Alexandrina na qualidade de Postulador Geral das Causas dos Santos da Família Salesiana. Mas, a partir de 1973, ele acompanha a Causa de forma mais direta desde a transferência da Causa para a Santa Sé até à aprovação dos escritos pela Congregação para a Causa dos Santos.

Esteve presente no encerramento do Processo Diocesano, em Braga.

 

 

Pe. Luigi Fiora, S.D.B.

Em 1978, o Pe. Luigi Fiora é nomeado Postulador Geral das Causas dos Santos da Família Salesiana, assumindo, desde modo, a Causa de Alexandrina. Participa na recolha das «Cartas Postulatórias» e, seguidamente, do pedido formal ao Santo Padre para o estudo da Causa assim como na preparação de outros documentos importantes.

 

 

Pe. Pasquale Liberatore, S.D.B.

Em 1992, torna-se o Postulador Geral das Causas dos Santos da Família Salesiana. Durante o seu período de Postulador, continua os trabalhos para o reconhecimentos das virtudes cristãs em modo heroico de Alexandrina e “vê-a” ser declarada Venerável.

 

 

Pe. Enrico dal Covolo, S.D.B.

Em 2003, é nomeado Postulador Geral das Causas dos Santos da Família Salesiana. Este Postulador acompanha a análise e avaliação do milagre necessário para a beatificação, ocorrida em 2004. Está presente na beatificação de Alexandrina e de mais dois membros da Família Salesiana.

 

 

Pe. Pierluigi Cameroni, S.D.B.

Em 2010, é nomeado Postulador Geral das Causas dos Santos da Família Salesiana, serviço que exerce até à atualidade. Visitou Balasar várias vezes e é autor de livros sobre a Beata Alexandrina (ver aqui)

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Tel. Fundação: (00351) 252 951 264 

E-mail: fundacao@alexandrinadebalasar.com

Rua Alexandrina Maria da Costa, 21

4570-017 Balasar PVZ

GPS     41º 24' 17'' N    8º 37' 31'' W

 

Receção da Igreja:

segunda feira a sábado

09h00-12h30 e 14h00-18h00

domingo

09h00 às 12h45 e 14h30 às 19h00 (horário verão)

                                        ou 18h00 (horário inverno)

 

Casa da Alexandrina:

09h00-12h00 e 14h00-19h00