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Devoções de Alexandrina

Diversas eram as devoções que foram despertando no coração de Alexandrina, contudo, destacamos cinco. As suas devoções fortificaram-se ao longo da sua vida.

 

Devoção ao Sacrários

 

A Beata Alexandrina despertou bem cedo para a presença eucarística de Jesus nos Sacrários. Grande era a sua devoção aos Sacrários desde criança, aumentando ao longo dos anos.

 

Elaborava belas orações aos Sacrários:

«Ó meu querido Jesus, eu me uno em espírito, neste mo­mento e desde este momento para sempre, a todas as Santas Hóstias da Terra, em cada lugar onde habitais sacramentado. Ai, quero passar todos os momentos da minha vida, constante­mente, de dia e de noite, alegre ou triste, só ou acompanhada, sempre a consolar-Vos, a adorar-Vos, a amar-Vos, a louvar-Vos e glorificar-Vos.

Ó meu Jesus, eu queria tantos atos de amor meus, cons­tantemente a cair sobre Vós, de dia e de noite, como chuva miudinha cai do céu para a terra num dia de inverno. Não queria só meus, mas de todos os corações de todas as criaturas do mundo inteiro!... Oh! Como eu Vos queria amar e ver amado por todos! Vede, Jesus, os meus desejos e aceitai-mos já, como se eu Vos amasse.

Ó Jesus, nem um só Sacrário fique no mundo, nem um só lugar onde habitais sacramentado sem que hoje, e desde hoje para sempre, em cada momento da minha vida, eu esteja lá sempre a dizer:

“Jesus, eu amo-Vos! Jesus, eu sou toda Vossa. Sou a Vossa vítima, a vítima da Eucaristia, a lampadazinha das Vossas prisões de amor, a sentinela dos Vossos Sacrários! Ó Jesus, eu quero ser vítima dos sacerdotes, a vítima dos pecadores, a vítima do Vosso amor, da minha família, da Vossa Santíssima Paixão, das Dores da Mãezinha, do Vosso Coração, da Vossa Santa vontade, a vítima do mundo inteiro!... Vítima da paz, vítima da Consagração do mundo à Mãezinha!”»

(Autobiografia; pág. 40)

 

 

Sacrário da Igreja Paroquial de Balasar

 

Escreve a Alexandrina, em 1930:

«Em espírito aos Sacrários!

Ó meu querido Jesus, queria-Vos ir visitar aos Vossos Sacrários mas não posso, porque a minha doença me obriga a estar retida no meu querido leito de dor. Faça-se a Vossa vontade, Senhor; mas, ao menos, meu Jesus, permiti que nem um momento se passe sem que às portinhas dos Vossos Sacrários eu vá em espírito dizer-Vos:

“Meu Jesus, quero-Vos amar, quero abrasar-me toda nas chamas do Vosso amor e pedir-Vos pelos pecadores e pelas almas do Purgatório!”»

(Pensamentos Soltos)

 

 

Quatro anos depois, escreve cheia de amor pelos Sacrários:

«Meu Jesus, estou doente, não posso ir visitar-Vos que Vós às Vossas igrejas, mas, meu querido Paizinho estou a cumprir a missão que Vós destinastes para mim. Seja feita a Vossa Santíssima Vontade em todas as coisas; mas meu bem-amado, Vós sabeis os meus desejos que são estar na Vossa presença no Santíssimo Sacramento; mas já que não posso, mando-Vos o meu coração, a minha inteligência para aprender todas as Vossas lições, os meus pensamentos para que eu só em Vós pense, o meu coração para que só a Vós ame, só a Vós busque, só por Vós suspire, só Vós, meu Jesus, em tudo e por tudo. Vós no Sacrário preso e abandonado e eu, Jesus, presa estou também, mas fazei, Senhor, que eu abandone tudo o que é do mundo buscando-Vos só a Vós que sois a luz da minha inteligência, sois as minhas delícias, sois todo o meu bem. Oh! Eu Vos mando tudo quanto tenho que Vos possa agradar e fazer-Vos companhia no Vosso Sacrário de amor.

(Pensamentos Soltos; pág. 4/5)

 

 

Vejamos esta oração de Alexandrina a Jesus, declarando-Lhe o seu "amor doido":

«Eu só queria morrer de amor. Queria ser a vítima da Eucaristia. Assim o digo ao meu querido Jesus, que quero ser vitimada por Ele em todos lugares onde Ele habita sacramentado. E que consolação ser vítima do amor de Jesus, para lhe acudir aos pecadores! E como é consolador dizer a Jesus:

“Eu sou a sentinela dos Vossos Sacrários, assim como o soldado é a sentinela do seu quartel. Só com a diferença que o soldado muitas vezes cumpre obrigado e com medo ao castigo, mas eu quero cumprir e ser fiel por amor, mas por um amor doido a Jesus Sacramentado.”»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 03/10/1935)

 

 

Numa carta ao Pe. Mariano Pinho, em 1936:

«Na noite de 22 para 23 de fevereiro passei-a tão mal que pensava ser a última. [...] No meio deste grande sofrimento, disse a Jesus:

“Ó meu Jesus, quanto mais sofrimentos, mais atos de amor para os vossos Sacrários, maior prova de amor para conVosco. Sim, maior prova de amor, porque os recebo alegre e satisfeita e maior aumento da minha confiança em Vós que me haveis de alcançar tudo quanto Vos peço para as pessoas que me são tão queridas e para os pecadores.”»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 22/02/1936)

Devoção à Mãezinha

Os primeiros cristãos prestaram veneração à Virgem Maria e a Igreja Católica recomenda vivamente a confiança à intercessão de Nossa Senhora: «Eis aí a tua Mãe.» (Jo 19; 27)

Alexandrina nutria verdadeiro amor a Maria, a quem tão carinhosamente chamava «Mãezinha». Ela esteve sempre muito presente na sua vida, nas alegrias e tristezas como verdadeira Mãe Celeste. Ao ditar as disposições para o seu túmulo, Alexandrina pediu humildemente uma imagem do Coração Imaculado de Maria pois «foi Ela quem me ajudou a subir o caminho doloroso do meu calvário, acompanhando-me e amparando-me até aos últimos momentos da minha vida.» (Autobiografia; pág.65)

 

Maria, na infância de Alexandrina, por volta dos 4 anos:

«E, se nesta idade manifestava os meus defeitos, também mostrava o meu amor para com a Mãe do Céu e lembro-me com que entusiasmo cantava os versinhos a Nossa Senhora e até me recordo do primeiro cântico que entoei na Igreja, que foi: “Virgem pura, tua ternura, etc.”

Gostava muito de levar flores às zeladoras que compunham o altar da Mãezinha.»

(Autobiografia; pág. 3)

 

Imagem de Nossa Senhora de Fátima,

na Igreja Paroquial de Balasar 

 

Orações diárias de Alexandrina:

«Voltada para a Mãezinha, dizia-lhe:

“Avé Maria, cheia de graça! Eu Vos saúdo, ó cheia de gra­ça! Ó Mãezinha, eu quero ser santa; ó Mãezinha, abençoai-me e pedi a Jesus que me abençoe!”

E consagrava-me a Ela assim:

“Mãezinha, eu Vos consagro os meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração; a minha alma, a minha virgindade, a minha pureza, a minha castidade; a pureza e a virgindade de ....

Aceitai, Mãezinha, é vossa, sois vós o cofre sagrado, o cofre bendito da nossa riqueza. Consagro-vos o meu presente e o meu futuro, a minha vida e a minha morte, tudo quanto me derem a mim, rezarem por mim e oferecerem por mim.»

(Autobiografia; pág. 21/22)

 

 

Escreve o Pe. Humberto Pasquale, segundo diretor espiritual de Alexandrina:

«Inscrita entre as Filhas de Maria em outubro de 1933, alimentava, porém, já desde a infância, uma sentida devoção para com Nossa Senhora. O mês de Maria tinha para a Alexandrina uma importância e um encanto enormes. Dispunha-se para ele — como testemunhei — com uma preocupação, um transporte de fé e tanto amor, que impressionavam.

Aguardava-o como se aguarda um grande acontecimento: esperava tudo dele; passava-o como se não tivesse outro fim senão o de honrar a Mãe Celeste; fazia o seu encerramento com pena, como se tivesse acabado uma jornada feliz. [...]

Durante todo o mês mariano, sobre aquele altarzinho, ao lado do seu leito, havia um verdadeiro jardim de flores, e, quando os recursos permitiam, juntava também velas. Mas esforçava-se sempre por ser ela mesma a flor mais bela de Maria, praticando a flor espiritual que desde o princípio tirava de uma caixinha. [...]

No fim do mês reunia os bilhetinhos, escrevia uma afetuosa cartinha a Nossa Senhora e depunha tudo aos pés da imagem. Depois, carta e florinhas iam acabar no fogo. Salvamos do fogo algumas ainda, pouquíssimas, entre estas uma de 1935, que aqui transcrevo integralmente:

“Mãezinha!

Eu venho humildemente aos Vossos Santíssimos pés depor as flores espirituais que durante o mês colhi. Estou envergonhada e confundida: que pobreza, em que estado vo-las entrego! Estão tão murchas, tão desfolhadas! Mas Vós ó querida Mãezinha celestial podeis transformá-las, reverdescei-as, abrilhantai-as e ide perfumar com elas a Jesus por mim. Falai-Lhe das minhas penas e das minhas aflições. Bem sabeis tudo que me faz estar atribulada. Fazei-Lhe comigo de novo todos os meus pedidos, e despachai Vós em nome de Jesus vo-lo peço as pobres flores por quem foram oferecidas. E fazei de um modo particular que com todas elas eu faça um belo ramalhete para oferecer ao Santo Padre neste dia do seu aniversário.

Querida Mãezinha neste último dia do vosso mês bendito como despedida dou-vos todo o meu corpo e vos peço por quem sois que mo guardeis e me tomeis para sempre nos vossos santíssimos braços como vossa filha muito querida. Abençoai-me, pedi a Jesus Sacramentado que me abençoe também e toda a SS. Trindade.

Adeus, Mãezinha, perdoai-me tudo”. (Pensamentos Soltos; pág.6; 31/05/1936)

O seu primeiro Diretor conservou-nos este ato de consagração que, desde 1935, a doente todos os meses de Maio fazia a Nossa Senhora.

“Mãe de Jesus e Mãe minha, ouvi a minha oração: eu vos consagro o meu corpo e todo o meu coração. Purificai-mo, Mãe Santíssima. Enchei-mo do vosso Santo amor. Colocai-o mesmo Vós junto a Jesus nos Sacrários para Lhe servir de lâmpada enquanto o mundo durar. [...]

Abençoai-me, santificai-me, ó minha querida Mãezinha do Céu.” (; Autobiografia; pág. 36)

Esta devoção mariana, fundamenta-se na reza do Terço que em casa dos Costas era tradicional. A noite, depois de um dia cheio e fatigante, recolhiam-se junto do leito da doente, acendiam duas velas diante da pequenina imagem de Nossa Senhora, e rezavam-no de joelhos, seguido das orações da noite.

Este afeto para com a Mãe do Céu acendia-se de um amor novo e manifestava-se todos os anos com delicadeza filial no dia da sua Natividade, enchendo-se, depois, de vivo reconhecimento no dia da Anunciação, em que a Virgem aceitou a Divina Maternidade que a tornou Mãe dos Homens.»

(Pe. Humberto Pasquale cit. in Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág. 22 a 24; 1.ª edição)

 

 

Sobre a observação no Hospital “Refúgio da Paralisia Infantil”, onde sofreu a humilhação, escreve:

«Durante aqueles dias que cá estive pedi a Jesus e à Mãezinha que me dessem forças e coragem para ser a coragem dos meus que se encontravam desolados.

Quantas vezes, durante a noite, com o coração oprimido e as lágrimas a bailarem-me nos olhos, eu pedia a Jesus que me ajudasse, pois parecia-me que me iam faltar as forças e via-me sem coragem para mim, quanto mais para dar aos outros!»

(Autobiografia; pág. 67)

Devoção ao Sag. Coração de Jesus

A Beata Alexandrina tinha uma grande devoção pelo Sagrado Coração de Jesus, entregando o seu coração, totalmente a Jesus. Nestes pequenos excertos poderemos verificar que, realmente, Jesus e Alexandrina estavam unidos pelo coração e percebe-se o amor “louco” que existia entre ambos.

 

Alexandrina:

«Pela manhãzinha, principiava a fazer as minhas orações, co­meçando pelo sinal da Cruz e logo me lembrava de Jesus Sacramentado, fazendo a Comunhão espiritual e dizendo esta jaculatória:

“Sagrado Coração de Jesus, este dia é para Vós.” [...]

Ó meu querido Jesus, eu me consagro toda a Vós. Abri-me de par em par o Vosso Santíssimo Coração. Deixai que eu en­tre nesse Coração bendito, nessa fornalha ardente, nesse fogo abrasador. Fechai-o, meu bom Jesus, deixai-me toda dentro do Vosso Santíssimo Coração; deixai-me dar aí o último sus­piro, embriagada no Vosso Divino amor, queimada nas chamas de amor. Não me deixeis se­parar de Vós na Terra, senão para me tornar a unir a Vós no Céu, por toda a eternidade.»

(Autobiografia; pág. 21/22)

 

Alexandrina:

«Pouco antes de mandar escrever esta carta, Nosso Senhor pediu-me o meu coração para o colocar dentro do d’Ele, para que não tivesse outro amor a não ser o d’Ele e às Suas obras. Disse-me que cabiam lá todos, mas que o meu tinha um lugar reservado.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 04/10/1934)

 

 

«(Depois da Sagrada Comunhão)

Senti que Jesus uniu os Seus Divinos lábios aos meus, assim como unia também ao meu o Seu Divino Coração, abrindo-o de par em par para toda me receber, e dizia-me:

“Minha filha, lábios com lábios, Coração com coração, amor com amor, para se abrasar ambos num só fogo Divino.»

(Sentimentos da Alma; 30/08/1942)

Imagem do Sagrado Coração de Jesus,

na Igreja Paroquial de Balasar

Alexandrina:

«De novo veio o meu Amado, mas desta vez vinha cheio de encantos. É o Coração Santíssimo de Jesus. O Seu Divino Rosto era tão belo! Tudo era brilho, tudo era luz! Aproximou-se de mim e segredou-me ao mesmo tempo que me entregava o seu Divino Coração com uma grande chaga da qual saía uma enorme chama doirada que podia incendiar e queimar todo o mundo.

“Guarda, Minha filha, em ti o Meu Divino Coração para que os pecadores não possam mais feri-Lo.”

Não sei como o Coração do meu Jesus infundiu-se mim. Perdeu-se em mim e eu n’Ele. Oh! Como é grande o amor de Jesus!... Que transformação na minha alma!»

(Sentimentos da Alma; 03/07/1944)

 

 

Jesus:

«Descansa em paz dentro do Meu Coração. Os Anjos bons te defenderão dos maus. Recebe, Meu anjo, as carícias do teu Jesus.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 30/08/1937)

 

 

Jesus:

«Fui Eu quem tos destinei, para que agora pudesse ter assim uma vítima de tanta reparação. Repousa contra o Meu Coração; aqui encontras tudo: luz para poderes caminhar, força para tudo suportares e amor para tudo sofreres.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 24/09/1937)

 

 

Jesus

«Recebe, Minha filha, as Minhas carícias. E descansa entre o Meu Santíssimo Coração e entre o da tua Mãezinha do Céu que contempla com ternura a teu lado o teu sofrimento, mas alegre por ver a glória que Me dás, os pecadores que Me salvas, e o que está no Céu preparado para ti.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 01/10/1937)

 

 

Alexandrina:

«Jesus abriu o Seu Divino Coração e abriu também o meu; despejou tudo o que d’Ele continha; deu-Se todo ao meu, selando, depois, o meu coração. [...]

Jesus, peço-Vos para ser santa, como Vós o quereis, se o quereis. Peço-Vos para amar-Vos tanto como o Vosso Divino Coração deseja.

Peço-Vos para não Vos ofender e para não Vos ofenderem gravemente todos os que me são queridos e me pertencem. Deixai-me entrar com todos no Vosso Santíssimo Coração e lá viver e morrer. Deixai-me entrar com o mundo inteiro, para que ele seja salvo. [...]

Jesus disse-me:

“Entra, entra no Meu Coração, na tua morada; entra como desejas; fecha-te lá dentro.”»

(Sentimentos da Alma; 14/09/1945)

 

 

Jesus troca o Seu com o coração da Alexandrina:

«“Aceita, filhinha amada, o Meu Divino Coração. Consola-O, cura-Lhe a tão profunda chaga. Dá-me o teu para O confortar e para Lhe dar vida.”

Jesus fez a troca, senti-me logo outra. Agora sim, meu Jesus, agora sim sei que não sou eu. O Vosso Divino Coração encheu-me, deu-me tudo. Estou confundida, não sei como consolar-Vos nem como curar a Vossa chaga Divina. Aceitai os meus desejos, aceitai tudo o que de mim podeis e quereis receber. Se eu soubesse amar-Vos, se eu soubesse servir-Vos! Enquanto que eu dizia isto a Jesus, fez-se Ele médico do meu coração; injetou-o da Sua ternura, encheu-o do Seu amor. Fez de novo a troca, deu-me o meu, entreguei-Lhe o d’Ele».

(Sentimentos da Alma; 11/05/1945)

 

 

Alexandrina:

«Eu senti a minha entrada no Coração Divino de Jesus. Parecia-me um Sacrário. Senti também que Ele amassava o meu coração e o d’Ele na mesma massa. Não era o meu coração nem O d’Ele. Eram os dois um só. Fiquei mais forte e confortada.»

(Sentimentos da Alma; 20/05/1955)

 

 

Jesus:

«”É por ti, mensageira de Jesus, que todas as almas receberão riquezas e tesouros Divinos.”

“Tenho o coração cansado, Jesus.”

“Cansado de amor, filhinha!”

“Cansado de possuir o Vosso amor, da grandeza d’Ele, mas não de Vos amar, porque não Vos amo nada. Bem sabeis que de mim só tenho miséria. É ela que vejo em mim.”

“Amas, amas, Minha filha, amas o Meu Divino Coração, a mais não poder amar. Estás cansada de amor, e o amor também consome.”»

(Sentimentos da Alma; 25/05/1945)

 

 

Alexandrina:

«Para onde hei-de fugir? Não vejo esconderijo para mim a não ser o Coração do meu Jesus. Corro para Ele confiada que um Pai, e um Pai como Jesus, quando castiga é só por amor.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 30/06/1939)

 

 

Alexandrina:

«E Jesus sofre e faz-me sentir a Sua dor. Todos os espinhos que vão ferir o Seu Divino Coração passam para o meu.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 12/11/1939)

 

 

Alexandrina:

«Ó meu Jesus, ó meu amor, compadecei-Vos da minha dor e não me deixeis cair! Dai-me força para ir ao encontro do Vosso Divino Coração e n’Ele descansar eternamente!»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 14/02/1940)

 

 

Alexandrina:

«Quanto se deve evitar o pecado, só para nunca perder a Jesus nem ferir o Seu Amante Coração. Ainda hoje, ao recebê-Lo era dolorosa a minha dor e tremenda a minha aflição. A dor que eu sentia não era minha: era a de Jesus; era o ferimento do Seu Divino Coração: era a mágoa da ingratidão humana. A aflição era tremenda, porque era tremendo o estado da minha alma.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 27/04/1940)

 

 

Jesus:

«A força do amor tudo vence, Minha joia. Ai, consentes que Eu passe para ti toda a Minha dor, tristeza, e o peso com que a gravidade da humanidade a cada momento trespassa com lanças o Meu Divino Coração e faz abrir a Minha Divina chaga?»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 17/02/1939)

 

 

Alexandrina:

«A dor não cessa, a luz não aparece: não vejo para onde fugir e é tão grande a necessidade que sinto de me esconder! Só no Coração Santíssimo do meu Jesus ou da querida Mãezinha tenho refúgio seguro.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 24/10/1939)

 

 

Alexandrina:

«Ó meu Jesus, não me poupeis as lágrimas, sejam de sangue, sejam de dor, seja o sofrimento que Vos aprouver; mas quero chorar sozinha. Não posso consentir que sofra mais o Vosso Divino Coração.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 27/08/1940)

 

 

Alexandrina:

«Na flagelação fui descansar ao Vosso Coração Divino. Era grande como o Universo; podia percorrê-lo todo; mas não, estava muito ferida. Inclinei-me para Vós, descansei até que de novo voltassem os algozes.»

(Sentimentos da Alma; 20/03/1942)

 

 

Jesus:

«O Coração de Minha Mãe bendita está tão ferido com as blasfémias que contra Ela se proferem! Tudo o que fere o Seu Santíssimo Coração vem ferir o Meu e tudo o que fere o Meu vai ferir o d’Ela. Estão tão unidos os Nossos Divinos Corações!»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 02/12/1939)

 

 

Alexandrina:

«Meu Jesus, não posso viver aqui. Continuam as minhas ânsias. Quero amar-Vos, quero morrer de amor. Morro por Vos dar almas. Quero vê-las todas, todas dentro do Vosso Divino Coração. Tudo isto é nada, Jesus, nada para mim. Não encontro no mundo satisfação nenhuma.»

 (Sentimentos da Alma; 27/09/1944)

 

 

Jesus:

«Basta, basta, Minha joia, Minha joia! Em pouco disseste tudo! Consolaste o Coração do teu Deus, consolaste o Coração do teu Esposo!»

(Sentimentos da Alma; 15/11/1940)

Devoção a S. José

Desde jovem que a Beata Alexandrina era devota de São José. Todo o mês de março era dedicado a S. José, o esposo casto e humilde de Maria, a quem Deus confiou o cuidado de Jesus.

 

«À medida que ia crescendo, ia aumentando em mim o desejo da oração. Tudo queria aprender. Ainda conservo as devoções que aprendi na minha infância, como:

“Lembrai-Vos, ó puríssima Virgem Maria...”, “Ó Senhora minha, ó minha Mãe...”, o ofere­cimento das obras do dia: “Ofereço-Vos, ó meu Deus...”, a oração do Anjo da Guarda, oração a São José, e várias jaculatórias.»

(Autobiografia; pág.5)

 

 

Ainda jovem, rezava diariamente:

“Louvado seja Nosso Senhor... As Três Pessoas da Santís­sima Trindade me abençoem, assim como S. José, Maria Santíssima e todos os Anjos,  Santos e Santas do Céu! Que as bênçãos do Céu desçam sobre mim e nada terei que temer. Serei santa: são esses os meus mais ardentes desejos.”

(Autobiografia; pág. 21)

 

 

 

Imagem de São José,

na Igreja Paroquial de Balasar

 

 

Num momento difícil, chama por S. José:

«Meu Deus, que luta tremenda, ai de mim sem Vós, Jesus, Mãezinha, valei-me, sou a Vossa vítima! Ó Santa Teresinha, Santa Gema, ó São José e Santos meus queridos, valei-me. Ó Céu, ó Céu, conto contigo.»

(Sentimentos da Alma; 01/08/1944)

 

Jesus fala-lhe de São José:

«Minha filha, para provar quanto amo a obediência e quanto amo o Meu querido pai S. José, livrei-te destes dias dos combates do demónio. Consentes que depois destes dia eles continuem? Necessito tanto deles para as almas cegas nos prazeres, enredadas nos caminhos da perdição! [...]

Coragem, filhinha amada! A tua vida é semelhante à Minha. É Cristo retratado na Sua vítima amada. Salva-Me as almas.

Desejo tanto que o Meu querido Pai S. José seja conhe­cido e amado!

Anseio que todos os esposos o imitem, as esposas Minha Mãe Santíssima, os filhos a Mim. Queria que todos os lares, todas as casas fossem seme­lhantes à de Nazaré.»

(Sentimentos da Alma; 20/03/1945)

 

 

Em 1945, Alexandrina tem uma visão da Sagrada Família:

«Depois de dizer a Jesus que não queria pecar, fiquei a repetir muitas vezes: “Jesus, Maria, José”. Ouvi uma voz, que me dizia:

“Ó vítima, ó esposa querida de Jesus, eu sou o teu Anjo da Guarda, anjo escolhido por Jesus para ter amparar e defender, para te servir e guiar. Venho em nome do mesmo Jesus afirmar-te que não pecaste, não pecaste, e levar-te à tua costumada posição.”

Fiquei logo nas minhas almofadas e, apesar de tão grande afirmação, a dor e o receio de ter pecado continuaram. Eu continuei a invocar os doces nomes de Jesus, Maria e José, não com o fim de nenhuma visão, pois nem nisso pensava, mas sim porque costumo invocar estes santos nomes centenas de vezes ao dia, mesmo em silêncio quando estou acompanhada. Não sei as vezes que os tinha repetido e vi à minha frente Jesus, Maria, José, todos três sentados. Jesus estava no meio. Era modesta a habitação em que eles estavam, mas toda ela era iluminada pelo brilho que d’Eles saía. Oh! como era belo! A visão demorou pouco, depressa voltei ao meu martírio.»

(Sentimentos da Alma; 22/03/1945)

 

 

Mais uma vez, em 1948, Alexandrina viu São José, Maria e o Menino Jesus:

«Enquanto que eu assim falava a Jesus, de repente, como caídos do Céu, ficaram à minha frente a Mãezinha e S. José. A Mãezinha vestia azul e branco; S. José, com cores mais escuras sustentava na mão esquerda uma grande açucena; não só tinha flor, mas a folhagem verde e viçosa; parecia correr-lhe a água pelo pé. Disse Jesus:

“Vou fazer-Me pequenino, vou para junto dos Meus pais, a quem tanto amo.”

No meio da Mãezinha e de S. José, apareceu então Jesus formosíssimo; e continuou a falar:

“Pede-Me, Minha filha, o que quiseres, em nome do que na Terra foi Meu pai adotivo: pede a diz aos Homens que em seu nome Me peçam. Ele pode alcançar de Mim no Céu o que todos os Santos juntos não alcançam. Ama-lo muito, Minha filha, sei que amas; faz que ele seja amado.

Esta é a Minha Mãe e também tua que muito te ama. Este é Meu Pai de quem muito és amada. A Mãezinha aproximou-se de mim, beijou-me, acariciou-me; S. José inclinou-se para mim e deixou-me sobre o peito a bela açucena que trazia, e desapareceram; ficou só Jesus, mas como de costume, já não era pequenino.”»

(Sentimentos da Alma; 19/03/1948)

Devoção a Santa Teresinha

Santa Teresinha era uma das santas eleitas por Alexandrina, quando fazia as suas orações e pedidos.

Eis um exemplo:

«Meu Deus, que luta tremenda, ai de mim sem Vós, Jesus, Mãezinha, valei-me, sou a Vossa vítima! Ó Santa Teresinha, Santa Gema, ó São José e Santos meus queridos, valei-me. Ó Céu, ó Céu, conto contigo.»

(Sentimentos da Alma; 01/08/1944)

 

 

Em 1947, Santa Teresinha vem ao encontro de Alexandrina:

«Veio Santa Teresinha, vestida de luz, com um diadema formosíssimo. Como ela era linda e bondosa! Abraçou-me, beijou-me muito e num abraço prolongado disse-me:

“Minha irmã, minha querida irmã, esposa do meu Esposo e filha do meu Senhor. Tem coragem! Que grande glória te espera no Céu! Que formosa coroa formada do teu martírio. Sofre com alegria, conta com a minha proteção, aqui na Terra, e virei ao teu encontro, na passagem para a eternidade.”

“Santa Teresinha, minha querida Santa Teresinha, confio em ti, conto com a tua proteção, ama por mim a Jesus e à Mãezinha e a toda a Santíssima Trindade. Apresenta-Lhes todos os meus pedidos, alcança para todos os que me são queridos e toda a minha família as bençãos e graças do Céu. Lembra-te de todos os que a mim se recomendam, lembra-te do mundo inteiro.”

Com a promessa de sim, de nada esquecer, desapareceu.»

(Sentimentos da Alma; 03/10/1947)

 

 

Imagem de Santa Teresinha do Menino Jesus, 

na Igreja Paroquial de Balasar

 

O Pe. Mariano Pinho, primeiro diretor de Alexandrina, ofereceu a Alexandrina uma imagem de Santa Teresinha do Menino Jesus.

Numa carta ao Pe. Mariano Pinho, agradece-lhe o presente que recebeu:

«Balasar, 26 de outubro de 1934

Sr. P. Pinho:

Aproveitando a ocasião de ter a minha secretária em casa, aqui me tem a agradecer-lhe a santa cartinha que me enviou juntamente a uma linda Santa Teresinha, e a contar-lhe o melhor que me for possível o que se passa na alma da mais indigna de todas as criaturas. [...] »

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 26/10/1934)

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Tlm Fundação: (000351) 963 649 183

E-mail: fundacao@alexandrinadebalasar.com

Rua Alexandrina Maria da Costa, 21

4570-017 Balasar PVZ

GPS     41º 24' 17'' N    8º 37' 31'' W

Receção da Igreja:

segunda feira a sábado

09h00-12h30 e 14h00-18h00

domingo

09h00 às 12h45 e 14h30 às 18h00 

                                      

Casa da Alexandrina:

Inverno

09h00-12h00 e 14h00-18h00

Verão

Semana - 09h00 às 12h00 e 14h00 às 16h00

Domingo e Dia Santo - 08h00 às 19h00