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Meditar e Rezar com a Beata Alexandrina

Morte de Alexandrina

A morte de Alexandrina foi um momento vivido com emoção pelos seus e por todos aqueles que a conheciam. Jesus confirmou-lhe o seu lugar no Céu; Alexandrina esperava confiadamente essa “hora”. Balasar é destino de muitos devotos de Alexandrina que pedem a sua intercessão, junto ao seu túmulo.

 

Convite para o Céu

Ao longo da sua vida terrena, Alexandrina elevou o seu olhar para o Céu, desejando a vida celeste na comunhão eterna com Deus.

Jesus afirmou numerosas vezes a certeza de que iria para junto d’Ele.

 

Ainda jovem, nas sua orações, manifestava o desejo de alcançar a Vida Eterna:

«Ó meu querido Jesus, eu me consagro toda a Vós. [...] Não me deixeis se­parar de Vós na Terra, senão para me tornar a unir a Vós no Céu, por toda a eternidade.»

(Autobiografia; pág. 21/22)

 

 

Jesus a Alexandrina:

«Minha filha, Minha filhinha, se soubesses o bem que te quer a Providência; se soubesses como és amada no Céu pela Santíssima Trindade! Corresponde a esta amor!»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 20/12/1934)

 

 

Jesus:

«A Minha paga é o Meu amor e um lugar tão lindo, tão lindo, muito pertinho de Mim, muito unidinha a Mim. Se tu pudesses vê-lo, seria o bastante para a tua morte: morrerias de alegria. Não penses em nada deste mundo que não és dele. »

(04/01/1935; Cartas ao Padre Mariano Pinho, 10/01/1935)

 

 

Dia 16 de junho de 1935, festa da Santíssima Trindade:

«Minha filha, é hoje uma festa tão linda no Céu! A esta não assistes, mas assistirás a todas as outras por toda a eternidade.»

(16/06/1935; Cartas ao Padre Mariano Pinho, 18/06/1935)

 

 

Jesus:

«Minha louquinha, Minha louquinha, tem coragem. É tão grande o número de almas que Me salvas! Se não fosse por Me salvares número tão grande de almas, já te tinha no Céu.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 20/10/1939 - sexta)

 

 

Jesus:

«O teu sofrimento é um mistério de prodígios, é uma nova invenção Minha. Se não fosse esse sofrimento, muitos pecadores que se salvam não se poderiam salvar. Sofre com confiança, que dentro em pouco serás contada no Céu entre os Meus santos.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 01/11/1939)

 

 

No dia da sua morte, pelas 8 da manhã, depois de comungar, ouviu estas palavras:

«Faz, Minha filha, o que desejas (pedir a Extrema-Unção). Tu vais para o Céu, tu vais para o Céu!»

(Diário Espiritual; 12/10/1955)

 

 

Alexandrina convida-nos:

“Vinde, vamos todos para o Céu”

«Levei a minha vida a sofrer, e levarei o meu Céu a amar e a pedir a Jesus por vós, ó pecadores. Convertei-vos e amai a Jesus, amai a Mãezinha.

Vinde, vamos todos para o Céu.

Se sentísseis, por algum tempo, os martírios que por vós sofri, estou convencida de que não pecaríeis mais. E, se conhecêsseis o amor de Jesus, então morreríeis de dor por O terdes ofendido!

Não pequeis, não pequeis; Jesus criou-nos, Jesus é Pai.

Sou a pobre

Alexandrina Maria da Costa.»

(Sentimentos da Alma; 25/07/1947)

Mensagem do epitáfio

(escrito pelo seu próprio punho)

 

«Balasar, 14 de Julho de 1948:

Para a minha campa.

 

Pecadores, se as cinzas do meu corpo vos tem utilidade para vos salvardes, aproximai-vos, passai por cima delas, calcai-as até que desapareçam, mas não pequeis mais, não ofendais mais o nosso Jesus. Pecadores, tantas coisas quereria dizer-vos! Não me chegava este grande cemitério para as escrever!...

Convertei-vos! Não ofendais a Jesus, não queirais perdê-Lo eternamente!

Ele é tão bom! Basta de pecar! Amai-O! Amai-O!»

 (Pensamentos soltos; 14/07/1948)

 

  

Últimas disposições

Alexandrina deixou-nos belas mensagens, autenticamente ditadas para salvação dos pecadores. Segue as suas últimas disposições, ditadas em 1942:

 

«Os meus desejos são que o meu enterro seja pobrezinho. Quero que o meu caixão seja de forma a não ser muito bom, nem muito fraco, para não chamar a atenção de ninguém. Quero ir vestida de branco, como “Filha de Maria”, mas muito modesta. Porém, sei que tenho um vestido muito bom, melhor do que era minha vontade: ofereceram-mo e, como não tenho vontade própria, por ser mais perfeito, aceito tudo o que me quiserem dar.

Se não for proibido pela Santa Igreja, quero no meu caixão muitas flores. Não porque as mereça, mas sim porque as amo muito. Se fosse por merecimento meu, nada tinha e nada levaria.

A minha vontade é ir para a terra, sem caixão de chumbo. Também não quero ofício, porque minha mãe não tem posses para isso.

No trajeto do meu enterro, queria o máximo recolhimento. Causa-me dó presenciar e ouvir a maneira como se fazem os acompanhamentos fúnebres.

Não quero autópsia; basta o meu corpo em exposição, enquanto viva, às consultas dos médicos.»

(Autobiografia; pág. 64)

 

 

«Quero ser enterrada, se puder ser, de rosto virado para o Sacrário da nossa igreja. Assim como na vida anseio estar junto de Jesus Sacramentado e voltar-me para o Sacrário as mais vezes possíveis, quero depois da minha morte continuar a velar o meu Sacrário e manter-me voltada para ele. Sei que com os olhos do meu corpo não vejo o meu Jesus, mas quero ficar assim para melhor provar o amor que tenho à Divina Eucaristia.

Quero que a minha campa seja rodeada de plantas chamadas martírios, para assim mostrar que os amei na vida e os amo depois da morte. A entrelaçar com os martírios quero roseirinhas de trepar, mas daquelas que têm muitos espinhos. Amo e amarei durante a vida os martírios que Jesus me dá e os espinhos que me ferem, e amá-los-ei depois da morte e quero-os junto de mim, para mostrar que é com espinhos e com todos os martírios que nos assemelhamos a Jesus, que consolamos o Seu Divino Coração e que salvamos as almas, filhinhas de todo o Seu Sangue. Que maior prova de amor podemos dar a Nosso Senhor senão sofrendo com alegria tudo o que é dor, desprezo e humilhações?! Que maior alegria podemos dar ao Seu Divino Coração senão dando-Lhe almas, muitas almas por quem Ele sofreu dando a vida?!

Quero também ao cimo da minha campa uma cruz e, junto dela, uma imagem da querida Mãezinha. Se puder ser, gostava que uma coroa de espinhos envolvesse a cruz. A cruz é para sinal que a levei durante a vida e amei até à morte. A Mãezinha é para mostrar que foi Ela quem me ajudou a subir o caminho doloroso do meu calvário, acompanhando-me até aos últimos momentos da minha vida. Confio que assim será. Ela é Mãe, e como Mãe não me deixará sozinha no último transe da minha vida.

Amo a Jesus, amo a Mãezinha, amo o sofrimento, e só no Céu compreenderei o valor de toda a minha dor!!!»

(Autobiografia; pág. 65)

Últimos dias de vida

Alexandrina morreu no dia 13 de outubro do ano de 1955, dia do aniversário da última aparição de Nossa Senhora em Fátima. O seu enterro foi vivido com muita emoção não só pelos seus conterrâneos mas também pelas pessoas que a conheciam, vindas de muitos pontos do país.

No seu diário espiritual dos seus últimos dias de vida, a Prof. Çãozinha regista tudo o que se foi sucedendo. Esse registo será intercalado com outros registo do Pe. Humberto.

 

No dia 12 de outubro de 1955, dia anterior à sua morte:

«Às duas e meia da manhã, quando sua irmã lhe prestava serviços ela disse assim:

“Vou contar-te uma coisa que nunca te disse para não te afligires. Foi o seguinte: Nos princípios de fevereiro ouvi, sem em nada disto pensar e era de manhã, uma vez:

«Faz um ato de resignação à vinda do teu Paizinho.»

Eu não o fiz. Nosso Senhor ficou triste comigo? Não ditei, porque ficando escrito, tu Deolinda, vias e também com receio que não o mandassem vir, assim como não mandaram.

Vou mandar vir o Sr. Pe. Alberto Gomes, por um dever de gratidão, e, se ele me disser que devo fazê-lo, ainda o faço.”

Em 12 de outubro teve Missa no seu quartinho e pelas 8 horas da manhã, depois de comungar, Nosso Senhor falou-lhe assim:

“Faz, Minha filha, o que desejas (Extrema Unção). Tu vais para o Céu! Tu vais para o Céu! Fui Eu que te escolhi o teu Paizinho. Prometi dar-te e dei-to sempre e sempre te dou à tua alma. Na hora da morte estará contigo. Dou-Me a ti por ele. Os Homens foram ingratos, cruéis, os mais cruéis. Foram infiéis de toda a Minha graça. Quantas coisas fiz e quantas coisas disse só com o fim de os chamar. A nada atenderam. Desafiaram em tudo a justiça de Meu Pai. Cá espero os Homens para a Minha justiça, mas não é por isso que a causa deixa de triunfar. Triunfa, triunfa com a continuação da tua missão. Tudo isto ainda lhe dá mais brilho; mas agora que o mandem para a sua pátria para a continuação do estudo. É Jesus, é Jesus a mandar a quem tanto tem desobedecido.”»

(Diário Espiritual; 12/10/1955)

 

 

«Às sete horas, recebe a Sagrada Comunhão das mãos de Mons. Mendes do Carmo, da diocese da Guarda, que celebrou no humilde quartinho. [...]

O mesmo sacerdote escreveu:

“No dia 12, depois da Missa Infinita, dei-lhe a Comunhão Divina. Recolheu-se no silêncio eloquente e profundo da sua ação de graças. Seguiram-se horas de sofrimento, asfixiante, respondendo a algumas per­guntas com palavras quase impercetíveis.”»

(Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág. 333; 1.ª edição; 12/10/1955)

 

 

«Durante a manhã de 12 de outubro dizia repetidas vezes:

“Eu queria o Céu! Eu não tenho peninha nenhuma de deixar a Terra. Acabaram todos os sofrimentos da alma! É sol, é vida, é tudo, é tudo, é Deus!” A irmã perguntou-lhe:

“Tu que querias?”

“O Céu, porque na Terra não se pode estar. Eu queria receber a Extrema Unção, enquanto estou viva (lúcida). Vai ser muito bonito aqui. Ó Jesus, seja feita a Vossa vontade e não a minha!”»

(Diário Espiritual; 12/10/1955)

 

 

«Às 15 horas, entraram o Pároco, o Confessor, Monsenhor Mendes do Carmo, o Doutor Manuel Augusto Dias de Azevedo, e todos os outros familiares. Puseram-se todos de joelhos.»

(Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág. 334; 1.ª edição; 12/10/1955)

 

 

«Neste dia 12, pelas 15 horas, tendo Alexandrina fez o seu ato de renúncia total:

“O Jesus Amor, ó Divino Esposo da minha alma, eu que na vida sempre procurei dar-Vos a maior glória, quero na hora da minha morte fazer-Vos um ato de resignação à vinda do meu Paizinho Espiritual; e assim, meu Amado Jesus, se neste ato der maior glória à Trindade Santíssima, eu jubilosamente me submeto aos Vossos eternos desígnios, renunciado à felicidade que a presença do meu Paizinho me daria, para só querer e implorar da Vossa Misericórdia, o Vosso reinado de amor, a conversão dos pecadores, a salva­ção dos moribundos e o alívio das almas do Purgatório.»

Imediatamente, seguiu-se o ato de resignação da sua morte, assim:

“Meu Deus, como sempre Vos consagrei a minha vida, Vos ofereço agora o fim dela, aceitando resignada a morte acompanhada das circunstâncias que Vos derem maior glória.”

No fim destes 2 atos foi-lhe ministrada a Extrema-Unção pelo reverendo Pároco desta freguesia. Antes de receber este Sacramento pediu singularmente perdão à mãe, à irmã, ao confessor, ao Sr. Pe. Alberto, ao Sr. Abade, ao Sr. Doutor, às primas, pessoas amigas e à criada.

Enquanto pedia perdão disse estas frases:

“Minha mãe, perdoe-me as minhas impertinências e agradeço todos os cuidados que teve comigo.

Deolinda, perdoa-me. Foste uma sacrificada por mim. Agradeço-te tudo o que fizeste por mim. Ao Sr. Dr. Azevedo: agradeço-lhe tudo e peço perdão. Eu não o esquecerei no Céu.

Sr. Abade, peço-lhe perdão. A minha eterna gratidão por me trazer Nosso Senhor todos os dias. Peço que em meu nome peça perdão ao povo todo. [...]"

Depois de pedir perdão falou assim:

“Já estarei com a minha alma pura para receber a Extrema Unção?”

Foi ministrado este Sacramento. Depois foi dizendo:

“Ai Jesus, não posso (estar) mais sobre a Terra! Ai Jesus! Ai Jesus! Ai Jesus! A vida, o Céu custa, custa! Sofri tudo nesta vida pelas almas! Esmirrei-me, pilei-me nesta cama até dar o meu sangue pelas almas. Perdoo a todos; perdoo, perdoo. Foram tormentos para meu bem! Ai Jesus, perdoai ao mundo inteiro. Ai, estou tão contente por ir para o Céu! (Sorria-se com os olhos no Céu) Ai que claridade! Ai, Sr. Dr. Azevedo, que luz! É tudo luz! (Sorria-se.) As trevas, as trevas, tudo desapareceu! Bem dizia o Sr. Dr.!”

 

Às 6 horas da manhã do dia 13

Meu Deus, meu Deus, eu amo-Vos! Sou toda Vossa! Tenho necessidade de partir. Não gostava de morrer de noite. Morrerei hoje? Gostava. (Sorria-se.) (Sorriso angelical.)

Pediu à irmã que lhe desse a beijar o crucifixo e a Mãezinha.

A irmã perguntou-lhe:

“Para quem te sorrias?”

“Para o Céu.”

Durante a manhã foi visitada por várias pessoas. Quando entrou um grupo exclamou assim com voz mais forte:

“Adeus, até ao Céu! Não pequem! O mundo não vale nada! Isto já diz tudo. Comunguem muitas vezes! Rezem o terço todos os dias!”

Às 11 horas disse ao Sr. Dr. Azevedo:

“Está para breve.”

Ele perguntou-lhe se os breves dela eram iguais ao de Nosso Senhor. E continuou:

“Certamente amanhã às 3 horas Nosso Senhor ainda lhe quer falar.”

Ela sorriu-se levemente.

Às 11h e 25m:

“Eu sou muito feliz, porque vou para o Céu!”

No Céu, peça muito por nós. Ela acenou que sim.

Às 11h e 35m, pediu que lhe rezassem o ofício da agonia.

Às 17 horas, disse para um homem:

“Adeus, até ao Céu!”

Às 19 horas disse:

“Vou para o Céu.”

Às 19h e 30m, exclamou:

“Vou para o Céu.”

A irmã retorquiu: “Mas não é já.”

Alexandrina respondeu: “É, é.”

Às 20h e 29m expirou. Conservou-se perfeitamente lúcida até ao último momento da sua existência.

 

Passaram pela casa de Alexandrina, desde que ela foi para o caixão, mais de cinco mil pessoas a beijar-lhe a cara, as mãos e os pés. Passavam pelo seu cadáver vários objetos religiosos como: terços, medalhas, etc. No enterro, assistiram alguns milhares de pessoas. No dia de sua morte, já se obtiveram graças por seu intermédio.»

(Diário Espiritual; 12 e 13/10/1955)

Funeral

Eis algumas transcrições livro biográfico do Pe. Humberto Pasquale, acerca do funeral de Alexandrina:

 

«O que houve de singular, e que parece único nos anais da morte, pois jamais li facto semelhante, foi essa romagem de milhares e milhares de pessoas que, começada à uma hora da tarde, continuou sem pausa, sem interrupção, durante a noite inteira até às 10 da manhã, hora da partida do cortejo fúnebre para a Igreja.

Eram pessoas de todas as categorias sociais: lentes de Medicina, médicos, advogados, comerciantes, industriais, capitalistas, artistas e a enorme massa de povo modesto e humilde. Milhares? Decerto.

Nunca li que se tenha realizado jamais romagem semelhante à câmara ardente de modesta filha do povo ou de excelsa rainha.

Outra circunstância impressionante — que só se encontra nos anais da santidade — muitas pessoas, centenas e centenas delas, beijaram os pés da Alexandrina morta, no seu caixão.

Terceira circunstância rara também: centenas de pessoas tocaram os seus rosários nas mãos geladas da Doentinha de Balasar.

«O Comércio do Porto» escreveu:

"Desde as treze de ontem até às nove da manhã de hoje desfilou sucessivamente na câmara ardente uma compacta multidão..."

Na tarde do dia 15, dia em que o corpo da Alexandrina baixou à sepultura, dizia um cavalheiro no Porto:

"Hoje no Porto não há rosas brancas, foram todas para Balasar."

E na verdade o cadáver mais parecia estar num riquíssimo jardim em flor do que na câmara mortuária...» [...]

Quando a sua urna foi aberta na igreja paroquial, enquanto dezenas de sacerdotes diocesanos e religiosos cantavam o Ofício e se celebrava a Missa de corpo presente, o povo comprimia-se junto da urna. Todos queriam tocar naquele corpo que ali jazia, todos queriam beijar-lhe os pés e as mãos, aquelas mãos que, embora imobilizadas pela doença durante tantos anos foram uma coluna levantada para o Céu, com a potência das suas preces e das suas dores, atraindo misericórdias e graças.

Tão grande é o poder da oração!

Tão grande é o poder do sofrimento!

E toda esta oração e todo este sofrimento perfumados por um amor ardentíssimo a Deus!

Foi preciso abrir alas na igreja, de modo que uns dessem a vez a outros e todos pudessem passar a vê-la mais uma vez, e admirar aquela tranquilidade e doçura de rosto que lhe tinham contemplado em vida, sempre resignada e caridosa, ao receber e ouvir tantas pessoas e tantos pedidos, que certamente a deviam fatigar em extremo.

Não se ouvia rezar por ela. Ouvia-se, sim, pedir-lhe a ela que lá no Céu rezasse por todos.

Perto das 13 horas, foi a sepultar no cemitério de Balasar. Levava a chave do caixão o seu dedicado e distinto médico assistente Sr. Dr. Manuel Augusto Dias de Azevedo, de Ribeirão, que soube acompanhar este caso com toda a probidade e isenção, sabendo conciliar admiravelmente as exigências da ciência com o carinho humano e cristão devidos a quem sofria tão cruentamente.

Lá se sepultou o seu corpo em campa rasa, humilde, como humílima foi toda a sua vida, e ficando voltado para o Sacrário da sua igreja, como havia pedido em vida.»

(Mons. Mendes do Carmo cit. in Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág. 339 a 341; 1.ª edição)

 

 

Peregrinações

Escreve o Pe. Humberto Pasquale:

«O túmulo é agora meta de devotas peregrinações. Também o quartinho, testemunha de tanto martírio, transformado em pequeno e recolhido museu com todos os objetos pessoais da Alexandrina, é continuamente visitado por gente de todo o País.

A seis meses da sua morte, durante uma solene manifestação, a figura de Alexandrina sorri a todos no grande quadro que foi inaugurado no salão paroquial de Balasar, como um sinal de estima e gratidão por quanto ela havia feito em vida pela terra natal.

Enquanto em Portugal, Espanha, França, Brasil, Itália, a imprensa e a rádio fazem conhecer a sua vida, sublinhando o misterioso jejum de 13 anos, chegam de todo o lado, à família e às pessoas íntimas, pedidos de fotografias e de relíquias.

A Autoridade Eclesiástica diocesana ordenou oficialmente que se recolhessem as graças numerosas, atribuídas à intercessão da Alexandrina.

A sua vida, conhecida e meditada, sirva de estímulo a colaborar, como ela fez, pelo triunfo sobre a humanidade do Reino do Coração de Jesus e do Coração Imaculado da Santíssima Virgem.

N.B. — Passaram mais de 20 anos. O corpo de Alexandrina, em 18 de julho de 1978, foi transferido do cemitério para a igreja paroquial. As peregrinações continuam sem interrupção nem diminuição. Em cada mês, desde abril a outubro, passam junto ao seu sepulcro mais de 30.000 peregrinos de Portugal e do estrangeiro.»

(Pasquale, H.; “Beata Alexandrina”; pág. 366)

 

 

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